Máquinas e Equipamentos

Especial Máquinas – Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setor

Renata Pachione
23 de dezembro de 2013
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    Outra aquisição importante se deu com a Weicom, fabricante italiana de ensacadeiras tipo FFS (Fill, Form and Seal) e robôs paletizadores. A estratégia englobou ainda a compra da linha de dosadores da empresa K-Tron (líder mundial de dosadores gravimétricos). “Assim passamos a contar com todos os equipamentos para compostagem, desde o recebimento de matéria-prima até a ensacagem do produto acabado”, comenta Albernaz.

    No portfólio de extrusoras, a companhia conta com três linhas; elas atendem a produções de 1 kg/h até 100 t/h. “Adquirimos vários equipamentos especiais para prestação de serviços, como GBM, um sistema eletrônico para medição dos barris; analisador termográfico, e alinhador a laser, entre outros”, comenta. Aliás, um destaque é o FET (Feed Enhancement Technology), acessório que permite aumentar em até 300% a alimentação de cargas minerais (talco fino).

    Os aprimoramentos, obviamente, asseguram produções maiores. Um lançamento recente dessa fabricante se trata da extrusora de laboratório ZSK 26 Mc18. A máquina foi projetada para o desenvolvimento de formulações e produções de pequenos lotes. Segundo a fabricante, em relação à geração anterior, a capacidade de produção da máquina dobrou; a ZSK 26 Mc18 atinge até 180 kg/h, com um torque específico de 15 Nm/cm3 e até 1.800 rpm de rosca.

    Plástico Moderno, Sistema com corte direto na cabeça reduz as perdas com borras

    Sistema com corte direto na cabeça reduz as perdas com borras

    Agregando valor – Ir além da extrusora. Essa também é a proposta da ADL Automação e Reciclagem, de Botucatu-SP. Não por acaso, a empresa tem como um dos carros-chefes do portfólio o sistema de granulação com corte direto na cabeça. “É uma excelente solução para melhorar o processo em linhas de extrusão que ainda utilizam banheira e granulador”, aponta o diretor Danilo Correia. O equipamento é oferecido com a promessa de reduzir as perdas com borras e quebras dos espaguetes, produzir grãos uniformes e em formato esférico, e promover a troca de tela, sem interrupção. “É um equipamento bem competitivo no mercado”, afirma o diretor. O outro campeão de vendas da fabricante é a linha de extrusão ADL-120.

    Demanda aquecida – As linhas de acabamento das máquinas para tubos e perfis estão no foco dos investimentos da Granoplast, conhecida fabricante de periféricos (foi fundada em 1964), mas que de uns anos para cá passou a fabricar também máquinas extrusoras. A escolha não foi ao acaso. Segundo o gerente comercial da Granoplast, Leonardo Nolasco, o setor, cada vez mais, exigirá equipamentos de alto desempenho, em substituição a peças manuais ou de precisão duvidosa. “A ‘febre’ da automação tem crescido”, observa o gerente. Esta demanda aquecida se reflete nas vendas da companhia. Nolasco prevê encerrar este ano com aumento nas vendas em torno de 25% em relação a 2012. A extrusora EXT 120 representou um dos modelos mais vendidos neste ano. A máquina, que conta com L/D de 34 e diâmetro de rosca de 120 mm, foi desenvolvida para granulação com corte na cabeça, tipo water ring. De acordo com Nolasco, o êxito se dá por conta da alta produtividade, que se traduz em menor custo de mão de obra, energia e espaço físico para o transformador.

    No chão da fábrica também é nítida a evolução do setor. Há poucos anos, os equipamentos de corte automático eram dotados de sistema de corte pneumático (tanto as guilhotinas como as serras automáticas). No entanto, estes deram lugar aos sistemas de corte “turbinados” por servomotor e CLPs; com isso, os perfis, antes cortados em linha de extrusão e depois “recortados” em processos manuais, passaram a contar com acabamento e dimensional perfeitos, uma exigência dos clientes finais, conforme explica Nolasco. “O mesmo vale para as bolsadeiras automáticas para tubos de PVC, que, com a alta performance das extrusoras, tiveram que ser implementadas com sistemas de automação mais eficientes para acompanhar a produtividade das extrusoras modernas”, comenta.

    É de praxe, no segmento de tubos, perfis e chapas, os equipamentos de pré-extrusão serem adquiridos de companhias especializadas em periféricos, enquanto a fabricante do conjunto extrusor tende a produzir a linha de frente completa. Nessa área, em geral, aceita-se segmentar esses acessórios em dois tipos: os da linha de frente ou pós-extrusão, aqueles localizados depois do cabeçote, como banheiras, puxadores, calhas, cortadores, peneiras e ensacadeiras, entre outros; e os da pré-extrusão, considerados também como periféricos para matérias-primas, pois estão ligados à alimentação da extrusora. São os equipamentos da linha de frente que determinam o tipo de aplicação, ou seja, são eles, o cabeçote inclusive, que vão diferenciar as linhas de extrusão, definindo o produto a ser transformado.

    Na extrusão de filme balão, em geral, podemos citar: alimentador; dosador gravimétrico; tratador do tipo corona; sistema de resfriamento (chillers e trocadores de calor); anel de ar automático, localizado logo depois do cabeçote; controle automático de espessura por resistência na matriz; e medidor de espessura e de largura. Entre esses equipamentos, o mais comum é o tratador do tipo corona. No caso deste último, aliás, praticamente todas as máquinas o adotam.



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