Embalagens

Embalagem: Transformação exige avanço constante em tecnologia

Jose Paulo Sant Anna
20 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Injetoras elétricas formam baldes com menor consumo de energia

    Injetoras elétricas formam baldes com menor consumo de energia

    Os menos avisados podem pensar que produzir os baldes para embalar tintas se trata de uma operação simples. Nada mais falso. Essas peças precisam atender a uma série de expectativas para poderem ser utilizadas. Não por acaso, poucos transformadores estão aptos a participar desse nicho de mercado. Os investimentos necessários para montar uma linha de produção são elevados. Em especial no caso dos baldes de 18 litros, que exigem injetoras de grande porte, com forças de fechamento acima de 500 toneladas, além de periféricos que garantam alto grau de automação.

    Uma das características essenciais dessas embalagens é a resistência mecânica. Seria desastroso, por exemplo, se as embalagens carregadas estourassem facilmente após incidentes nos pontos de venda. Atingir tal desempenho se torna mais complicado se levarmos em consideração a tendência exigida pelos usuários de embalagens, a de se obter peças cada vez mais leves, dotadas de paredes com espessuras muito finas, próximas ao máximo do limite esperado para atender as exigências de resistência. Tudo em nome da economia de matéria-prima.

    “Os baldes antigos eram superdimensionados, geravam desperdício”, informa Paulo Bernardes, gerente regional de vendas da transformadora Fibrasa, uma das transformadoras líderes desse segmento. Para dar uma ideia, ele comenta que os baldes de 18 litros feitos de polipropileno hoje pesam pouco mais de 700 gramas, contra cerca de um quilo há quatro anos. O executivo destaca que a indústria brasileira foi uma das pioneiras na pesquisa e desenvolvimento necessários para tal evolução. “A nossa indústria se esforçou bastante e hoje trabalhamos muito próximos do limite de peso ideal”.

    As dificuldades não param por aí. O elevado número de peças necessárias para abastecer o mercado obriga os transformadores a trabalharem com ciclos de produção muito rápidos. Além do perfeito trabalho dos transformadores, os fornecedores de matérias-primas e de equipamentos têm colaborado muito para a eficiência necessária para a fabricação das peças.

    Plástico Moderno, Caetano: Braskem desenvolve PP para tintas há quase dez anos

    Caetano: Braskem desenvolve PP para tintas há quase dez anos

    Pesquisa constante – No campo das matérias-primas, as empresas químicas investem de forma constante na busca de formulações de polipropileno adequadas para a operação. Para a brasileira Braskem, o setor de embalagens para tintas é considerado muito importante, visto que o Brasil é um dos maiores mercados mundiais desse segmento.

    “O uso de resinas plásticas para esta aplicação é tendência mundial. Iniciamos há cerca de dez anos um trabalho específico para desenvolver soluções em polipropileno que atendessem a demandas dos produtores e já temos um portfólio consolidado para o segmento, fornecendo especialmente para as regiões Nordeste, Sul e Sudeste, além de outros países”, informa Mauro Catizani Caetano, líder do segmento de embalagens rígidas e baldes.

    Um lançamento recente da Braskem para essa aplicação é o copolímero heterofásico CG 600N. “Ele apresenta elevada fluidez e excelente balanço entre rigidez e resistência ao impacto”. Outro produto voltado para esse nicho é o EP 440P, copolímero heterofásico de média fluidez. “O produto tem excelente balanço entre processabilidade, resistência a impacto e rigidez”. Em paralelo, a empresa desenvolve pesquisas para personalizar a resina e atender demandas específicas dos fabricantes. “Também consideramos outros pontos importantes para nossos desenvolvimentos, como transparência, design do produto e rótulos, peso, resistência, estocagem e manuseio”.

    A possibilidade total de reciclagem é vista com atenção pela Braskem. Em abril, em parceria com a Condor, fabricante de materiais para pintura imobiliária e outros produtos, a empresa lançou o “kit sustentável especial” de pintura, primeiro produto proveniente do reaproveitamento de embalagens plásticas de tintas gráficas e demarcação viária. No anúncio do lançamento, a Braskem coletava cerca de cinco mil embalagens descartadas por mês por empresas do segmento de tintas. Ela tem a expectativa de duplicar essa quantidade até o final do ano.

    Com o que é coletado, a companhia fornece mensalmente duas toneladas de resina de polipropileno pós-consumo à Condor, podendo aumentar este volume de acordo com a demanda da empresa. O projeto faz parte da plataforma Wecycle, criada pela Braskem com o objetivo de desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos por meio de parcerias.



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