Máquinas e Equipamentos

Especial Máquinas – Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setor

Renata Pachione
23 de dezembro de 2013
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    O sucesso da Carnevalli não vem ao acaso. Apesar da tradição a seu favor, a empresa tem o foco no futuro, e se reinventou. O seu passado glorioso – é sua a primeira coextrusora produzida no Brasil – ajuda, porém não é tudo. Além dos investimentos em máquinas operatrizes – recentemente renovou o seu arsenal de tornos, fresas e centros de usinagem –, a companhia revela sua aposta em um tipo de máquina mais econômica: a Coex Plus 3PO-1600. O modelo, indicado para tiragens mais baixas, o que possibilita a troca de pedidos sem gerar muito desperdício, é apresentado como uma oportunidade para o transformador adquirir uma coextrusora a um preço mais acessível. “O custo/benefício é excelente”, garante o diretor.

    A empresa também prepara o lançamento de coextrusoras de cinco camadas, destinadas ao mercado de polietileno, e de sete camadas, para filmes com barreira. Neste último caso, a ideia é abarcar as necessidades de elevado grau de tecnologia de produção, consumo de energia reduzido e controle de espessura. As novidades estarão disponíveis entre dezembro e o início de 2014.

    Para o próximo ano ainda uma outra faceta da Carnevalli se revelará com mais força: a da extrusão de chapas. “Em 2014 vamos intensificar as vendas e investir em novas tecnologias para este mercado”, aponta o diretor. A estratégia foi posta em prática já neste ano, com o lançamento de um modelo anunciado como uma opção em laminação para polipropileno (PP), poliestireno (PS) de alto impacto, polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD) e PET. A máquina tem capacidade de produção de até 700 kg/hora em PP, e de até 1.000 kg/hora em PS. O diâmetro da rosca é de 130 mm e a largura útil de 1.200 mm.

    Plástico Moderno, Linha para reciclagem representa o principal negócio da companhia

    Linha para reciclagem representa o principal negócio da companhia

    Nova vertente – Outra empresa tradicional no mercado – foi fundada há 37 anos, em Campinas-SP – que vem com uma nova roupagem é a Wortex Máquinas. O momento da companhia é de renovação. A fabricante fez uma parceria com o grupo italiano Amut para ampliar seu negócio, e produzir, com a criação de uma joint-venture, linhas de tubos, chapas, perfis e Wood Plastics Composites (WPC). No futuro, a ideia é incluir no portfólio equipamentos de termoformagem. “Estamos finalizando as novas instalações para operação da joint-venture”, reforça o diretor da Wortex, Paolo De Filippis. É tudo muito recente, a nova empresa não completou um ano ainda – o anúncio foi feito em maio último. A fábrica ocupa área de 2,5 mil m², e deve ser ampliada para 6 mil m² até o final de 2014.

    O portfólio do grupo é extenso. Conta também com a linha Challenger, composta por máquinas para reciclagem e granulação e pelos modelos de extrusão de filmes soprados mono e multicamadas (tecnologia e produção assinadas pela Wortex). A linha de tubos, chapas, perfis e WPC resulta da transferência de tecnologia entre as duas empresas, ou seja, é fabricada pela Amut-Wortex. Em tempo, essas máquinas terão um índice de 65% de nacionalização, dentro dos parâmetros requeridos para enquadramento no Finame.

    Segundo De Filippis, as extrusoras de reciclagem representam o principal negócio da companhia, porém o objetivo é repartir a representatividade de cada área de atuação. “Acreditamos que as outras linhas dividirão igualmente a participação em nosso portfólio de vendas”, comenta o diretor.

    Um sucesso recente da fabricante resulta das vendas da extrusora monocamada Challenger Blow, apresentada na Feiplastic – Feira Internacional do Plástico, realizada em maio deste ano, em São Paulo. Como não poderia ser diferente, não se trata de uma simples máquina; o conjunto prevê o uso de IBC e sistema de controle de espessura, alta produção e baixa variação na distribuição de espessura. “O projeto apresenta o que há de mais moderno neste mercado”, comenta o diretor. Não por acaso, entre as novidades da empresa, ele também destaca uma linha completa de reciclagem, que inclui equipamentos desde a lavagem até a granuladora.

    Plástico Moderno, Máquina sofreu ajustes para elevar produção para até 180 kg/h

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    Somando forças – Com a premissa de não ser apenas um fornecedor da extrusora, a alemã Coperion, em dezembro do ano passado, iniciou um novo capítulo de sua trajetória, após sua aquisição pelo grupo Hillenbrand. “Pudemos potencializar as vendas de acessórios”, diz Marcelo Albernaz, gerente de vendas da Coperion do Brasil. A companhia comprou a fabricante alemã PELL-TEC Pelletizing Technology, e alguns meses depois passou a ser chamada de Coperion Pelletizing Technology, fornecendo granuladores de fieria (dispositivo básico da trefilação) para até 6 t/hora de capacidade.



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