Especial Máquinas – Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setor

Plástico Moderno, Especial Máquinas - Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setorOs novos rumos do mercado de extrusão e coextrusão prenunciam um espaço cada vez maior para a automação dos processos. Os fabricantes tentam oferecer ao transformador a possibilidade de extrair das linhas 100% de seu aproveitamento. A busca é por recursos (refinados ou não) capazes de promover agilidade, controle e mais qualidade ao produto transformado. Ser apenas um fornecedor de máquina está fora de cogitação, pois não agrega competitividade. A oferta de uma solução ganhou contornos reais – não se trata mais de uma proposta dos profissionais de marketing para angariar novos clientes –, porém de uma tendência anunciada no passado e agora consolidada.

Seguindo a evolução natural do setor, a adoção de acessórios complementares soa quase como uma obrigação. A automação passou a ser determinante na medida em que torna a máquina mais competitiva perante a acirrada concorrência. “O transformador não busca linhas mais complexas, mas, sim, produtos que graças à sua complexidade tornam as linhas mais complexas”, resume o engenheiro da Rulli Standard, Paulo Leal. No caso de extrusoras de balão da fabricante, por exemplo, a troca térmica com ar no anel e no IBC (resfriamento interno do balão) não só melhora a qualidade do filme como também aumenta a produtividade da extrusora na ordem de 10%. Em tempo, vale lembrar que a empresa adotou os dosadores gravimétricos em quase todas as suas máquinas. Esse equipamento garante o controle para a linha e o peso por metro linear, além do fato de, se for utilizado mais de um material, possibilitar uma mistura homogênea.

Os financiamentos via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento), também abriram o setor a novos investimentos. Com as facilidades dos baixos juros e das taxas fixas, muitos transformadores desengavetaram seus projetos em prol da renovação de seu parque industrial. Pelo menos é essa a conclusão após conferir o desempenho de alguns fabricantes de máquinas neste ano. No geral, até dezembro próximo, os saldos tendem a ser positivos, confirmando a retomada da indústria após as baixas registradas em 2012.

Plástico Moderno, Conjunto produz filme de espessura fina e resistente
Conjunto produz filme de espessura fina e resistente

A tecnologia a seu favor – O desenvolvimento de máquinas que garantam maior rendimento e redução dos gastos operacionais, sobretudo com a otimização do consumo de energia elétrica e da matéria-prima, continua a ser um tema pertinente e uma busca incessante do setor. Por isso, sistemas de refrigeração e controle de temperatura de calandras, por exemplo, são bem comuns nas extrusoras.

Nos filmes, os equipamentos para controle de peso por metro do produto final, de modo que se obtenha o mínimo de variação durante a produção, têm um papel fundamental na estabilidade do processo. No caso das chapas, materiais como policarbonato (PC) ou polietileno tereftalato (PET) necessitam de sistemas de desumidificação (secagem), dosagem e mistura para assegurar um bom resultado e alta produtividade. Porém, mais do que isso, hoje a demanda se dá por soluções, ou seja, conjuntos extrusores completos, não necessariamente sofisticados, mas diferenciados e eficazes.

A fabricante de extrusoras e coextrusoras Carnevalli, de Guarulhos-SP, seguiu esta toada. Com os aprimoramentos adotados na sua famosa linha Polaris Plus, conseguiu incrementar a capacidade produtiva e melhorar a qualidade de plastificação. As mudanças foram feitas no cabeçote de baixa pressão, que permite maior volume de material transportado e menor tempo de residência.

O conjunto adotou ainda o sistema de troca de ar interno do balão (IBC) e o anel de ar automático. “Esses anéis de última geração que trazemos hoje ao Brasil possibilitam um significativo aumento de produção. Hoje os transformadores buscam espessuras mais finas, mas mantendo a mesma resistência dos filmes, isso só é possível graças ao sistema de anel de ar automático, com regulagem de altura”, explica o diretor comercial Wilson Carnevalli Filho. Segundo ele, o acessório controla a variação de espessura e resfria o filme na linha de névoa. O fabricante promete mais estabilidade e ganhos na produção da ordem de 40% e 50%.

Aliás, no portfólio, as campeãs em vendas são as máquinas consideradas produtivas e econômicas em relação ao consumo de energia elétrica. Destaque para a Polaris Plus 65, entre as monocamadas; e, na coextrusão, para a Coex Plus 2500. “Não deixamos nada a desejar para as importadas, pois conseguimos excelentes índices de produção e qualidade com um custo quase 60% menor”, afirma Carnevalli. Segundo ele, o periférico, no entanto, se justifica mais facilmente em uma máquina complexa, como a coex; em um tipo inferior, pode chegar a encarecer o conjunto.

O sucesso da Carnevalli não vem ao acaso. Apesar da tradição a seu favor, a empresa tem o foco no futuro, e se reinventou. O seu passado glorioso – é sua a primeira coextrusora produzida no Brasil – ajuda, porém não é tudo. Além dos investimentos em máquinas operatrizes – recentemente renovou o seu arsenal de tornos, fresas e centros de usinagem –, a companhia revela sua aposta em um tipo de máquina mais econômica: a Coex Plus 3PO-1600. O modelo, indicado para tiragens mais baixas, o que possibilita a troca de pedidos sem gerar muito desperdício, é apresentado como uma oportunidade para o transformador adquirir uma coextrusora a um preço mais acessível. “O custo/benefício é excelente”, garante o diretor.

A empresa também prepara o lançamento de coextrusoras de cinco camadas, destinadas ao mercado de polietileno, e de sete camadas, para filmes com barreira. Neste último caso, a ideia é abarcar as necessidades de elevado grau de tecnologia de produção, consumo de energia reduzido e controle de espessura. As novidades estarão disponíveis entre dezembro e o início de 2014.

Para o próximo ano ainda uma outra faceta da Carnevalli se revelará com mais força: a da extrusão de chapas. “Em 2014 vamos intensificar as vendas e investir em novas tecnologias para este mercado”, aponta o diretor. A estratégia foi posta em prática já neste ano, com o lançamento de um modelo anunciado como uma opção em laminação para polipropileno (PP), poliestireno (PS) de alto impacto, polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD) e PET. A máquina tem capacidade de produção de até 700 kg/hora em PP, e de até 1.000 kg/hora em PS. O diâmetro da rosca é de 130 mm e a largura útil de 1.200 mm.

Plástico Moderno, Linha para reciclagem representa o principal negócio da companhia
Linha para reciclagem representa o principal negócio da companhia

Nova vertente – Outra empresa tradicional no mercado – foi fundada há 37 anos, em Campinas-SP – que vem com uma nova roupagem é a Wortex Máquinas. O momento da companhia é de renovação. A fabricante fez uma parceria com o grupo italiano Amut para ampliar seu negócio, e produzir, com a criação de uma joint-venture, linhas de tubos, chapas, perfis e Wood Plastics Composites (WPC). No futuro, a ideia é incluir no portfólio equipamentos de termoformagem. “Estamos finalizando as novas instalações para operação da joint-venture”, reforça o diretor da Wortex, Paolo De Filippis. É tudo muito recente, a nova empresa não completou um ano ainda – o anúncio foi feito em maio último. A fábrica ocupa área de 2,5 mil m², e deve ser ampliada para 6 mil m² até o final de 2014.

O portfólio do grupo é extenso. Conta também com a linha Challenger, composta por máquinas para reciclagem e granulação e pelos modelos de extrusão de filmes soprados mono e multicamadas (tecnologia e produção assinadas pela Wortex). A linha de tubos, chapas, perfis e WPC resulta da transferência de tecnologia entre as duas empresas, ou seja, é fabricada pela Amut-Wortex. Em tempo, essas máquinas terão um índice de 65% de nacionalização, dentro dos parâmetros requeridos para enquadramento no Finame.

Segundo De Filippis, as extrusoras de reciclagem representam o principal negócio da companhia, porém o objetivo é repartir a representatividade de cada área de atuação. “Acreditamos que as outras linhas dividirão igualmente a participação em nosso portfólio de vendas”, comenta o diretor.

Um sucesso recente da fabricante resulta das vendas da extrusora monocamada Challenger Blow, apresentada na Feiplastic – Feira Internacional do Plástico, realizada em maio deste ano, em São Paulo. Como não poderia ser diferente, não se trata de uma simples máquina; o conjunto prevê o uso de IBC e sistema de controle de espessura, alta produção e baixa variação na distribuição de espessura. “O projeto apresenta o que há de mais moderno neste mercado”, comenta o diretor. Não por acaso, entre as novidades da empresa, ele também destaca uma linha completa de reciclagem, que inclui equipamentos desde a lavagem até a granuladora.

Plástico Moderno, Máquina sofreu ajustes para elevar produção para até 180 kg/h
Máquina sofreu ajustes para elevar produção para até 180 kg/h

Somando forças – Com a premissa de não ser apenas um fornecedor da extrusora, a alemã Coperion, em dezembro do ano passado, iniciou um novo capítulo de sua trajetória, após sua aquisição pelo grupo Hillenbrand. “Pudemos potencializar as vendas de acessórios”, diz Marcelo Albernaz, gerente de vendas da Coperion do Brasil. A companhia comprou a fabricante alemã PELL-TEC Pelletizing Technology, e alguns meses depois passou a ser chamada de Coperion Pelletizing Technology, fornecendo granuladores de fieria (dispositivo básico da trefilação) para até 6 t/hora de capacidade.

Outra aquisição importante se deu com a Weicom, fabricante italiana de ensacadeiras tipo FFS (Fill, Form and Seal) e robôs paletizadores. A estratégia englobou ainda a compra da linha de dosadores da empresa K-Tron (líder mundial de dosadores gravimétricos). “Assim passamos a contar com todos os equipamentos para compostagem, desde o recebimento de matéria-prima até a ensacagem do produto acabado”, comenta Albernaz.

No portfólio de extrusoras, a companhia conta com três linhas; elas atendem a produções de 1 kg/h até 100 t/h. “Adquirimos vários equipamentos especiais para prestação de serviços, como GBM, um sistema eletrônico para medição dos barris; analisador termográfico, e alinhador a laser, entre outros”, comenta. Aliás, um destaque é o FET (Feed Enhancement Technology), acessório que permite aumentar em até 300% a alimentação de cargas minerais (talco fino).

Os aprimoramentos, obviamente, asseguram produções maiores. Um lançamento recente dessa fabricante se trata da extrusora de laboratório ZSK 26 Mc18. A máquina foi projetada para o desenvolvimento de formulações e produções de pequenos lotes. Segundo a fabricante, em relação à geração anterior, a capacidade de produção da máquina dobrou; a ZSK 26 Mc18 atinge até 180 kg/h, com um torque específico de 15 Nm/cm3 e até 1.800 rpm de rosca.

Plástico Moderno, Sistema com corte direto na cabeça reduz as perdas com borras
Sistema com corte direto na cabeça reduz as perdas com borras

Agregando valor – Ir além da extrusora. Essa também é a proposta da ADL Automação e Reciclagem, de Botucatu-SP. Não por acaso, a empresa tem como um dos carros-chefes do portfólio o sistema de granulação com corte direto na cabeça. “É uma excelente solução para melhorar o processo em linhas de extrusão que ainda utilizam banheira e granulador”, aponta o diretor Danilo Correia. O equipamento é oferecido com a promessa de reduzir as perdas com borras e quebras dos espaguetes, produzir grãos uniformes e em formato esférico, e promover a troca de tela, sem interrupção. “É um equipamento bem competitivo no mercado”, afirma o diretor. O outro campeão de vendas da fabricante é a linha de extrusão ADL-120.

Demanda aquecida – As linhas de acabamento das máquinas para tubos e perfis estão no foco dos investimentos da Granoplast, conhecida fabricante de periféricos (foi fundada em 1964), mas que de uns anos para cá passou a fabricar também máquinas extrusoras. A escolha não foi ao acaso. Segundo o gerente comercial da Granoplast, Leonardo Nolasco, o setor, cada vez mais, exigirá equipamentos de alto desempenho, em substituição a peças manuais ou de precisão duvidosa. “A ‘febre’ da automação tem crescido”, observa o gerente. Esta demanda aquecida se reflete nas vendas da companhia. Nolasco prevê encerrar este ano com aumento nas vendas em torno de 25% em relação a 2012. A extrusora EXT 120 representou um dos modelos mais vendidos neste ano. A máquina, que conta com L/D de 34 e diâmetro de rosca de 120 mm, foi desenvolvida para granulação com corte na cabeça, tipo water ring. De acordo com Nolasco, o êxito se dá por conta da alta produtividade, que se traduz em menor custo de mão de obra, energia e espaço físico para o transformador.

No chão da fábrica também é nítida a evolução do setor. Há poucos anos, os equipamentos de corte automático eram dotados de sistema de corte pneumático (tanto as guilhotinas como as serras automáticas). No entanto, estes deram lugar aos sistemas de corte “turbinados” por servomotor e CLPs; com isso, os perfis, antes cortados em linha de extrusão e depois “recortados” em processos manuais, passaram a contar com acabamento e dimensional perfeitos, uma exigência dos clientes finais, conforme explica Nolasco. “O mesmo vale para as bolsadeiras automáticas para tubos de PVC, que, com a alta performance das extrusoras, tiveram que ser implementadas com sistemas de automação mais eficientes para acompanhar a produtividade das extrusoras modernas”, comenta.

É de praxe, no segmento de tubos, perfis e chapas, os equipamentos de pré-extrusão serem adquiridos de companhias especializadas em periféricos, enquanto a fabricante do conjunto extrusor tende a produzir a linha de frente completa. Nessa área, em geral, aceita-se segmentar esses acessórios em dois tipos: os da linha de frente ou pós-extrusão, aqueles localizados depois do cabeçote, como banheiras, puxadores, calhas, cortadores, peneiras e ensacadeiras, entre outros; e os da pré-extrusão, considerados também como periféricos para matérias-primas, pois estão ligados à alimentação da extrusora. São os equipamentos da linha de frente que determinam o tipo de aplicação, ou seja, são eles, o cabeçote inclusive, que vão diferenciar as linhas de extrusão, definindo o produto a ser transformado.

Na extrusão de filme balão, em geral, podemos citar: alimentador; dosador gravimétrico; tratador do tipo corona; sistema de resfriamento (chillers e trocadores de calor); anel de ar automático, localizado logo depois do cabeçote; controle automático de espessura por resistência na matriz; e medidor de espessura e de largura. Entre esses equipamentos, o mais comum é o tratador do tipo corona. No caso deste último, aliás, praticamente todas as máquinas o adotam.

Plástico Moderno, Modelo para fabricação de tubos e perfis foi campeão de vendas
Modelo para fabricação de tubos e perfis foi campeão de vendas

Os altos e baixos da economia – A valorização da moeda brasileira diante do dólar foi devastadora para a indústria de bens de capital, tanto no mercado doméstico quanto no externo. Certo? Mais ou menos. Para o fabricante nacional, segundo explica De Filippis, diretor da Wortex, a questão é até simples, pois o câmbio supervalorizado dificulta as vendas para o exterior, ao mesmo tempo em que facilita as compras para o mesmo destino. “Dessa forma, além de termos as exportações reduzidas, temos aumentada a concorrência no mercado interno pelos produtos importados, incentivada por um câmbio valorizado”, comenta.

Acostumada às oscilações do mercado, a Carnevalli analisa o seu desempenho de maneira positiva. O ano de 2013 despontou com perspectivas alentadoras. Os primeiros seis meses do ano passado foram fracos, porém a retomada dos negócios veio já no segundo semestre, com uma boa arrancada em 2013. As vendas, Carnevalli Filho estima, serão 40% superiores às do ano passado. “Estamos falando de uma grande recuperação”, orgulha-se o diretor.

A relação com o mercado externo também está a contento. A fabricante deve encerrar o ano com vendas ao exterior da ordem de 15%. No ano passado, a taxa não chegou à metade disso. “As exportações foram as melhores dos últimos anos”, afirma o diretor.

Na Wortex, o enredo foi parecido. A empresa fechou 2012 com crescimento nas vendas da ordem de 15%. E apesar de ter despontado em meio às incertezas da economia, 2013 deve encerrar com saldos positivos. “Talvez com crescimento de 10%, a depender do último bimestre”, informa De Filippis, que projeta crescer entre 20% e 30% em 2014.

O importador também não tem do que reclamar, pelo menos esse é o caso da Coperion. Considerado bastante satisfatório, 2013 deu um fôlego às perdas registradas um ano antes. “Conseguimos um resultado muito mais expressivo do que em 2012”, considera Albernaz, gerente de vendas da Coperion do Brasil. Quanto ao volume, o aumento foi de 36% em relação ao ano passado, e, em faturamento, de 54%. O modelo mais vendido para compostos e plásticos de engenharia foi o ZSK 70 (a máquina produz em média 2,5 t/hora); e, para a área de masterbatch, as preferências recaíram nas linhas STS (50) e ZSK (40 e 45).

O ano de 2013 trazia indícios de que seria melhor do que o anterior também para a fabricante nacional ADL Automação e Reciclagem. E trouxe. Apesar de não ter um balanço fechado, o diretor Danilo Correia aposta em crescimento. “Acredito que conseguiremos superar o ano anterior”, comenta.

A fabricante nacional, Extrusão Brasil, de Diadema-SP, tem outra história para contar, porém o final está longe de ser feliz. Apesar das expectativas de que este ano daria um fôlego aos negócios, o diretor comercial Leonardo Borges não tem muitos motivos para comemorar. No ramo de extrusão de tubos, perfis e conexões, os tais projetos em infraestrutura e construção civil anunciados à exaustão não passaram pelos portões da fábrica. “O ano está sendo tão ruim ou pior que 2012”, declara.

Nem a visibilidade da feira Feiplastic ou as exportações favoreceram. Acostumada a vender algo próximo a 25% de sua produção para os países latino-americanos, a fabricante comercializou apenas um conjunto de máquinas para fora do país. Porém, as expectativas são de aumento nas vendas. Ele prevê crescer 20% no próximo ano.

No portfólio, as máquinas mais procuradas pelos clientes são as da linha de dupla rosca cônica, modelos 80/156 e 92/188 para tubos, perfis e telhas de PVC. Na linha de dupla rosca contrarrotante, destacam-se os modelos DR 75:32 e DR 67:22 para a produção de perfis e tubos. Aliás, esta última foi o modelo mais vendido neste ano.

No mercado desde 1996, a companhia é especializada em extrusora monorrosca, dupla rosca contrarrotante e dupla rosca corrotante para tubos rígidos e flexíveis, mangueiras, perfis rígidos e flexíveis e laminados, além de equipamentos para granulação e tingimento. Entre os mercados atendidos pela Extrusão Brasil, o segmento da construção civil tem sido o mais importante.

Subsídio – Com juros baixos e fixos, o programa PSI do BNDES tem sido forte aliado da indústria nacional de bens de capital. Até mesmo o término de sua vigência trouxe boas-novas aos negócios. Como expirará neste final de ano, muitas empresas estão correndo para concretizar as vendas, utilizando-se do benefício. Já o Proplástico (Programa de Apoio ao Financiamento à Cadeia Produtiva do Plástico), com vigência até 2017, não é tão bem-visto assim. Para alguns, trata-se de um sistema de abrangência moderada. Na avaliação de Correia, da ADL, o incentivo favorece somente as grandes empresas, pois o investimento mínimo é de 5 milhões de reais. “Não nos beneficiamos de 1 centavo desse programa”, reclama. Ao contrário do Finame-PSI. Esse, sim, trata-se da modalidade mais usada pelas companhias nacionais, porque outros programas ajudam, porém com restrições. Caracterizado por transformadores de pequeno e médio porte, o mercado, muitas vezes, não tem estrutura e conhecimento para enfrentar os trâmites administrativos necessários para se beneficiar desse tipo de oportunidade. Em tempos de margens apertadas e de uma demanda voltada para produtos com alta qualidade e propriedades técnicas apuradas, toda ajuda é bem-vinda.

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