Embalagens flexíveis

“Nossa projeção para 2004, mesmo com a previsão do mercado de um PIB menor, é de repetir o desempenho do ano passado. Ainda não temos os dados consolidados do desempenho anual, mas o segmento deve ter concluído 2023 com crescimento de produção próximo a 4%”, informa Rogério Mani, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).

O dirigente explica que no ano passado, a partir do terceiro trimestre, houve forte melhora no desempenho do setor. Para se ter ideia de tal recuperação, pesquisa feita pela Maxiquim com exclusividade para a Abief mostra que no terceiro trimestre houve aumento de 7,1% em relação ao trimestre anterior.

“Essa recuperação se manteve ou até melhorou no quarto trimestre”. Nos últimos meses do ano, além do favorável fator sazonal, o dirigente ressalta que houve melhoria do ambiente econômico, sinalizada principalmente pela contínua redução das taxas de juros e pela queda nos índices de desemprego.

Entre os principais clientes do setor se encontram:

  • A indústria alimentícia (42%)
  • A do Agronegócio (16%)
  • A de Bebidas (12%).
    Foram justamente os segmentos de alimentos e agro os maiores responsáveis pela melhora do desempenho.

“A inflação dos últimos tempos e os juros altos fizeram com que as famílias concentrassem suas compras em produtos de consumo obrigatório, deixando de lado os supérfluos. Os alimentos são imprescindíveis”. Outro fator que beneficiou os fabricantes foi o bom resultado obtido pelo país com a exportação de alimentos, como carnes, aves e processados. “Acredito que, em 2024, esse movimento deve continuar bastante positivo, as exportações tendem a crescer”.

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Tendência em embalagens flexíveis

Mani destaca uma tendência dos últimos tempos, a do grande número de lançamentos de novas embalagens. “Com o poder aquisitivo reduzido da população, as empresas estão lançando embalagens de produtos cada vez menores”. Os exemplos surgem em todos os setores, casos, por exemplo, de alimentos e produtos de higiene e limpeza.

“A indústria de embalagens flexíveis se adapta de maneira muito rápida às necessidades dos clientes, não é como a de embalagens rígidas de plástico, que exigem a fabricação de novos moldes de injeção, ou as voltadas para a confecção de potes de vidro ou metal”, compara. O investimento em tecnologia é preocupação constante. As exigências dos clientes têm feito com que sejam fabricadas peças sofisticadas. “A cada dia vendemos mais produtos com maior valor agregado”.

A pesquisa feita pela Maxiquim mostrou outros números interessantes relativos ao desempenho do setor. O Brasil é o maior mercado de embalagens plásticas flexíveis da América do Sul, com uma participação em torno de 54% no total produzido na região. O Chile lidera o consumo per capita deste tipo de embalagem, com 15,4 kg por habitante, seguido pela Argentina, com 15 kg/hab. O Brasil ocupa a terceira posição, com 10 kg/hab.

Das 576 mil toneladas de resinas utilizadas para produzir embalagens flexíveis no Brasil no terceiro trimestre de 2023, PEBD (polietileno de baixa densidade) e PELBD (polietileno linear de baixa densidade) participaram com 77%. A segunda resina mais usada foi o PP (polipropileno), com 16%, seguido pelo PEAD (polietileno de alta densidade) com 7% de participação. As resinas recicladas supriram apenas 4% desse total.

“O ano de 2023 foi desafiador para a indústria de reciclagem, os preços das resinas virgens caíram, reduzindo a atratividade de uso dos materiais reciclados”, explicou.

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