Máquinas e Equipamentos

Equipamentos para reciclagem – Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

Maria Aparecida de Sino Reto
28 de julho de 2011
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    Plástico Moderno, Equipamentos para reciclagem - Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

    Com um material pós-industrial, como explica Cavallieri, o reciclador consegue definir em pouco tempo as variáveis de temperatura, fluidez e outros dados técnicos importantes. Já os pós-consumo: “Além de terem de ser lavados muitas vezes, possuem características diferentes e temos que dimensionar os equipamentos para que funcionem com qualquer tipo de material.”

    Para esses casos, ele indica a sua linha Pop, que considera um projeto simples, porém robusto e habilitado a processar todo tipo de material, com o diferencial de baixo custo e ótimo funcionamento. Mas não é o top da empresa. Ocupa essa posição a linha Plus, de equipamentos fabricados com aço inoxidável, dotados de acionamento pneumático e projeto construtivo diferenciado. A linha Bergo igualmente dispõe de equipamentos feitos com aço inoxidável, tem set up rápido, mas seu acionamento é manual. Todas as famílias de máquinas, porém, são desenhadas de modo que facilitem a limpeza e ofereçam manutenção rápida.

    Embora a linha produtiva da empresa tenha seu desenho direcionado à reciclagem de resíduos da indústria, que dispensam etapas de separação e lavagem (indispensáveis no caso da sucata pós-consumo), Cavallieri reforça sua atuação também neste último caso. “Trabalhamos com alguns parceiros e fazemos projetos e instalações industriais.”

    Plástico Moderno, Equipamentos para reciclagem - Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

    O diretor da BGM frisa que seu objetivo é oferecer soluções tecnológicas que atendam às necessidades específicas de cada cliente. “Por isso, muitas vezes não vendemos equipamentos de linha, mas fazemos um projeto personalizado. Esse é o nosso grande diferencial diante de nossos concorrentes”, diz.

    Uma novidade apresentada na última Brasilplast, realizada em maio deste ano, pode ser aplicada ao final do processo de reciclagem e incrementar produtividade no empacotamento do produto. Trata-se de uma empacotadora automática com impressora jato de tinta para o logotipo do cliente em cada saco, em quatro cores e secagem ultrarrápida (UV). Na sequência, a máquina puxa o saco da bobina até a boca do silo de armazenamento, onde uma célula de carga pré-programada envasa o material que se fecha automaticamente quando o peso é atingido. O saco, então, é selado e levado por um braço mecânico para a balança de conferência, de onde, se for aprovado, é colocado automaticamente no palete (ver PM nº 440, junho de 2011, pág. 88).

    Quem quiser menos complexidade, pode optar pela ensacadeira semiautomática, a mais comercializada pela empresa, que além da precisão no peso e rapidez no processo, permite ser controlada por um único funcionário. O granulador da linha Pop, a peneira seletiva e o secador-sugador SSP disputam o segundo lugar nas vendas.

    Dedicada à extrusão – Atuante no mercado desde 1996, a Metalúrgica Parra fabrica extrusoras, com opção de degasagem a vácuo e configuração cascata com câmara de vácuo na passagem de uma extrusora para outra, e projeta equipamentos de corte submerso. O engenheiro Robson Pereira Agibert explica que a especificação é definida de acordo com as exigências do produto do cliente. Isso inclui uma análise das propriedades de processamento das resinas, a densidade de sólido e sua porcentagem de umidade. Tais características, somadas à produtividade desejada, pondera Agibert, definem a melhor configuração do equipamento, como materiais empregados em sua construção, geometrias diferenciadas de rosca e cilindro, conjunto motorredutor, potência de aquecimento e capacidade do troca-telas. Para complementar, ele oferece também corte submerso, desenhado igualmente para atender à demanda da extrusora da linha. “Evita desperdício de material, reprocessamento e oferece um material isento de umidade”, ressalta.

    No caso de produção de resinas recicladas que agregam cargas e outros aditivos, a indicação é de extrusoras dupla roscas. De acordo com o engenheiro, o desenho do equipamento considera uma avaliação detalhada sobre quais as regiões da rosca em que deve haver mais distribuição, dispersão ou condução da resina base e aditivos e cargas alimentados. Os equipamentos processam os mais diversos tipos de termoplásticos. “Nosso ponto forte consiste na eficiência quanto à homogeneização e degasagem do material”, considera Agibert.

    Outros atrativos lembrados por ele consistem no baixo consumo energético e no processamento por controlador lógico programável (CLP), possibilitando o levantamento de informações, como a quantidade de trocas de telas realizadas em um determinado período de tempo, dado que permite avaliar a quantidade de impurezas do material em processamento. Como a maioria das extrusoras sai da fábrica com painel IHM (touch screen) integrado, a Parra oferece como opcional condicionador de ar: o reciclador não precisa providenciar uma sala climatizada para preservar o funcionamento dos componentes eletroeletrônicos. A capacidade produtiva depende do material processado. Pode variar de 50 quilos/hora (equipamentos de pequeno porte) até 1.000 quilos/hora. O investimento mínimo é de 400 mil reais e o máximo, um milhão de reais.

    Negócios deslancham – No ramo há 35 anos, o diretor da Wortex comenta que a reciclagem cresceu muito nos últimos anos e exigiu pesados investimentos em engenharia e ampliações. A compensação: essa expansão de mercado tem gerado uma elevação média de 10% ao ano no faturamento da empresa.



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