Embalagens

Embalagens: Alimentos sustentam as vendas de biorientados

Antonio Carlos Santomauro
10 de junho de 2016
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    Mas Marta, da Maxiquim, prevê: o Brasil seguirá importando BOPP, apesar da atual situação cambial e, mesmo sendo a capacidade de produção nacional bastante superior à demanda interna, hoje estimada em cerca de 140 mil toneladas anuais (apenas a Polo pode fabricar 78 mil toneladas a cada ano, havendo ainda no país, além das duas plantas da Vitopel, a fabricante Videoloar). Afinal, ela justifica, no mercado internacional esse produto tem preços muito competitivos. “A OPP (Oben Group), mais importante produtora de BOPP na América Latina, com unidades no Peru, Argentina, Chile e Equador, e importante fornecedora para o Brasil, fez diversas aquisições nos últimos anos, aumentou sua capacidade, possui grande escala e custos de produção menores do que os fabricantes locais”, salienta. “Em contrapartida, é possível que as exportações brasileiras aumentem em 2016, mesmo havendo oferta suficiente nos mercados internacionais”, pondera a diretora da Maxiquim.

    Na verdade, as exportações brasileiras de BOPP já vêm aumentando: na Polo, afirma Gonzalez, elam atualmente constituem destino de mais de 20% da produção; na Vitopel, complementa Lewi, a participação do mercado externo no total das vendas atinge patamar similar ao desse concorrente.

    Oportunidades e tendências – Se a atual conjuntura da economia nacional não sinaliza negócios imediatos muito significativos, a prazos maiores há a perspectiva, ou quase a certeza, de expansão do uso do BOPP, não apenas nos setores onde ele já se consolidou, mas também em aplicações mais recentes. Nessa vertente das novas utilizações, os irmãos Marcos e Marcelo Prando, sócios-diretores da distribuidora Replas – cujo portfolio inclui BOPP da Videolar –, citam os artigos de papelaria e os produtos descartáveis.

    Plástico Moderno, Filmes de BOPP são adequados para sistemas de in mold labeling

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    Para o segmento da papelaria, a própria Replas comercializa BOPP para produtores de folhas destinadas a encapar cadernos e livros; na área dos descartáveis, atende fabricantes de toalhas. “Devido às exigências cada vez maiores dos consumidores por produtos de maior qualidade e facilidade no seu manuseio, pode evoluir ainda mais o uso desse plástico no Brasil”, enfatizam os irmãos Prando.

    Já Gonzalez, da Polo, cita casos de ampliação do uso de BOPP pelo surgimento de novas categorias de produtos, como aconteceu com as paletas mexicanas, até há algum tempo uma verdadeira febre entre os consumidores do país. No auge da moda, as paletas chegaram a demandar mil toneladas de filme em um único ano. Destaca ainda o fortalecimento de tendências que também demandam mais BOPP, como o multipack (conjugação de várias embalagens individuais de um mesmo produto em um único pacote, muitas vezes com finalidades promocionais), hoje marcante em categorias como os sabonetes.

    Além disso, prossegue Gonzalez, alguns substratos de embalagens estão sendo substituídos por filmes de BOPP. “Há desenvolvimentos em fechamento de blisters e tampas seladas, sem falar na substituição das caixas de papel-cartão, especialmente visadas em épocas de economia magra”, exemplifica. E o emprego desses filmes, prossegue Gonzalez, vai se expandir por seu emprego em embalagens mais sofisticadas, em rótulos de cosméticos e bebidas alcoólicas, usuários de uma tecnologia denominada no label look (com a qual os adesivos dos rótulos não deixam marcas, parecendo que a marca está impressa na garrafa). “E há a própria expansão da utilização de embalagens flexíveis”, ressalta.

    Plástico Moderno, Filmes biorientados conferem alta proteção aos alimentos

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    Mas Gonzalez aposta de maneira mais incisiva na tecnologia in mold labeling (ou rotulagem na injeção), que começa a ganhar espaço em segmentos como embalagens de tintas, produtos de higiene e limpeza, e mesmo em produtos alimentícios. “Essa tecnologia é nova no Brasil, e por enquanto pequena: movimenta algo entre 40 e 50 toneladas mensais. Mas ela crescerá, e em alguns mercados de alguns países europeus mais desenvolvidos ou nos Estados Unidos ela já responde por cerca de 1% do mercado total de BOPP”, compara. A Polo, conta Gonzalez, há cerca de um ano incluiu em seu portfolio filmes específicos para in mold labeling.



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