Armazenamento e Transporte

Embalagens: Avanços tecnológicos melhoram o desempenho dos plásticos e ampliam sua presença no mercado

Antonio Carlos Santomauro
5 de junho de 2015
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    Plástico Moderno, Maddaloni: fios de PP condutivo reduzem risco de explosões

    Maddaloni: fios de PP condutivo reduzem risco de explosões

    Especificidades e possibilidades – No segmento dos big bags, um movimento relatado por José Maddaloni, diretor-geral da Topack, é o aumento do interesse por produtos dotados de um sistema interno de travas (assim como o próprio bag, também construído com PP). Essas travas, ele explica, evitam a deformação dos bags, facilitando o transporte e o armazenamento, e até conferindo melhores características estéticas. “Esses produtos vêm sendo muito utilizados por setores como agronegócios – para soja, por exemplo –, e pela petroquímica, para transporte de polímeros”, especifica o diretor da Topack.

    De maneira geral, pondera Maddaloni, o big bag é um produto já “bem resolvido”, para o qual é difícil pensar em grandes inovações. É atualmente oferecido, inclusive pela Topack, em versões aptas a atender a diversas necessidades mais particulares. Por exemplo, com um liner interno feito de PE, com o qual ele se torna apto a receber produtos cujo valor exige a reduzir as perdas ao mínimo (casos, entre outros, de açúcares especiais e de determinados ingredientes farmacêuticos).

    Há ainda, ele complementa, bags condutivos, concebidos para ambientes onde há risco de explosão. Neles, o fio comum de PP é combinado na trama com outro no qual esse polímero é extrudado com um negro de fumo especial, com capacidade condutiva. “Quanto mais próximos estiverem na trama esses dois tipos de fios, maior será a segurança. Mas não conheço quem já use isso aqui no Brasil, pois esses produtos são mais caros”, destaca Maddaloni.

    Plástico Moderno, Desenho e construção dos big bags evoluem continuamente

    Desenho e construção dos big bags evoluem continuamente

    Já no segmento das embalagens rígidas, embora não seja possível alterar as dimensões convencionais dos produtos para não haver interferências nos sistemas de envases de seus usuários, muitos deles hoje automatizados, é possível pensar em evoluções de design capazes de resultar, por exemplo, em alterações nas estrias colocadas nas laterais das embalagens para ampliar sua resistência à compressão própria do empilhamento, e nos raios incluídos nos fundos e nos topos com a finalidade de aumentar sua resistência a quedas. “Entre outras, um design diferenciado pode significar estrias e raios maiores”, exemplifica Kienen, da Mauser.

    A Greif, conta Melo, a partir de inovações no design desenvolveu bombonas coextrusadas – batizadas DoubleGreen COEX 10 litros –, que ao contrário de embalagens similares não precisam ser acondicionadas em caixas de papelão durante sua utilização logística, pois podem ser empilhadas umas sobre as outras. Tais bombonas, ele prossegue, podem opcionalmente ser confeccionadas com o PE verde (polietileno de cana-de-açúcar).

    Além de posicionadas com os apelos da sustentabilidade ambiental – daí seu nome –, as bombonas DoubleGreen COEx, ressalta Melo, trazem a certificação da Organização as Nações Unidas para o transporte de produtos perigosos. E a Greif, ele complementa, hoje disponibiliza uma ferramenta, denominada Green Tool, com a qual é possível avaliar o ciclo de vida de seus produtos em todos os possíveis impactos ambientais: na pegada de carbono, no consumo de água, na acidificação, entre outros.

    Mercado – Difícil, sem dúvida, encontrar em alguma empresa em operação no Brasil projeções de desempenhos muito favoráveis na complexa conjuntura econômica atual. Mais complicado ainda localizar tal gênero de perspectiva em mercados – como é o caso daquele composto pelas embalagens industriais – cujos negócios são realizados exclusivamente com a já há tempos castigada indústria nacional.

    O dólar, agora mais valorizado perante o real, de alguma forma até pode ajudar um pouco essa indústria, seja diminuindo a competitividade da importação concorrente, seja dando-lhe algum alento na disputa por negócios em outros países. Em contrapartida, há a possibilidade de movimentos capazes de conter ainda mais o desenvolvimento dos negócios dos fabricantes de embalagens industriais.

    Um deles é citado por Melo, da Greif. “Com o barateamento da energia nos Estados Unidos – pelo uso do gás de xisto –, a indústria química está realizando muitos investimentos naquele país e isso pode ampliar a importação de produtos químicos, que já vêm embalados”, ele lembra. “O dólar alto pode conter um pouco as importações, mas de maneira geral não deve haver este ano expansão dos negócios com clientes em setores como o químico e a indústria de lubrificantes. Talvez apenas os agronegócios sejam mais favorecidos pelo câmbio”, complementa Melo.



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