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Embalagens para alimentos – Legislação brasileira aperta o cerco para garantir segurança

Renata Pachione
9 de fevereiro de 2011
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    Plástico Moderno, Marina Howley, Representante comercial de marketing da Techmer, Embalagens para alimentos - Legislação brasileira aperta o cerco para garantir segurança

    Marina: cobrar fornecedores para que sigam as regras

    Uma medida prática da Techmer PM está na implantação de um procedimento de limpeza das máquinas. A ideia é garantir a não contaminação dos produtos que estão sendo fabricados e exigem aval da FDA e/ou da nova resolução da Anvisa. Essa postura reflete a preocupação da companhia com a saúde do consumidor brasileiro, mas também a garantia de ter acesso liberado a um de seus principais mercados: o de alimentos. “A empresa ACCEL que faz parte do nosso grupo produz quase que unicamente produtos com o aval FDA”, avisa Marina.

    Uma das novidades recentes da fabricante nessa área é o aditivo para filmes de polietileno de baixa densidade (PEBD) e polietileno de alta densidade (PEAD), o Veggie Fresh, desenvolvido para reduzir o nível de gás etileno dentro da embalagem e assim aumentar a vida de prateleira de frutas e vegetais.

    Apesar de ser fornecedora de filmes de polipropileno biorientado (BOPP), sem impressão, a Polo Films mantém um departamento de engenharia de produtos responsável pela validação de novos produtos. Não por acaso, a indústria de embalagens para alimentos representa a principal aplicação dos filmes de BOPP produzidos pela companhia. O material é aplicado em embalagens flexíveis para salgadinhos, biscoitos, chocolates e cafés, entre outros.Plástico Moderno, Embalagens para alimentos - Legislação brasileira aperta o cerco para garantir segurança

    Esse também é o caso da Braskem. Mesmo sendo da alçada do transformador o controle e a responsabilidade sobre o processo de regulamentação, a petroquímica diz ter a preocupação de suas resinas serem aprovadas para contato com alimentos, em conformidade regulatória com a lista positiva não só da Anvisa, mas também da FDA e da Diretiva Europeia. “Todos os anos, a Braskem, como produtora de resinas termoplásticas para o mercado de embalagens, recebe consultas da Anvisa para verificação e atualização de documentação e renovação de alvará de licença sanitária”, explica Gabriela Baldino Becker, especialista em assuntos regulatórios Unpol, da Braskem. No caso das republicações das RDCs 51 e 52, a participação da Braskem se deu na fase da consulta pública, por meio de um convite do Cetea.

    Esse envolvimento tem um porquê: o mercado de embalagens para alimentos é de suma importância para o negócio. Um dos mais recentes lançamentos, não por acaso, é o de um polietileno de baixa densidade, o LD 3001A. Segundo Fabio Lamon, gerente de desenvolvimento de produtos Unpol, da Braskem, ele permite aos produtores do filme de proteção de frutas a incorporação de alguns defensivos que em geral são aplicados diretamente sobre o fruto, além de possibilitar menores temperaturas de processamento. “Trata-se de uma solução alinhada às tendências de processos mais sustentáveis que buscam a redução de impacto na saúde das pessoas e no ambiente”, argumenta Lamon.

    São vários os desenvolvimentos de seu portfólio para a indústria de embalagens para alimentos. Entre eles está a família Flexus, baseada na tecnologia de catalisadores metalocênicos, na qual se destaca o polietileno linear de baixa densidade Flexus 9211, que, segundo Lamon, tem ótimo desempenho em propriedades mecânicas, óticas e solda. Para o mercado de laticínios, o polipropileno RP 347, para peças injetadas de requeijão, trouxe mais leveza para o segmento, antes dominado pelo vidro. Ele também cita as resinas para embalagens termoformadas para margarina, chá e água, como o polipropileno H 606. “Tem boa processabilidade e boas propriedades óticas, além de apresentar baixa transferência de sabor e odor, entre outros”, afirma.

    A seu favor – Acondicionar alimentos em embalagens plásticas, por si só, tem um forte apelo na indústria. A versatilidade de design e a redução de peso são alguns dos pontos mais salutares. A destacar o último, pois a embalagem leve gera um impacto positivo no transporte dos produtos, com economia em várias frentes, sobretudo do consumo energético. Mas isso tudo não basta. A embalagem precisa ser resistente ao produto durante o processamento e o armazenamento, de maneira que não ceda elementos de sua composição, como monômeros, aditivos, corantes, tintas de impressão e vernizes, entre outros, ao alimento.

    Os recursos utilizados para verificar sua segurança são os testes de migração ou provas de cessão que tentam simular as condições às quais a embalagem e o alimento serão submetidos, em função do tipo de alimento, tempo de contato e temperatura. Para tanto, são usados solventes simulantes de alimentos.

    Nem é preciso mencionar que todo novo desenvolvimento ou processo tecnológico deve ser acompanhado de estudos organolépticos e toxicológicos rígidos. Em teoria, tudo funciona, mas as análises demandam tempo, dificultando a agilidade dos procedimentos. Nem sempre a velocidade de criação dos produtos está em sintonia com as legislações. Há muitos gargalos. “O avanço da tecnologia é mais rápido do que as atualizações da lista positiva”, lamenta Kiyataka. Conforme conta, há no mercado novos aditivos que não estão autorizados pela Anvisa para serem incorporados às embalagens. “As empresas precisam esperar alguns anos para que o Mercosul adicione estes produtos na lista positiva”, comenta. É de 2008 a última resolução com a lista de aditivos permitidos, e desde então não houve nenhuma inclusão de ingredientes.



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    Um Comentário


    1. Edvaldo Carneiro

      Boa tarde…
      Gostaria de saber qual a lei que proibi e regulamentam, os estabelecimentos comerciais a não usarem sacolas plásticas para embalarem alimentos de consumo direto, tais como pães, queijos, frango assado, carne assada entre outros, diretamente em sacolas plásticas.
      No aguardo.
      Obrigado,.



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