Embalagem para alimentos: Perfil de compra do brasileiro mudou e obrigou a indústria do plástico a inovar

A inovação também está nos processos. O executivo cita o air blow (balão soprado) de até onze camadas, como um exemplo. A estrutura básica compreende cinco camadas, porém a mais usual é a de sete camadas. “A tendência é utilizar treze camadas”, observa. Esta tecnologia, segundo ele, também possibilita a operação com lotes pequenos, o que facilita a produção de volumes menores, atendendo a demandas específicas. “Estamos falando de um mercado de alta performance”, aponta Catarozzo.

Apesar de estar disponível no país há cerca de cinco anos, o Terpalex ainda se configura como um negócio em desenvolvimento. Produzido no Japão, o material esbarra na tradição da indústria alimentícia. “Esse mercado precisa entender que a embalagem não é um gasto, que ela agrega valor ao alimento”, comenta Catarozzo. Este terpolímero é cerca de 10% mais caro que o PVdC.

De qualquer maneira, as perspectivas para este tipo de produto são positivas. Não por acaso, segundo o Brasil PackTrends 2020, o consumo das embalagens flexíveis tende a crescer. Ele será impulsionado, entre outras categorias de alimentos, pelos perecíveis, como queijos, carnes e embutidos.

As projeções dão conta de que o consumo de embalagens para alimentos, em relação ao flexível, somará US$ 4,8 milhões, em 2015; enquanto o dos rígidos (soprados e injetados) será da ordem de US$ 4 milhões.

Plástico Moderno, Embalagem para alimentos: Perfil de compra do brasileiro mudou e obrigou a indústria do plástico a inovarEmbalagem no mundo – O plástico detém boa parcela do mercado nacional de embalagens – juntos, rígidos e flexíveis, somam 49%, segundo o Brasil PackTrends 2020. Essa participação vem em uma curva ascendente. O setor de embalagens plásticas cresceu entre 2007 e 2011, em valor (US$), 7,9% ao ano; e 4,8% em volume. Segundo documento do Ital, entre os principais consumidores estão os mercados de biscoitos, alimentos para animais, refrescos em pó, café e salgadinhos. Até 2015, a previsão é de aumento de mais de US$ 3 bilhões, em relação aos dados de 2011. Isso é bom, e tem respaldo internacional. Daqui a dois anos, a participação do país no mercado mundial de embalagens também tende a aumentar. As vendas – de US$ 25 bilhões (dados de 2011) – devem subir 4%.

Os Estados Unidos e a China continuam sendo as duas maiores indústrias de embalagens. Do total, os segmentos de alimentos (51%) e bebidas (18%) respondem pela maior parte do mercado, quase 70%; e, segundo especialistas, a indústria alimentícia deverá consumir ainda mais. Entre 2011 e 2015, em valor, espera-se um aumento de 4,4% ao ano.

O mercado de alimentos é um setor em expansão. Só em 2010, segundo o Ital, foram lançados mais de 100 mil produtos, o equivalente a um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior. A tendência, de acordo com o estudo, é de crescimento da demanda por alimentos saudáveis, leves, frescos, naturais e orgânicos.

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