Armazenamento e Transporte

Embalagens: Avanços tecnológicos melhoram o desempenho dos plásticos e ampliam sua presença no mercado

Antonio Carlos Santomauro
5 de junho de 2015
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    Plástico Moderno, Renata: futuro exigirá reduzir complexidade das multicamadas

    Renata: futuro exigirá reduzir complexidade das multicamadas

    Composição de resinas – Redução do peso dos produtos via desenvolvimento de paredes mais delgadas é resultado atingido também no segmento das embalagens industriais obtidas via extrusão, como as bolsas plásticas – ou bags –, produzidas pela Embaquim com capacidades variando entre 800 ml e 1.000 l (nessa empresa essas bolsas são qualificadas como ‘sistemas de embalagens’, pois elas são utilizadas inseridas em outros gêneros de embalagens, como caixas de papelão ou madeira, embalagens semirrígidas e contentores de aço, entre outras).

    Renata Canteiro, diretora técnica e responsável por P&D na Embaquim, conta que as espessuras dos bags feitos pela empresa em PE – carro-chefe de seu portfólio –, podem ser reduzidas em 20% a 30%, em comparação ao que havia se fazia há cerca de três anos. “Essa redução é obtida especialmente com blendas nas quais se combinam mais exatamente a linha de metalocênicos do PE com outros gêneros lineares desse plástico”, explica.

    Mas, ao lado dos produtos simples de PE, a Embaquim hoje oferece também opções de bags multicamadas, compostos com mais de um gênero de plástico. Um deles, lançado há aproximadamente quatro anos, combina PE e PET metalizado, e é empregado em aplicações como o envase de adesivos utilizados em laminação (na qual pode substituir os tambores de aço).

    Há ainda uma bolsa confeccionada com PET, PP e uma camada de alumínio – similar aos pouches nos quais são acondicionados alguns determinados produtos alimentícios –, utilizados para o transporte de adesivos poliuretânicos. “Temos também um produto com uma barreira de EVOH, empregado, por exemplo, para o acondicionamento de vinho”, especifica Renata.

    Ela prevê: assim como já ocorre em alguns segmentos da indústria focada no consumidor final – caso da fabricação de alimentos –, também no mercado das embalagens industriais haverá um movimento de expansão das embalagens feitas com plásticos em multicamadas, capazes, segundo Renata, de substituir com vantagens as embalagens rígidas. “Têm, entre outras, vantagens nas questões associadas à sustentabilidade ambiental, pois relativamente ao aço elas consomem menos matéria-prima e seu descarte é mais simples, pois são colapsáveis”, justifica a profissional da Embaquim.

    Porém, de acordo com Renata, em algum momento será necessário pensar na redução da complexidade das estruturas coextrudadas, com a simultânea busca por embalagens monocamadas com as mesmas propriedades. “A reciclagem das embalagens multicamadas é um processo caro, e energeticamente inviável com as tecnologias atuais”, explica.

    Na Schütz Vasitex, o portfólio inclui um IBC de seis camadas com características antiestáticas, apto receber produtos com potencial explosivo (EX) e também dotado de uma barreira de EVOH, próprio portanto para produtos voláteis e que requerem maior proteção quanto a fatores como permeação. “Essa barreira é importante para produtos que precisam permanecer armazenados durante período maior de tempo, como os agroquímicos, ou não podem sofrer nenhum tipo de contato com o ambiente externo, como alimentos, cosméticos e componentes farmacêuticos”, detalha Cunha. “A tecnologia de IBCs EX e barreira EVOH com seis camadas é exclusiva da Schütz Vasitex no Hemisfério Sul, e do grupo Schütz em âmbito mundial”, afirma.

    A Schütz Vasitex fornece também IBCs de três camadas com característica antiestática – decorrente de aditivação – e IBCs monocamada (single laye’). “O modelo single layer ainda é responsável pelo maior volume de vendas, mas vem crescendo o uso dos multicamadas, cada vez mais usados em substituição a tambores e contentores metálicos”, salienta o CEO da empresa.

    Também a Greif oferece IBCs multicamadas antiestáticos, e no rol de suas embalagens multicamadas inclui também frascos e bombonas (até 20 litros), dotados de barreira interna feita de EVOH (álcool polivinílico) ou poliamida. O EVOH, explica Melo, é mais usado nas embalagens menores, por geralmente constituir barreira mais eficaz, enquanto a poliamida é integrada àquelas de maior capacidade, por apresentar melhor desempenho mecânico.

    De acordo com Melo, essas embalagens coextrudadas são geralmente utilizadas para acondicionar agroquímicos produzidos com solventes aromáticos. “Nossos produtos monocamada ainda geram a maior parte das vendas, mas as embalagens CoEx são a cada dia mais usadas para esse gênero de produtos, pois evitam que eles reajam com o PE e possam danificar a embalagem”, diz o representante da Greif.



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