Embalagens

Embalagens: Multicamadas conquistam alimentos com vantagem estética e alta proteção

Antonio Carlos Santomauro
9 de janeiro de 2015
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    Adesivos e selantes – A perfeita junção dos diversos materiais componentes das embalagens multicamadas muitas vezes exige adesivos e selantes, formulados com bases distintas (geralmente, também poliméricas). E, de acordo com Andrés Salgado, gerente de marketing de adesivos e materiais funcionais da Dow para a América Latina, ganham espaço nesse mercado os adesivos isentos de solventes. “Mas adesivos base solvente ainda têm vantagens que fazem deles a melhor solução para determinadas ocasiões, e na América Latina existe uma capacidade instalada importante para laminações desse gênero: isso garantirá a demanda desses produtos por muitos anos”, acrescenta.

    A Dow já mantém uma linha de adesivos composta apenas por produtos base água: denominada Robond, ela inclui, entre outros itens, produtos desenvolvidos para laminação, ou sensíveis à pressão para aplicações com cintas e etiquetas adesivas. “Ainda este ano lançaremos quatro novos produtos para reforçar a linha Robond, focados no mercado de etiquetas autoadesivas e na geração de maior produtividade”, adianta Salgado.

    Plástico Moderno, Flexíveis, em formas variadas, protegem de snacks a embutidos

    Flexíveis, em formas variadas, protegem de snacks a embutidos

    Na oferta de adesivos para embalagens flexíveis da Dow, aparecem ainda as linhas Adcote (base solvente) e Mor-Free, esta composta por adesivos sem solvente utilizados na laminação de embalagens flexíveis estruturadas com elementos como BOPP, PE, PET e alumínio, entre outros. “Um produto como o novo Mor-Free 980/CR-85, adesivo sem solventes de médio desempenho, consegue reduzir em 40% o tempo de espera entre o corte e a impressão das estruturas”, especifica Salgado.

    A DuPont, conta Giesteira, oferece selantes – como são também chamadas as resinas destinadas a fechar as embalagens – capazes de ampliar as possibilidades de análise da relação entre custo e benefício. Por exemplo, selantes com base em ionômeros, aptos a serem utilizados em camadas de apenas 5 micrômetros em aplicações que exigiriam 25 micrômetros de um selante mais tradicional de PE. “Seu custo por peso é superior ao do PE, mas, além de ele poder ser usado em menor quantidade, também permite à linha de envase trabalhar com velocidades superiores e com maior nível de contaminantes, como pó e gordura, aumentando a produtividade, reduzindo perdas e, ainda assim, propiciando melhor selagem”, detalha.

    Plástico Moderno, Flexíveis, em formas variadas, protegem de snacks a embutidos

    Flexíveis, em formas variadas, protegem de snacks a embutidos

    Flexíveis – Continuamente consolidando novos usos para seus produtos, a indústria de embalagens plásticas flexíveis obtém índices relevantes de crescimento mesmo em épocas de economia pouco aquecida (ver quadro). Geralmente, “ela cresce em ritmo um pouco superior ao do conjunto da indústria do plástico, cujos índices de expansão já são normalmente um pouco mais elevados que aqueles do conjunto da economia”, relata Sergio Carneiro, presidente da Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis). “Tal movimento deve se repetir este ano”, projeta.

    Carneiro cita, como um dos movimentos capazes de contribuir com a continuidade da expansão da presença do plástico flexível no acondicionamento de alimentos, a consolidação da tendência de embalagem de porções fracionadas de carnes já nos frigoríficos, de onde elas são enviadas para os pontos de venda, prontas para serem levadas pelos consumidores. “Expande-se também o uso das embalagens do tipo ‘abre-fecha’, como aquelas dotadas de zíper”, especifica.

    A evolução da tecnologia de produção de filmes plásticos multicamadas também contribui para esse avanço, e no Brasil, diz Claire, do Cetea/Ital, já há máquinas capazes de lidar com até doze camadas. “O conceito de multicamadas significa tirar o melhor de cada material: quanto maior o número de camadas, mais opções de resinas há para compor a estrutura, otimizando desempenho e custo”, ressalta.

    A Intermarketing – que comercializa também equipamentos para coextrusão, como os da canadense Macro – já trouxe para o mercado brasileiro equipamentos capazes de trabalhar até com nove camadas. “Em alguns países, já temos máquinas para onze camadas”, relata Nascimento.



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