Embalagens

Embalagens Inteligentes – Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

Renata Pachione
1 de agosto de 2009
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    Plástico, Natalie Adler, do departamento de Marketing Corporativo da Dixie Toga, Embalagens Inteligentes - Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

    Natalie: tinta inteligente só emplacou nas cervejarias

    Porém não é por isso que a indústria de alimentos não conta com iniciativas inovadoras. Um exemplo é o lançamento feito em maio deste ano pela Itap Bemis Dixie Toga de uma embalagem do tipo retortable pouch para molho branco da marca Fugini. O seu principal benefício se refere à capacidade de suportar rigorosos processos de assepsia em autoclaves, dando ao produto maior vida de prateleira.

    A proposta de preservar as características originais do alimento por mais tempo possível também permeia outros desenvolvimentos da companhia, como o sistema patenteado de abertura e refechamento EZ Peel (easy peel, de fácil abertura) e a adoção, cada vez mais frequente, da tecnologia de multicamadas, com combinações de até sete camadas, sobretudo para o segmento de refrigerados.

    Consciente de que a maior parte do consumo brasileiro advém da classe social C, Natalie fala também de um desafio da indústria de embalagens: atender aos anseios dessa fatia do mercado, com produtos capazes de oferecer um benefício de alto padrão, porém a um preço coerente com seu poder de compra. Essa ideia levada à prática se traduz na apresentação pela Itap Bemis Dixie Toga de uma embalagem flexível para o leite UHT (Ultra High Temperature), aquele esterilizado sob altas temperaturas e que prevê o consumo em até 120 dias, depois de fabricado. A novidade tem sido considerada uma alternativa à embalagem cartonada e pode ser utilizada em qualquer bebida que necessite de um sistema asséptico.

    Todos esses desenvolvimentos incorporam mais qualidade ao alimento ingerido pelo consumidor brasileiro, mas, além disso, também munem o fabricante de embalagem de um trunfo capaz de diferenciá-lo em toda a cadeia produtiva. A pesquisadora Claire mostra-se otimista e aposta na capacidade da indústria brasileira de alcançar as expectativas do varejo e do consumidor final. Para ela, o que falta é o aumento de poder aquisitivo do brasileiro para viabilizar as tecnologias, pois estas estão cada vez mais conhecidas no Brasil. “Sou do tempo em que a fácil abertura das embalagens era um sonho. Hoje o sistema se viabilizou. Por isso, aposto no mercado para as embalagens inteligentes e interativas, sim”, conclui Claire.

     

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