Embalagens Multicamadas conquistam alimentos com vantagem estética e alta proteção

Revista Plástico Moderno

Catarozzo, da UBE, lembra que categorias de produtos antes acondicionados quase sempre em vidro – como as papinhas para bebês – começam a ser comercializadas também em potes de plástico. Por enquanto, em plástico rígido. “Mas creio que também nesse segmento logo chegarão as retort pouches”, projeta.

Este ano, diz Catarozzo, a UBE nem conseguiu atender completamente à demanda brasileira por suas poliamidas, pois a planta produtiva mantida pela empresa na Espanha, responsável pelo atendimento do mercado nacional, estava sendo ampliada.

“Mas essa ampliação está completa em dezembro e nos dará uma produção 50% maior”, enfatiza.

A análise das possibilidades de continuidade do desenvolvimento do mercado de embalagens para alimentos deve considerar também, recomenda Gesteira, da DuPont, haver tecnologia capaz de propiciar adequada reciclagem dos plásticos multicamadas e, assim, atender aos preceitos da legislação sobre resíduos sólidos.

As embalagens de defensivos agrícolas, observa Gesteira, são muitas vezes confeccionadas com plásticos multicamadas e para elas existe uma legislação que obriga a reciclagem especializada. “Temos produtos, conhecidos como modificadores, que possibilitam essa reciclagem e a posterior destinação do plástico a outros usos”, afirma.

“O que talvez ainda falte no Brasil é uma estrutura logística destinada à coleta desse material, para posterior reciclagem”, finaliza Giesteira.


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Números da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis:

  • Em 2013, o faturamento da indústria de embalagens flexíveis de plástico – PE e PP -, cresceu 14,4% sobre 2012. Registrou um faturamento total de R$ 13,7 bilhões
  • Nos últimos oito anos, o faturamento dessa indústria registrou incremento médio anual de 6,8%
  • Também em 2013, a produção do setor aumentou 3,5%, chegando perto de 1,88 milhão de toneladas. Desse total, 444 mil t se referem a embalagens de PEBD, 769 mil de PEBDL, 262 mil de PEAD e 402 mil de PP
  • Com 47% do total, a indústria de alimentos foi, no ano passado, a principal consumidora de embalagens flexíveis de plástico. Vêm a seguir, nesse ranking, setor industrial, descartáveis, higiene pessoal e limpeza doméstica, respectivamente com 18%, 13% e 7% do total

Fonte: MaxiQuim / Abief

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Memória – Revista Plástico Moderno

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