Embalagens para alimentos – Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos

Muitos são os aspectos favoráveis a uma maior penetração da embalagem pouch asséptica no país. Um deles é o custo, que vai ao encontro do aumento do poder aquisitivo das classes sociais C, D e E, e outro se refere à extensão territorial do Brasil. Por se tratar de um país de grandes dimensões, se faz necessário contar com uma infraestrutura de transporte e armazenagem de primeira linha, sobretudo na cadeia do frio. Como em geral, há falhas nesse sentido, as embalagens podem se tornar fortes aliadas na preservação do produto. Segundo o engenheiro da diretoria de tecnologia da Sadia, Alvaro Azanha, para exportar o alimento industrializado é necessário maior tempo de prateleira. Outra característica favorável à embalagem com barreira se refere ao desejo do consumidor de adquirir produtos considerados saudáveis, ou seja, com menos adição de conservantes.

Indicada para alimentos líquidos e pastosos perecíveis, a pouch asséptica pode ir além do segmento do leite, pois tem condições de acondicionar, segundo Dias, pasta de tomate, creme de leite concentrado, molhos culinários, sucos e creme de chantili, entre outros. Outra tendência anunciada como possíveis candidatos à migração para processos assépticos diz respeito aos alimentos refrigerados (em geral, pasteurizados).

Plástico Moderno, Sérvulo Dias, Gerente de negócios da DuPont Packaging Systems da DuPont do Brasil, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Dias: produtos de baixo valor agregado se rendem à coextrusão

Esse cenário tem atraído alguns transformadores. A SR Embalagens, localizada em Barretos-SP, não atua no segmento, mas não descarta a possibilidade de desenvolver pouches para acondicionar leites UHT. “Pensamos seriamente no tema”, afirma o gerente-comercial Luiz Alfredo Silva. Há trinta anos no ramo de embalagens flexíveis, a SR Embalagens pretende inaugurar, neste segundo semestre, uma nova unidade especializada no processo de coextrusão de filmes de alto desempenho, em Três Rios-RJ. A empresa tem investido muito no ramo, sobretudo porque em seu portfólio a estrutura mais utilizada é a coex. Apesar de apostar na supremacia das flexíveis com barreira, a empresa ainda não incorporou o tipo stand-up entre seus produtos.

Inovações – No Brasil, há algum tempo, é grande a movimentação para desenvolver embalagens capazes de aumentar a vida útil do produto embalado. E, pelo jeito, esse empenho não tem sido em vão. “Hoje, por exemplo, existem filmes multicamadas capazes de garantir o shelf-life de 180 dias sem refrigeração para produtos lácteos”, ressalta Dias.

As embalagens para alimento embutem alguns atributos próprios: o nível de barreira adequado e a possibilidade de dispensar a cadeia de frio tanto no transporte quanto na armazenagem são alguns deles. Para Dias, as tecnologias atuais de laminação e coextrusão de filmes de polietileno proporcionam o nível exigido de barreira demandado para cada categoria de produto. “O náilon e o Evoh são componentes cada vez mais utilizados para a preservação dos alimentos, e os filmes flexíveis são totalmente versáteis neste quesito”, atesta o gerente.

O Evoh, aliás, na opinião dele, é um excelente elemento para compor a barreira tanto ao vapor quanto ao oxigênio. Com as tecnologias de coextrusão de filmes flexíveis de polietileno, com cinco ou sete micras de Evoh, é possível alcançar um nível de barreira de 1,15 cm³ por m²/dia, sem umidade relativa e temperatura de 23ºC. “Isso pode ser considerado um alto nível de barreira, capaz de garantir 120 dias de shelf-life, sem refrigeração para lácteos”, confirma Dias.

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DuPont desenvolveu bag-in-box para envase e transporte de óleo

O custo também tem sido determinante no favoritismo do plástico no ramo alimentício. As embalagens multicamadas têm espaço garantido em setores de menor valor agregado, como o leite e outras bebidas. “Em programas governamentais, por exemplo, nos quais o orçamento é restrito, as embalagens flexíveis coextrudadas de multicamadas constituem a melhor opção na maioria dos casos”, comenta o gerente da DuPont. Entre as novidades da companhia estão as embalagens DuPont Pouch desenvolvidas para a Best Pulp, empresa especializada na produção de polpa de tomate 100% natural, e para a fábrica de laticínios Ourolac, que produz base para sorvete. Há também o tipo bag-in-box para o envase e transporte de óleo de soja da Louis Dreyfus. Esse produto foi criado em parceria com o grupo Orsa.

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Parte da máquina da Krones do Brasil veio da matriz alemã

PET para UHT – “Para o envase asséptico, o plástico é o material que apresenta as melhores condições”, diz o diretor-comercial da Krones do Brasil, Silvio Rotta. Diante dessa afirmação, fica fácil entender por que a Krones do Brasil introduziu no país a primeira linha para envase asséptico em PET  a frio. Ela está instalada em uma fábrica da Nestlé, de Araçatuba-SP, para a produção da linha Fast, dos produtos Nescau, Neston e Alpino. Só uma parte da máquina é fabricada por aqui, pois o bloco asséptico, considerado o seu coração, vem da matriz alemã.

De acordo com a Krones, entre as opções de enchimento asséptico, a tendência mundial é pelo envase a frio em PET. A fabricante conta com duas tecnologias: com ácido peracético ou peróxido de hidrogênio. A primeira opção tende a ser mais segura e econômica, porque com a segunda se gasta mais energia na esterilização e pode ocorrer a retração da garrafa, por causa da temperatura elevada, aumentando o seu peso.

“O envase asséptico é a frio, pois se fosse a quente (85ºC) a própria temperatura esterilizaria a garrafa”, explica Rotta. Os novos produtos da Nestlé são apresentados em uma garrafa PET comum, com uma única função de barreira no rótulo que evita a luz e, por consequência, a oxidação.

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2 Comentários

  1. Preciso de embalagem de 500g para embalar Erva para tomar chimarrão, vocês vendem ou pode passar endereço de alguma empresa que tem esse produto. Meu nome ABEL RODRIGUES, meu e-mail abelrithe89@hotmail.com, preciso de uma informação de preferência embalagem de plástico. valeu

  2. Solicitamos informar fornecedores de equipamentos para envasamento de polpa de tomate. Somos uma empresa angolana que pretende instalar em Angola uma linha de produção de atomatados. Se possivel gostaríamos igualmente de receber informaçòes sobre equipamentos diversos inferentes à actividade em apreço.

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