Armazenamento e Transporte

Embalagens: Avanços tecnológicos melhoram o desempenho dos plásticos e ampliam sua presença no mercado

Antonio Carlos Santomauro
5 de junho de 2015
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    Plástico Moderno, Sacos aluminizados suportam exigências severas de clientes

    Sacos aluminizados suportam exigências severas de clientes

    Cunha, da Schütz Vasitex, também observa demanda contida em praticamente todos os principais mercados do setor: químico, petroquímicos, cosméticos (e, em menor escala, mesmo naqueles focados no atendimento de necessidades mais básicas, como alimentos e agronegócios). E há, ele acrescenta, uma causa adicional de inquietação: trabalhando atualmente com elevados índices de ociosidade, a indústria de embalagens instalada no Brasil começa a ser confrontada com problemas de inadimplência e com solicitações para a postergação de pagamentos. “É complicado atuar nessa situação quando se tem um único fornecedor matéria-prima”, ele ressalta, referindo-se à Braskem e seu PE.

    Mas Cunha prevê ao menos uma expansão do uso dos IBCs, em detrimento das embalagens menores, pela atribuição aos fabricantes de produtos, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, da responsabilidade também pela destinação das embalagens com as quais trabalham. E é, ele argumenta, mais fácil e menos custoso trabalhar essa logística quando se utilizam embalagens maiores, com as quais, além de uma distribuição menos pulverizada, há menos matéria-prima a ser reciclada. “Um IBC de mil litros utiliza 15,5 kg de PE, enquanto para 20 bombonas de 50 litros cada uma são necessários cerca de 55 kg”, compara.

    Maddaloni, da Topack, também antevê 2015 como um “ano difícil”, mas percebe oportunidade de incremento do uso de big bags na indústria do cimento, onde as entregas de volumes maiores são geralmente realizadas com embalagens de papel, ou a granel, em caminhões especificamente adequados para essa finalidade, que precisam retornar vazios após a entrega, encarecendo assim o processo .

    Também pode se estabelecer para os big bags um mercado de armazenagem de resíduos altamente tóxicos, que exigem embalagens com altíssima resistência, com características como elevado peso por área e tratamento anti-UV. A própria Topack começa agora a desenvolver big bags desse gênero para um cliente de um país do Cone Sul, que precisa lidar com um resíduo altamente venenoso. “Eles terão um liner interno muito resistente, e serão feitos com tecidos com peso médio de 550 gramas por m2: atualmente nossos produtos mais resistentes não atingem sequer metade disso peso, têm algo em torno de 250 gramas por m2″, detalha Maddaloni.

    Além de disputar um mercado pouquíssimo aquecido, os fabricantes de embalagens industriais precisam lidar com novas composições em suas matrizes de custos: “Antes, a matéria-prima representava algo entre 70% e 80% dos custos de nossos produtos, mas agora esse índice está na faixa de 60% e 70%, pois subiram muito os custos relacionados a insumos como energia e água”, destaca Kienen, da Mauser.

    Para se posicionar melhor nessa conjuntura, no ano passado a Mauser consolidou em sua planta de Suzano toda a produção brasileira de embalagens (antes, desenvolvida também em Belfort Roxo-RJ). “Simultaneamente, dotamos a planta de Suzano de oito sopradoras e altíssima performance”, finaliza Kienen.



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