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Resinas: Embalagens em alta puxam a demanda por commodities

Antonio Carlos Santomauro
12 de abril de 2018
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    Plástico Moderno, Resinas: Embalagens e autopeças em alta puxam a demanda por commodities e pelos plásticos de engenharia - Perspectivas 2018

    É ainda incipiente o reaquecimento da economia brasileira, que somente em meados do ano passado ganhou alguma consistência (na verdade, ainda se questiona sua intensidade e continuidade). Mesmo assim, as perspectivas de incremento da demanda nacional por resinas plásticas no decorrer deste ano parecem não apenas garantidas, mas também robustas, ao menos quando são avaliadas no contexto da profunda recessão vivida pelo país a partir de 2014.

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    A demanda por polietileno, por exemplo, relativamente a 2017, deverá este este ano aumentar entre 3% e 4%, na previsão de Andres Salgado, diretor de marketing de Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow na América Latina. Ele inclui, entre os fatores responsáveis por essa expansão, o incremento do PIB nacional e o contínuo aumento, nos últimos meses, da produção local de embalagens. “O polietileno é uma resina que, pela sua diversidade de aplicações e das propriedades únicas que proporciona às embalagens flexíveis, cresce a uma taxa 1,3 vezes superior à do PIB global”, destaca Salgado.

    Edison Terra, vice-presidente da Unidade de Poliolefinas da América do Sul e Europa da Braskem, aponta projeções que indicam para este ano um crescimento de aproximadamente 2% na produção brasileira de plásticos (relativamente a 2017). Um desempenho mais favorável da economia, ele ressalta, pode até proporcionar crescimento ainda mais expressivo. “Mas decisões macroeconômicas, ambiente político e eleições podem puxar os resultados para cima ou para baixo”, observa Terra.

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    No caso das resinas fornecidas por distribuidores, há para este ano uma perspectiva de incremento entre 5% e 6% no volume comercializado pelas associadas da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins), relata Osvaldo Cruz, vice-presidente da entidade. “Devem se expandir mais os negócios com as resinas que estão em linha com os setores que vêm crescendo, como o setor automobilístico – com os plásticos de engenharia – e a indústria alimentícia, com polietileno e polipropileno, principalmente”, projeta Cruz.

    O ano recém-findo – Embora também projete elevação dos negócios com resinas no Brasil no decorrer de 2018, Fátima Giovanna Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), não crê em aumento grandioso: “Não será nada maravilhoso, mas será superior ao de 2017, até por que no ano passado o primeiro semestre foi ruim”, avalia (na Tabela 1, dados da evolução do mercado brasileiro de resinas no primeiro semestre do ano passado fornecidos pela Abiquim/Coplast).

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    O aumento da procura por resinas a partir do segundo semestre do ano passado, reconhece Fátima, foi favorecido pela base bastante fraca de comparação (o período correspondente de 2016). Mas foi impulsionado também pela conjuntura econômica mais dinâmica e pelo reaquecimento de alguns setores, como a indústria automobilística, que após anos de acentuadas quedas teve suas vendas estimuladas pela exportação.

    A diretora da Abiquim cita ainda alguns fatores capazes de impactar o mercado de resinas em 2018. Entre eles, inclui a expansão da oferta global, que em um primeiro momento pode afetar os produtores de resina instalados no Brasil, mas posteriormente é capaz de atingir também os negócios dos transformadores locais, pelo aumento da concorrência proveniente de empresas de outros países que disporão de matéria-prima mais barata, por exemplo, de empresas dos Estados Unidos, país cuja oferta de produtos petroquímicos aumentou no ano passado. “Não vejo os norte-americanos se acomodando na posição de exportadores de commodities, o negócios deles é vender produtos acabados”, pondera Fátima.



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