Embalagens para alimentos – Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos

Os sachês multicamadas, também conhecidos como pouches, são um importante filão do mercado de embalagens para alimentos. Além de proteger e manter a segurança do produto embalado, eles tornam o plástico praticamente imbatível perante o vidro e a lata. Versáteis, acondicionam uma grande variedade de produtos, dos secos aos líquidos, passando pelos perecíveis, e mais recentemente, no país, o leite UHT. À primeira vista, parece não haver limites para o avanço desse tipo de embalagem, pois embutem em seu DNA inovação e conceitos de sustentabilidade. “Uma parcela importante das embalagens do futuro vai estar nas pouches”, vislumbra Alfredo Schimitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).

No setor alimentício, essa embalagem, em sua versão stand-up (SUP), aquela que mesmo sendo flexível “fica em pé”, transformou a linha de atomatados em seu principal difusor. Mas o que se vê, cada vez mais, são novos desenvolvimentos em curso. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o consumo desse tipo de embalagem cresce 9% ao ano.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Sachê para leite UHT foi feito com filme Duraflex

Leite UHT – Independentemente de números, as pouches têm avançado em aplicações. Não por acaso, hoje um dos principais expoentes entre as flexíveis se refere às embalagens multicamadas assépticas para o leite UHT, nas quais se assegura a conservação do produto por cerca de cem dias, sem refrigeração. A sigla UHT significa Ultra High Temperature, ou seja, Temperatura Ultra Alta. Esse é o nome dado ao processo de ultrapasteurização pelo qual o leite é submetido, caracterizado pelo seu aquecimento a temperaturas entre 130ºC e 150ºC, durante dois a quatro segundos, seguido de resfriamento a temperatura inferior a 32ºC.

A cooperativa Languiru, do Rio Grande do Sul, foi responsável pelo primeiro desenvolvimento do sachê para leite UHT do país. O lançamento ocorreu em 2008 em parceria com a transformadora Plastrela. “O desafio foi quebrar a barreira cultural, pois o consumidor está acostumado com o leite na caixinha; o saquinho era encontrado somente na gôndola fria (refrigerado)”, afirmou o diretor-industrial da Languiru, Francisco Abrahão.

A capacidade produtiva atual é de quatro milhões de litros por mês, porém a produção chega a um pouco mais da metade disso, pois falta leite no mercado. Mas mesmo assim a empresa aposta no segmento. O diretor diversificou o portfólio com o lançamento, neste ano, de outra bebida láctea UHT, no caso, um achocolatado da marca Chocolan. Ele garante vida de prateleira de noventa dias. Por enquanto, a abrangência comercial se restringe ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Para outubro deste ano, há a promessa de apresentar um creme de leite UHT em sachê. “No futuro, vamos oferecer produtos de alto valor agregado em pouch”, antecipa Abrahão.

A Plastrela Embalagens Flexíveis investiu R$ 12 milhões para desenvolver no Brasil o sachê para produtos UHT. A empresa, localizada também no Rio Grande do Sul, produz a embalagem para o envasamento de leites, derivados e sucos. O filme multicamada em questão é o Duraflex, e a máquina para o envase asséptico é da empresa Elecster, da Finlândia.

Hoje as vendas desse produto representam 15% do faturamento da companhia. “O sachê foi bem aceito pelo consumidor final”, atesta o diretor-presidente da Plastrela, Jack Shen. Segundo ele, o consumo da linha asséptica em flexível será crescente, e seguirá o exemplo de Argentina e Colômbia, países nos quais essa embalagem corresponde a 80% do mercado. Essa penetração tem um porquê bastante claro: o preço competitivo. “O sachê UHT custa de 30% a 50% menos do que a caixa cartonada de UHT”, compara Shen.

Plástico Moderno, Jack Shen, Diretor-presidente da Plastrela, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Shen ressalta preço competitivo da embalagem flexível asséptica

Em workshop promovido pela Intermarketing Brasil, diversos palestrantes fizeram apologia às embalagens com barreira, enfatizando esse nicho de mercado. Na ocasião, a fabricante de resinas com propriedade de barreira, Kuraray; a de adesivos para sachês, Mitsui Chemicals America, e a Elecster, de equipamentos para processamento e esterilização UHT e de sistemas de envase asséptico, mostraram possíveis aplicações para as pouches.

O segmento de suco de frutas seria um deles. Segundo o engenheiro Cheloma Venezia, presidente da Intermarketing Brasil, trata-se de um mercado de 500 milhões de litros por ano, hoje dominado pela embalagem cartonada, a de vidro e a de lata. “A tendência é esse setor migrar para pouch de 200 ml ou de 1 litro”, explica. Em uma embalagem flexível de alta barreira, o produto teria vida útil de prateleira de até 180 dias, sem a perda da vitamina C.

De acordo com Venezia, nos últimos cinco anos houve um crescimento no consumo de embalagens com barreira de 60% no Brasil. Essa procura se dá por alguns motivos, mas ele destaca o fato de ser um material reconhecido como 100% reciclável. “Pode ser reciclado numa extrusora comum”, argumenta o engenheiro. Outra vantagem diz respeito ao peso. A cartonada asséptica tem 28 gramas e a pouch, sete gramas. “O sachê dispensa qualquer descarte especial”, reforça Shen. A estrutura de cinco camadas sugerida pela Intermarketing para assegurar a vida de prateleira do leite sem refrigeração por até 120 dias conta com as resinas de copolímero de etileno e álcool polivinílico (EVOH) Eval, a adesiva Admer, e camadas de polietileno de baixa densidade linear.

Segundo estimativas da DuPont, o potencial da pouch asséptica para o leite UHT no Brasil é de até 30% do volume total envasado. “O market-share ainda é pequeno se comparado ao cartonado, mas a tendência é de forte crescimento nos próximos anos”, propõe Sérvulo Dias, gerente de negócios da DuPont Packaging Systems da DuPont do Brasil.

Muitos são os aspectos favoráveis a uma maior penetração da embalagem pouch asséptica no país. Um deles é o custo, que vai ao encontro do aumento do poder aquisitivo das classes sociais C, D e E, e outro se refere à extensão territorial do Brasil. Por se tratar de um país de grandes dimensões, se faz necessário contar com uma infraestrutura de transporte e armazenagem de primeira linha, sobretudo na cadeia do frio. Como em geral, há falhas nesse sentido, as embalagens podem se tornar fortes aliadas na preservação do produto. Segundo o engenheiro da diretoria de tecnologia da Sadia, Alvaro Azanha, para exportar o alimento industrializado é necessário maior tempo de prateleira. Outra característica favorável à embalagem com barreira se refere ao desejo do consumidor de adquirir produtos considerados saudáveis, ou seja, com menos adição de conservantes.

Indicada para alimentos líquidos e pastosos perecíveis, a pouch asséptica pode ir além do segmento do leite, pois tem condições de acondicionar, segundo Dias, pasta de tomate, creme de leite concentrado, molhos culinários, sucos e creme de chantili, entre outros. Outra tendência anunciada como possíveis candidatos à migração para processos assépticos diz respeito aos alimentos refrigerados (em geral, pasteurizados).

Plástico Moderno, Sérvulo Dias, Gerente de negócios da DuPont Packaging Systems da DuPont do Brasil, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Dias: produtos de baixo valor agregado se rendem à coextrusão

Esse cenário tem atraído alguns transformadores. A SR Embalagens, localizada em Barretos-SP, não atua no segmento, mas não descarta a possibilidade de desenvolver pouches para acondicionar leites UHT. “Pensamos seriamente no tema”, afirma o gerente-comercial Luiz Alfredo Silva. Há trinta anos no ramo de embalagens flexíveis, a SR Embalagens pretende inaugurar, neste segundo semestre, uma nova unidade especializada no processo de coextrusão de filmes de alto desempenho, em Três Rios-RJ. A empresa tem investido muito no ramo, sobretudo porque em seu portfólio a estrutura mais utilizada é a coex. Apesar de apostar na supremacia das flexíveis com barreira, a empresa ainda não incorporou o tipo stand-up entre seus produtos.

Inovações – No Brasil, há algum tempo, é grande a movimentação para desenvolver embalagens capazes de aumentar a vida útil do produto embalado. E, pelo jeito, esse empenho não tem sido em vão. “Hoje, por exemplo, existem filmes multicamadas capazes de garantir o shelf-life de 180 dias sem refrigeração para produtos lácteos”, ressalta Dias.

As embalagens para alimento embutem alguns atributos próprios: o nível de barreira adequado e a possibilidade de dispensar a cadeia de frio tanto no transporte quanto na armazenagem são alguns deles. Para Dias, as tecnologias atuais de laminação e coextrusão de filmes de polietileno proporcionam o nível exigido de barreira demandado para cada categoria de produto. “O náilon e o Evoh são componentes cada vez mais utilizados para a preservação dos alimentos, e os filmes flexíveis são totalmente versáteis neste quesito”, atesta o gerente.

O Evoh, aliás, na opinião dele, é um excelente elemento para compor a barreira tanto ao vapor quanto ao oxigênio. Com as tecnologias de coextrusão de filmes flexíveis de polietileno, com cinco ou sete micras de Evoh, é possível alcançar um nível de barreira de 1,15 cm³ por m²/dia, sem umidade relativa e temperatura de 23ºC. “Isso pode ser considerado um alto nível de barreira, capaz de garantir 120 dias de shelf-life, sem refrigeração para lácteos”, confirma Dias.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
DuPont desenvolveu bag-in-box para envase e transporte de óleo

O custo também tem sido determinante no favoritismo do plástico no ramo alimentício. As embalagens multicamadas têm espaço garantido em setores de menor valor agregado, como o leite e outras bebidas. “Em programas governamentais, por exemplo, nos quais o orçamento é restrito, as embalagens flexíveis coextrudadas de multicamadas constituem a melhor opção na maioria dos casos”, comenta o gerente da DuPont. Entre as novidades da companhia estão as embalagens DuPont Pouch desenvolvidas para a Best Pulp, empresa especializada na produção de polpa de tomate 100% natural, e para a fábrica de laticínios Ourolac, que produz base para sorvete. Há também o tipo bag-in-box para o envase e transporte de óleo de soja da Louis Dreyfus. Esse produto foi criado em parceria com o grupo Orsa.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Parte da máquina da Krones do Brasil veio da matriz alemã

PET para UHT – “Para o envase asséptico, o plástico é o material que apresenta as melhores condições”, diz o diretor-comercial da Krones do Brasil, Silvio Rotta. Diante dessa afirmação, fica fácil entender por que a Krones do Brasil introduziu no país a primeira linha para envase asséptico em PET  a frio. Ela está instalada em uma fábrica da Nestlé, de Araçatuba-SP, para a produção da linha Fast, dos produtos Nescau, Neston e Alpino. Só uma parte da máquina é fabricada por aqui, pois o bloco asséptico, considerado o seu coração, vem da matriz alemã.

De acordo com a Krones, entre as opções de enchimento asséptico, a tendência mundial é pelo envase a frio em PET. A fabricante conta com duas tecnologias: com ácido peracético ou peróxido de hidrogênio. A primeira opção tende a ser mais segura e econômica, porque com a segunda se gasta mais energia na esterilização e pode ocorrer a retração da garrafa, por causa da temperatura elevada, aumentando o seu peso.

“O envase asséptico é a frio, pois se fosse a quente (85ºC) a própria temperatura esterilizaria a garrafa”, explica Rotta. Os novos produtos da Nestlé são apresentados em uma garrafa PET comum, com uma única função de barreira no rótulo que evita a luz e, por consequência, a oxidação.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Garrafa da linha Fast não transfere sabor

A Fazenda Leitíssimo, localizada na Bahia, exemplifica outra iniciativa do envase asséptico em PET. Por deter o conhecimento da linha de envase, essa empresa se juntou à Aoki Technical Laboratory do Brasil, que por sua vez forneceu a máquina com o formato de embalagem desejado. Esse desenvolvimento teve início há sete anos e absorveu investimento de R$ 5,5 milhões, com equipamentos, infraestrutura e a criação do gado. A produção atual da fazenda é de 20 mil litros por dia, com a possibilidade de expandir para 150 mil litros/dia.

A Aoki fabrica sopradoras para uma grande variedade de formas de embalagem, como frascos pequenos, de alto volume, gargalos estreitos e largos, entre outros; e para mercados específicos, como o de boca larga e processamento de polietileno e de PET reciclado, entre outros.

Plástico Moderno, Lucas Tosi Salu, Gerente de desenvolvimento da Aoki Technical Laboratory do Brasil, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Para Salu, PET oferece ótima barreira para a transmissão de oxigênio ao leite esterilizado

Segundo o gerente de desenvolvimento da Aoki Technical Laboratory do Brasil, Lucas Tosi Salu, o PET oferece ótima barreira à transmissão do oxigênio ao produto envasado, pois o leite, após a esterilização, fica muito sensível à luz e à oxidação. No entanto, a morfologia do PET limita a temperatura de trabalho em 60ºC. A temperatura de fusão ou derretimento completo do polímero ocorre a cerca de 250ºC, isso significa que todas as ligações entre as moléculas se rompem e tornam o material líquido. Acima de 60ºC, porém, as ligações entre as moléculas na região amorfa já estão se rompendo, resultando em rígida, porém com moldabilidade.

“Como estamos falando de um processo de fabricação que envolve o repuxo do material por meio do estiramento e do sopro, as moléculas são ‘esticadas’ e assim que rompem suas ligações com outras moléculas, elas tendem a se contrair, daí vem o efeito memória”, explica Salu. Sendo assim, para que as embalagens suportem maior temperatura de envase, é necessário elevar as áreas ordenadas das moléculas de PET, chamadas de cristais, o que é feito com o aquecimento do molde de sopro. “O resfriamento lento do PET aumenta o número de cristais e com isso a temperatura de trabalho que a embalagem pode suportar é um pouco maior”, completa. Além disso, é preciso expandir a espessura da garrafa e do gargalo, que no envase ficará muito próximo ao bico de enchimento.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Para Rotta, propriedades do PET asseguram resistência mecânica

A bebida a ser envasada também representa uma questão-chave em todo o processo. Um suco, por ser ácido, não gera muita dificuldade de controle, mas quando o pH tende à neutralidade, o envase se torna mais complexo em condições assépticas. “Quanto mais neutro, mais sensível é o produto”, explica Rotta. Em tempo: o leite puro é uma substância neutra.

Segundo Rotta, as propriedades da resina por si só garantem resistência mecânica, leveza e praticidade. Além disso, a embalagem é inerte, não transfere cheiro ou sabor. Outro ponto salutar se refere à sustentabilidade. “É facilmente reciclada, já existe muito interesse comercial em reciclar o PET, seja para bottle-to-bottle ou para a confecção de outros produtos”, enfatiza.

Para Salu, a embalagem do futuro é justamente aquela de menor impacto ambiental. Entre as tendências anunciadas por ele, figura a criação de tecnologias capazes de fornecer uma embalagem PET ultrafina. A Aoki apresentou esse tipo de produto na exposição K de 2007, na Alemanha. “A embalagem exigida possui a terminação das embalagens pouches, com espessuras inferiores a 0,1 mm”, argumenta.

Assim como em outros setores da indústria, a sustentabilidade das embalagens tem norteado os novos desenvolvimentos. Um dos pontos fortes do plástico é justamente nesse sentido. “Já temos opção de fácil descarte e com um processo de reciclagem de custo extremamente baixo”, completa Sérvulo Dias, da DuPont. Em parceria com o grupo Orsa, a DuPont lançou novas embalagens para o mercado de food service em linha com o conceito de baixo impacto ambiental; são bag-in-box 30% mais leves do que as latas de aço.

A tecnologia de envase asséptico em PET não representa uma novidade para o mercado mundial, no entanto, por aqui sua difusão, talvez pela baixa escala de utilização, ainda não seja expressiva e se limite a casos isolados. Referência no uso de embalagens PET para leite UHT, a italiana Centrale del Latte di Brescia foi responsável pelo primeiro leite puro em garrafa PET, envasado assepticamente em uma máquina Krones, há cerca de cinco anos.

Além do flexível – Outra prova da abrangência do plástico no setor alimentício se vê na embalagem do Hot Pocket Pizza, da Sadia, que, não por acaso, venceu o prêmio Best of the Best – President’s Awards, promovido pela Organização Mundial da Embalagem, na categoria Embalagem mais Inovadora do Mundo em 2009, e também levou a premiação Abre Design & Embalagem, no quesito Embalagem de Alimentos Salgados, no ano passado. Em etapa anterior da competição internacional, a embalagem ganhou como a melhor na categoria alimentos.

O produto tem a vantagem de poder ir do congelador ao micro-ondas e ainda reflete algumas das principais exigências do setor alimentício, pois alia praticidade à inovação. A pizza, com vida útil de três meses, é comercializada em porção individual, o que traduz o fato de existirem mais pessoas morando sozinhas e de as famílias estarem menores.

Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Mercado aposta em novas aplicações para os plásticos
Bandeja termoformada foi o ponto crítico do desenvolvimento

O principal atributo desse desenvolvimento está na sua estrutura. São três camadas; uma delas é composta por um cartão sólido branco, laminado a um filme de poliéster, com metalização e baixa densidade óptica, a fim de evitar a formação de arco-voltaico, durante a permanência no micro-ondas. “Essa estrutura aquece rapidamente o produto, por condução, reduzindo o tempo de preparo e favorecendo a evaporação da umidade da massa, agregando desta forma crocância”, afirma Eduardo Benino Pavanelli, da engenharia de embalagens da Sadia.

Há também um filme-tampa, que serve de rótulo e tem abertura fácil (easy open film). Trata-se de um poliéster na camada externa e filme de polipropileno (PP) na camada interna, com impressão em rotogravura no lado interno do filme de poliéster. Segundo Pavanelli, o poliéster confere resistência à tração e estabilidade dimensionais para atender à necessidade da seladora da Sadia, e também melhora a qualidade gráfica, entre outros benefícios, enquanto o PP facilita a abertura depois de congelado. “A estrutura não tem função de barreira a gás ou a vapor, pelo produto ser congelado”, explica.

A bandeja termoformada de PP, que acondiciona o produto e funciona como prato, foi o ponto crítico do desenvolvimento. “Essa estrutura precisa resistir à temperatura de até -40ºC, durante o congelamento na fábrica da Sadia, e depois à temperatura superior a 160ºC”, conta Pavanelli. Para solucionar essa questão, vários materiais foram estudados, até escolherem o PP copolímero heterofásico, com pontos de temperatura de transição vítrea (TG) e temperatura de fusão (TM) modificados para atender aos dois extremos de temperatura sem comprometer a transparência e a resistência do berço.

 

Saiba mais:[box_light]Embalagens para alimentos – Cresce consumo de flexíveis no país[/box_light]

2 Comentários

  1. Preciso de embalagem de 500g para embalar Erva para tomar chimarrão, vocês vendem ou pode passar endereço de alguma empresa que tem esse produto. Meu nome ABEL RODRIGUES, meu e-mail [email protected], preciso de uma informação de preferência embalagem de plástico. valeu

  2. Solicitamos informar fornecedores de equipamentos para envasamento de polpa de tomate. Somos uma empresa angolana que pretende instalar em Angola uma linha de produção de atomatados. Se possivel gostaríamos igualmente de receber informaçòes sobre equipamentos diversos inferentes à actividade em apreço.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios