Encontros regionais reforçam os compósitos

A Associação Brasileira de Materiais Compósitos iniciou, em março, seu Programa Nacional de encontros regionais. O primeiro deles foi realizado em Porto Alegre, e o próximo está agendado para os dias 15 e 16 de abril, em Joinville. Com o propósito de disseminar as novas tecnologias para a fabricação de peças em compósitos e enfatizar seu uso cada vez mais intenso nos mercados brasileiro e internacional, a atividade ocorrerá nos principais polos industriais do país: Goiânia, Natal/Fortaleza, Belo Horizonte e Campinas.

Coibir a falta de informações sobre esse setor é um dos principais objetivos da iniciativa. Por isso, os encontros pretendem reunir arquitetos, engenheiros, designers e técnicos especializados, a fim de lhes oferecer a oportunidade de conhecer melhor as aplicações do compósito, em diversos setores industriais, sobretudo nas áreas de Construção Civil, Transporte e Energia Eólica, os mais importantes redutos do material.

No ano passado, o setor apresentou produção de 190 mil toneladas e faturamento de R$ 2,2 bilhões. Alguns fatores sustentaram esses números, como o uso crescente dos compósitos e o melhor entendimento do mercado acerca de seus benefícios, como a alta resistência, flexibilidade de design e projeto, durabilidade e custo competitivo.

Investimento – Um exemplo de que o mercado está ativo se nota no recente investimento da Ara Ashland, joint venture entre a brasileira Ara Química e a norte-americana Ashland, em sua planta de Araçariguama-SP. A companhia está construindo um reator piloto, a fim de desenvolver produtos e nacionalizar as resinas fabricadas nos Estados Unidos, com mais flexibilidade e rapidez. O equipamento deve entrar em operação daqui a dois meses e permitirá a fabricação de pequenos lotes de resina, de forma totalmente informatizada. Para o gerente-comercial da Ara Ashland, Rodrigo Oliveira, a construção do reator prova a confiança da empresa no mercado de compósito.

O seu portfólio conta com mais de cinquenta tipos de resinas, de ortoftálicas e isoftálicas a acrílicas e éster vinílicas. No ano passado, lançou a família de produtos à base de soja Envirez, hoje em fase de pré-marketing. Essa linha apresenta as mesmas características dos termofixos derivados da nafta e pode ser transformada em moldes abertos ou fechados. Outros lançamentos de 2008 se referem à resina acrílica Modar, que retarda a propagação de chamas, e a Arotool, desenvolvida para a fabricação de moldes.

R. P.

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