Embalagens

Embalagem: Diálogo entre designers e transformadores permite inovar com mais eficiência

Jose Paulo Sant Anna
20 de dezembro de 2016
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    De acordo com o consultor, a indústria precisa manter constante diálogo com os fabricantes de embalagens de plástico. É preciso estar em dia com as novidades proporcionadas pela tecnologia nas formulações das resinas e nas máquinas de transformação, o que pode gerar soluções inovadoras e com bom retorno de investimentos. “Como saber se surgiu novo grade de determinada matéria-prima, se um equipamento mais moderno pode trazer vantagens de um método de transformação em relação a outro?”.

    Plástico Moderno, Embalagem fosca de macarrão integral ressalta rusticidade

    Embalagem fosca de macarrão integral ressalta rusticidade

    Azanha lembra que na indústria alimentícia, em especial, o projeto da embalagem é vital para o sucesso do produto. Ele precisa ir muito além da beleza, importante para chamar a atenção dos consumidores nos pontos de varejo.

    Existem inúmeras particularidades a serem avaliadas. Muitos alimentos passam por autoclaves, exigindo resistência à temperatura. Outros precisam se manter crocantes. Alguns são oferecidos na forma de refeições prontas e precisam estar aptos a serem aquecidos em fornos de micro-ondas. Os alimentos nem sempre são consumidos totalmente depois de abertos. A adoção de embalagens que permitam a conservação da sobra para futuro consumo é importante.

    “As embalagens podem ser importantes até mesmo para melhorar a composição do produto final”, ressalta o consultor. Nos dias atuais, por exemplo, há forte tendência para a redução do consumo de sal como forma de preservar a saúde. “Caso um filme com barreiras seja usado para conservar o produto por mais tempo, pode-se reduzir o teor de sódio na sua preparação”.

    Plástico Moderno, Costabeber: designers precisam estar por dentro das inovações

    Costabeber: designers precisam estar por dentro das inovações

    Estar por dentro das novidades tecnológicas apresentadas pela indústria de embalagens é crucial, reforça Rodrigo Costabeber, proprietário da recém-lançada agência de branding e design Wom. O profissional tem mais de quinze anos de experiência na área, com projetos premiados em festivais nacionais e internacionais criados para marcas de grandes empresas, como Unilever, Pepsico, Nestlé, Cargill Foods, Bauducco, L’Occitane e outras.

    Não por acaso, apesar de ser formado em cursos que pouco tem a ver com engenharia, por força de ofício ele tem boa noção das propriedades das resinas plásticas mais utilizadas em embalagens e dos equipamentos de transformação. “Somos mais preocupados com o lado estético, mas o diálogo com especialistas em transformação de plástico é essencial para desenvolver os projetos”, afirma.

    Costabeber explica que o diálogo com os fabricante dos produtos a serem embalados nem sempre permite total liberdade aos designers. “Isso ocorre mais com empresas de pequeno e médio porte. As de grande porte contam com departamentos completos de pesquisa e desenvolvimento, cuidamos mais da criação da parte impressa”.

    Para exemplificar, cita o case no qual está trabalhando. A fábrica de massas Saudutti, empresa de porte pequeno do interior do Paraná, vai lançar em setembro sua linha de massas integrais. O desenvolvimento total das embalagens está sendo tocado pela sua agência. “As embalagens vão reforçar as propriedades saudáveis e naturais dos grãos integrais”. Por isso, os tons verde e bege e um tratamento mais rústico serão adotados. “Ao contrário de utilizar o aspecto brilhante das embalagens das massas convencionais, essas terão tom mais fosco”, informa.

    Pote complicado – Os transformadores de plásticos têm no mundo de embalagens ótimas oportunidades de negócios. Participar desse nicho de mercado, no entanto, exige muito preparo. O mais custoso é investir em instalações compatíveis com as exigências do mercado. O setor é para lá de competitivo e um equipamento com tecnologia de ponta, capaz de aumentar a produtividade, pode ser fundamental para vencer as concorrências. Quem atende as indústrias alimentícias, por exemplo, fica sujeito a normas muito rigorosas de atuação, precisa investir em salas limpas e tomar uma série de outros cuidados.

    Mesmo levando em conta que na maioria das vezes as peças a serem fabricadas já venham com esboço muito bem definido pelos clientes, adaptá-las às linhas de produção pode se tornar mais fácil com alterações de detalhes não percebidos pelos profissionais de criação. Para isso, é necessário ter poder de convencimento junto aos fabricantes do produto. Também é conveniente tomar iniciativa, estudar tendências, desenvolver patentes, oferecer aos desenhistas dos clientes soluções capazes de alcançar sucesso no mercado por seu ineditismo.

    A Jaguar Plásticos, de Jaguariúna-SP, trabalha com injeção de plásticos. Ela conta com três divisões: utilidades domésticas, produtos industriais (baldes, tampas, potes, etc.) e produtos dedicados. Nesta última, estão envolvidas as embalagens. Com esse foco, a empresa atua junto tanto com fabricante dos produtos quanto com as agências. A empresa procura atuar como braço de apoio, de forma a tornar a linha de produção mais eficiente e lucrativa para todos os envolvidos no trabalho.



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