Embalagens

Embalagem: Transformação exige avanço constante em tecnologia

Jose Paulo Sant Anna
20 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Rieker: aplicação requer alta velocidade de injeção no molde

    Rieker: aplicação requer alta velocidade de injeção no molde

    Equipamentos – O sucesso da fabricação de baldes para tintas depende muito da eficiência dos equipamentos utilizados. Entre eles, as máquinas injetoras, coração das linhas de produção. “Para nós, esse é um mercado em ascensão. Está havendo uma transição do uso das latas para o plástico e nos últimos dois anos houve um aumento de procura por máquinas para essa finalidade”, explica Christoff Rieker, diretor geral do escritório brasileiro de vendas da fabricante de injetoras Sumitomo Demag, empresa surgida da compra da alemã Demag pela japonesa Sumitomo.

    Rieker ressalta que esse mercado ainda é pequeno, no Brasil são poucos os transformadores de porte desse tipo de peças. “As principais devem ser umas cinco ou seis empresas”. O diretor, no entanto, avalia o potencial de crescimento para os próximos anos como muito bom.

    Opinião bastante similar tem Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld, grupo surgido a partir da aquisição da alemã Battenfeld pela austríaca Wittmann. A empresa fornece máquinas injetoras e equipamentos para automação de linhas de produção. “É um mercado em ascensão”.

    Rieker explica que as injetoras indicadas para a produção de baldes precisam ter velocidade de injeção muito grande. “O plástico precisa preencher a cavidade rapidamente. O percurso percorrido pela matéria-prima é longo e não pode haver plastificação antes da hora”. Essa condição se deve às características da peça, que tem grande profundidade e paredes finas.

    A recomendação dos fabricantes recai sobre máquinas híbridas ou elétricas, que conseguem atender as expectativas. “Nesse mercado, os brasileiros estão migrando para as máquinas elétricas, que proporcionam maior economia de energia”, diz o gerente da Sumitomo Demag. Ele recomenda, para os baldes maiores, as injetoras da empresa modelos El-Exis SP (híbridas) e IntElect (elétricas).

    Por se tratar de operação sofisticada, as linhas para produção de baldes precisam contar com periféricos de elevada tecnologia. Um exemplo ocorre com o equipamento necessário para a implantação do in mold label, que requer o uso de robôs e total sintonia de todos os movimentos da operação durante o ciclo de injeção.

    Enquanto a injetora abre, as garras dos robôs pegam os rótulos com a ajuda de ventosas. Os rótulos são levados para as cavidades do molde e lá fixados por meio de descarga elétrica – em torno de 15 mil e 20 mil volts – ou de sistema de vácuo presente na ferramenta. O ciclo prossegue. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada já decorada e pronta para ser usada. Tudo isso ocorre em segundos.



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