Embalagens

16 de julho de 2010

Embalagens para alimentos – Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos

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Publicado por: Renata Pachione
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    Os sachês multicamadas, também conhecidos como pouches, são um importante filão do mercado de embalagens para alimentos. Além de proteger e manter a segurança do produto embalado, eles tornam o plástico praticamente imbatível perante o vidro e a lata. Versáteis, acondicionam uma grande variedade de produtos, dos secos aos líquidos, passando pelos perecíveis, e mais recentemente, no país, o leite UHT. À primeira vista, parece não haver limites para o avanço desse tipo de embalagem, pois embutem em seu DNA inovação e conceitos de sustentabilidade. “Uma parcela importante das embalagens do futuro vai estar nas pouches”, vislumbra Alfredo Schimitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).

    No setor alimentício, essa embalagem, em sua versão stand-up (SUP), aquela que mesmo sendo flexível “fica em pé”, transformou a linha de atomatados em seu principal difusor. Mas o que se vê, cada vez mais, são novos desenvolvimentos em curso. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o consumo desse tipo de embalagem cresce 9% ao ano.

    Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos

    Sachê para leite UHT foi feito com filme Duraflex

    Leite UHT – Independentemente de números, as pouches têm avançado em aplicações. Não por acaso, hoje um dos principais expoentes entre as flexíveis se refere às embalagens multicamadas assépticas para o leite UHT, nas quais se assegura a conservação do produto por cerca de cem dias, sem refrigeração. A sigla UHT significa Ultra High Temperature, ou seja, Temperatura Ultra Alta. Esse é o nome dado ao processo de ultrapasteurização pelo qual o leite é submetido, caracterizado pelo seu aquecimento a temperaturas entre 130ºC e 150ºC, durante dois a quatro segundos, seguido de resfriamento a temperatura inferior a 32ºC.

    A cooperativa Languiru, do Rio Grande do Sul, foi responsável pelo primeiro desenvolvimento do sachê para leite UHT do país. O lançamento ocorreu em 2008 em parceria com a transformadora Plastrela. “O desafio foi quebrar a barreira cultural, pois o consumidor está acostumado com o leite na caixinha; o saquinho era encontrado somente na gôndola fria (refrigerado)”, afirmou o diretor-industrial da Languiru, Francisco Abrahão.

    A capacidade produtiva atual é de quatro milhões de litros por mês, porém a produção chega a um pouco mais da metade disso, pois falta leite no mercado. Mas mesmo assim a empresa aposta no segmento. O diretor diversificou o portfólio com o lançamento, neste ano, de outra bebida láctea UHT, no caso, um achocolatado da marca Chocolan. Ele garante vida de prateleira de noventa dias. Por enquanto, a abrangência comercial se restringe ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Para outubro deste ano, há a promessa de apresentar um creme de leite UHT em sachê. “No futuro, vamos oferecer produtos de alto valor agregado em pouch”, antecipa Abrahão.

    A Plastrela Embalagens Flexíveis investiu R$ 12 milhões para desenvolver no Brasil o sachê para produtos UHT. A empresa, localizada também no Rio Grande do Sul, produz a embalagem para o envasamento de leites, derivados e sucos. O filme multicamada em questão é o Duraflex, e a máquina para o envase asséptico é da empresa Elecster, da Finlândia.

    Hoje as vendas desse produto representam 15% do faturamento da companhia. “O sachê foi bem aceito pelo consumidor final”, atesta o diretor-presidente da Plastrela, Jack Shen. Segundo ele, o consumo da linha asséptica em flexível será crescente, e seguirá o exemplo de Argentina e Colômbia, países nos quais essa embalagem corresponde a 80% do mercado. Essa penetração tem um porquê bastante claro: o preço competitivo. “O sachê UHT custa de 30% a 50% menos do que a caixa cartonada de UHT”, compara Shen.

    Plástico Moderno, Jack Shen, Diretor-presidente da Plastrela, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos

    Shen ressalta preço competitivo da embalagem flexível asséptica

    Em workshop promovido pela Intermarketing Brasil, diversos palestrantes fizeram apologia às embalagens com barreira, enfatizando esse nicho de mercado. Na ocasião, a fabricante de resinas com propriedade de barreira, Kuraray; a de adesivos para sachês, Mitsui Chemicals America, e a Elecster, de equipamentos para processamento e esterilização UHT e de sistemas de envase asséptico, mostraram possíveis aplicações para as pouches.

    O segmento de suco de frutas seria um deles. Segundo o engenheiro Cheloma Venezia, presidente da Intermarketing Brasil, trata-se de um mercado de 500 milhões de litros por ano, hoje dominado pela embalagem cartonada, a de vidro e a de lata. “A tendência é esse setor migrar para pouch de 200 ml ou de 1 litro”, explica. Em uma embalagem flexível de alta barreira, o produto teria vida útil de prateleira de até 180 dias, sem a perda da vitamina C.

    De acordo com Venezia, nos últimos cinco anos houve um crescimento no consumo de embalagens com barreira de 60% no Brasil. Essa procura se dá por alguns motivos, mas ele destaca o fato de ser um material reconhecido como 100% reciclável. “Pode ser reciclado numa extrusora comum”, argumenta o engenheiro. Outra vantagem diz respeito ao peso. A cartonada asséptica tem 28 gramas e a pouch, sete gramas. “O sachê dispensa qualquer descarte especial”, reforça Shen. A estrutura de cinco camadas sugerida pela Intermarketing para assegurar a vida de prateleira do leite sem refrigeração por até 120 dias conta com as resinas de copolímero de etileno e álcool polivinílico (EVOH) Eval, a adesiva Admer, e camadas de polietileno de baixa densidade linear.

    Segundo estimativas da DuPont, o potencial da pouch asséptica para o leite UHT no Brasil é de até 30% do volume total envasado. “O market-share ainda é pequeno se comparado ao cartonado, mas a tendência é de forte crescimento nos próximos anos”, propõe Sérvulo Dias, gerente de negócios da DuPont Packaging Systems da DuPont do Brasil.


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      1. Abel Rodrigues

        Preciso de embalagem de 500g para embalar Erva para tomar chimarrão, vocês vendem ou pode passar endereço de alguma empresa que tem esse produto. Meu nome ABEL RODRIGUES, meu e-mail abelrithe89@hotmail.com, preciso de uma informação de preferência embalagem de plástico. valeu


      2. Rui Costa

        Solicitamos informar fornecedores de equipamentos para envasamento de polpa de tomate. Somos uma empresa angolana que pretende instalar em Angola uma linha de produção de atomatados. Se possivel gostaríamos igualmente de receber informaçòes sobre equipamentos diversos inferentes à actividade em apreço.



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