Embalagem – Setor precisa investir mais na inovação de produtos

Equipamentos – Fornecedores de máquinas e equipamentos para transformação têm no setor de embalagens clientes muito significativos. Um exemplo ocorre com a brasileira Pavan Zanetti, fabricante de máquinas sopradoras e importadora de injetoras. No caso da linha de sopradoras, o segmento de embalagens responde pela maioria de suas vendas.

“Nos últimos três anos houve aumento nas vendas de nossa linha PET. No ano passado, elas responderam por, em números aproximados, 38% das vendas. Essa porcentagem veio aumentando ano a ano de forma constante, embora com taxas pequenas”, informa Newton Zanetti, diretor comercial. A linha PET da empresa engloba máquinas para produções de frascos até 2 litros e para garrafões de até 6 litros. “Temos versão também para frascos ovalados de até 500 ml, com capacidade de produção entre 4 mil e 6,5 mil unidades por hora”.

Entre os segmentos atendidos, os de bebidas (água mineral e sucos) e higiene e limpeza têm sido os mais promissores. “Muitos clientes nessa área migraram para o PET”. Os demais 62% das vendas de sopradoras foram destinadas a máquinas transformadoras de outras resinas. A linha da Pavan Zanetti é formada por modelos de diversos tamanhos, com sistemas de extrusão contínuos e de acumulação, inclusive as voltadas para a produção de galões de água em polipropileno. Em breve, a empresa promete mostrar ao mercado sua primeira sopradora totalmente elétrica, projetada em parceria com uma parceira italiana.

O setor de embalagens é o cliente principal do grupo multinacional Sumitomo Demag, fabricante de injetoras e com escritório de vendas e assistência técnica no Brasil. “A maior demanda vem de fabricantes de potes e tampas de paredes finas para sorvetes, requeijões e outros produtos, e de fornecedores de embalagens para cosméticos”, revela Christoph Rieker, gerente geral no Brasil. Um segmento que já viveu melhores momentos foi o de produtos descartáveis, caso dos talheres de plástico, por exemplo. “Os ambientalistas fizeram um trabalho forte contra o uso de descartáveis. O plástico não é o vilão que todos falam, é preciso fortalecer a indústria para recuperar esse mercado”.

A empresa oferece ampla gama de máquinas injetoras híbridas e elétricas adequadas para essa solicitação. De quebra, oferece soluções, com a ajuda de parceiros, para instalações de linhas de produção com o recurso in mold label, de uso crescente no Brasil. “São máquinas precisas e que trabalham com ciclos de injeção bastante curtos, características adequadas para esse tipo de aplicação”. Uma tendência tem sido observada por Rieker desde o ano passado. “Hoje, cada vez mais, os clientes estão procurando máquinas elétricas. Elas são mais econômicas em termos de energia elétrica, não utilizam óleo para os acionamentos hidráulicos e requerem manutenção baixa”.

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