Máquinas e Equipamentos

Equipamentos para reciclagem – Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

Maria Aparecida de Sino Reto
28 de julho de 2011
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    Além dos problemas relacionados aos aglutinadores, Filippis lembra que nem sempre o processo de extrusão dispõe de sistema de degasagem. Ou, até possui, porém, ineficiente, o que obriga uma extrusão dupla ou até tripla do material. Quanto mais passagens pela extrusão, maior a perda de propriedades do plástico. Resultado: baixa produtividade e produto degradado.

    Plástico Moderno, Paolo De Filippis, Diretor da Wortex, Equipamentos para reciclagem - Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

    Para Filippis, aglutinadores são improdutivos e inseguros

    Os sistemas fabricados pela Wortex dispensam os aglutinadores com o emprego de sistemas de alimentação forçada e Filippis sugere o uso de dupla, ou até tripla degasagem na extrusão. Os gases exalados no processo também devem preocupar os empresários do setor – daí a importância de encaminhá-los para um filtro e tratamento adequado.

    Sai por quanto? – Os custos para a aquisição de equipamentos de reciclagem variam bastante e se condicionam à configuração do processo produtivo: porte e complexidade da linha. Porém, é possível estimá-los. Na avaliação de Filippis, uma fábrica de reciclagem não se justifica com menos de 400 quilos por hora. Com base nessa escala produtiva, uma linha sua completa para processar plásticos de origem pós-industrial (desde a movimentação do material até o carregamento do grão pronto) sai por volta de R$ 1,5 milhão. A sugestão dele para diversificar a produção é que o reciclador utilize duas máquinas de 200 kg/h, uma para operar com materiais flexíveis e outra, com rígidos.

    A Kie também projeta sistemas completos para reciclagem de plásticos flexíveis ou rígidos, industrial ou pós-consumo (PET, PE, PP, PS, PVC e outros polímeros). Os investimentos variam entre R$ 80 mil, valor equivalente a uma linha de 50 toneladas mensais, e R$ 800 mil, para uma escala da ordem de 400 toneladas mensais. E, segundo Didone, serão definidos pelo volume produtivo esperado, a qualidade e o tipo do produto final, que pode ser apenas moído, limpo e seco ou extrudado e peletizado, entre outras coisas.

    Outra fornecedora de sistemas completos é a Seibt, de Nova Petrópolis-RS. A empresa fabrica equipamentos destinados à reciclagem de polietileno, polipropileno e PET. “Os valores do investimento podem ter uma grande variação, de acordo com a aplicação, configuração da linha e capacidade produtiva etc., partindo de uma média de R$ 350.000,00 e podendo chegar até R$ 3.500.000,00, no caso das linhas de PET bottle to bottle, com lavagem a quente”, exemplifica o gerente comercial Adão Braga Pinto. As capacidades produtivas variam de 300 até 3.000 quilos/hora.

    Plástico Moderno, Equipamentos para reciclagem - Exigências ambientais favorecem a expansão de máquinas modernas

    Sistema para PET, da SEIBT, com lavagem a quente (clique na figura para ampliá-la)

    Focada nos equipamentos periféricos, a BGM lança mão de parcerias para compor linhas completas para reciclagem, como a firmada recentemente com a Steer, uma empresa americana fabricante de extrusoras, dona de plantas na Índia e China, e que completou a linha de produtos ofertada pela BGM. “Nossa linha é composta por extrusora, banheira de resfriamento, secador de fios, granulador, peneira e ensacadeira, e o custo do investimento poderá variar de 250 mil a 500 mil reais”, informa Cavallieri. Saber o material a ser processado e a produtividade desejada pelo cliente são fatores determinantes nesses valores e no desenho de uma linha bem dimensionada, de modo que atenda às necessidades do reciclador.

    Equipamentos para alta produção deixaram de ser meras opções e passaram à posição de uma necessidade do mercado, motivo pelo qual Cavallieri recomenda capacidades produtivas acima de 600 quilos/hora para quem deseja ser competitivo. “Por se tratar de um material que não agrega muito valor, é preciso tirar a diferença com altas produções”, pondera. Além disso, com o tsunami ambientalista arrastando a indústria global, os equipamentos modernos devem primar pelo baixo consumo energético, o que implica a utilização de motores de alto rendimento.

    Eficiência e longevidade – Além dessas duas qualidades asseguradas pelos fabricantes de máquinas e sistemas para reciclagem de plástico em geral, outros atributos caracterizam as diversas marcas disponíveis. Filippis imputa como ponto forte e diferencial de seus sistemas, comercializados sob a marca Challenger, a total integração e automatização, além de garantia de oferecer o menor custo operacional do mercado e baixo nível de degradação do produto final. “O resultado são grãos de primeira qualidade.”

    Outra vantagem pode ser aferida no relógio: a máquina esquenta em cerca de uma hora e meia. “É a mais rápida do mercado em aquecimento”, reputa. O usuário também não perde tempo com a troca de tela. Rápida, não exige parada de máquinas. Mais facilidades: se optar por duas matrizes, o reciclador consegue processar quase todos os termoplásticos disponíveis para reciclagem. “O PET e o PVC rígido são exceções, mas com uma mudança na rosca é possível processar PVC flexível”, diz.

    E não é só. Filippis ressalta a possibilidade de desligar os sistemas nos horários de pico por cerca de até três horas e meia e retomar a produção normal e total em apenas dois minutos. “O equipamento não perde a temperatura e nem os parâmetros do processo”, assegura.

    Em termos de eficiência energética, ele indica o sistema equipado com rosca de 130 mm como o de custo operacional mais vantajoso. Nos cálculos de Filippis, a energia custará em torno de 220 watts por quilo. Mas alerta: “Quanto mais rígidos os materiais, mais contaminados, portanto, o consumo energético será maior.”

    De qualquer modo, a grande vedete da empresa é a linha de 105 mm, que processa da ordem de 350 a 450 quilos/hora de polietileno. No ano passado, Filippis lançou um sistema de menor porte, equipado com extrusora de 90 mm e produção de 250 a 300 quilos/hora. “Por tratar-se de máquina pequena, sua capacidade produtiva foi uma surpresa”, comenta.



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