Eletrodomésticos – Novos produtos e avanços tecnológicos das resinas tiram o metal de grande fatia da ex-linha branca

Os plásticos estão ganhando tanto terreno na área de eletrodomésticos que uma recente publicação da Lanxess pontuou que o uso de metais já pode ser classificado como retrô nos aparelhos que povoam nossas casas. O que o fabricante de matérias-primas avançadas, principalmente plásticos de engenharia, defendeu é o avanço dos novos materiais. Esse mesmo ponto de vista pode ser observado entre os produtores de aparelhos como geladeiras e lavadoras de louça. É o caso da Mabe, dona de marcas como General Electric e Continental. “O uso de plásticos cresceu praticamente em todas as áreas. E grande parte disso decorre dos novos materiais e das novas tecnologias para moldá-los, além de necessidades de design e engenharia”, detalha Leonardo Romeu, coordenador de design do fabricante.

No caso dos eletrodomésticos, o especialista acrescenta que os plásticos cresceram por melhorar três características: funções, formas e acabamentos. Segundo ele, em geral, o plástico agrega desde facilidades de produção e montagem até designs inovadores, passando por melhores condições técnicas. O executivo lembra que o material pode reduzir custos sem alterar as configurações do produto. “No caso do design, o plástico gera novos conceitos de produtos para atender consumidores cada vez mais exigentes.”

Um exemplo da flexibilidade do material é a possibilidade de atender à demanda por novos acabamentos e texturas. Para dar conta dessa tendência, identificada em seu público consumidor, a Mabe aposta no uso de plásticos “inteligentes”, que mudam de cor com a temperatura, e na adoção da nanotecnologia em materiais bactericidas, o que aumenta o uso do produto em refrigeradores, evitando a propagação de bactérias nos alimentos.

O design, que já foi mapeado há tempos como apelo de vendas, pode ser retrabalhado com o incremento de materiais plásticos, segundo o executivo. No caso da Mabe, Romeu cita os refrigeradores, em particular, o GE In.Genius e o Continental Massima. Ambos possuem puxadores de ABS, com pintura metalizada. No caso do Glass Cooktop Continental, outro produto da marca, os manípulos ou botões possuem duas peças (ABS e PBT), sendo uma injetada na cor e outra de ABS com pintura metalizada e textura escovada.

Nos fogões Continental Innovazione, o botão do forno é o destaque. “Criamos, em conjunto com nossos fornecedores, um acabamento de inox radial na peça central do botão feita de ABS, com textura e pintura metalizada”, explica o executivo. “Em todos os exemplos, o plástico foi de suma importância nos detalhes, gerando produtos modernos e mais competitivos”, completa.

Apesar de usar resinas em praticamente toda a linha de produtos, a Mabe mapeia os aparelhos que mais reivindicam o plástico: as lavadoras de roupa e os refrigeradores. No caso dos fogões, a empresa adianta que existem restrições em virtude das altas temperaturas, mas os exemplos já citados indicam que peças como botões, puxadores, interruptores e pés de plástico fazem parte dos insumos.

Singularmente, os fogões aparecem com destaque entre os plásticos de engenharia. “Tivemos um caso em que duas peças, uma travessa de aço carbono e um pé plástico, foram transformadas em uma única peça plástica feita de PP, reduzindo custos de fabricação, montagem e adicionando melhor qualidade”, informa Romeu. O coordenador de design destaca ainda a linha de fogões Continental Innovazione pela utilização de pés estruturais plásticos de PP, em conjunto com uma capa de acabamento fabricada de ABS branco ou metalizado.

De forma genérica, os maiores consumos de matéria-prima no caso da Mabe incluem: ABS, PBT, náilon, PS cristal, poliestireno alto impacto (PSAI), PP, PP randômico, policarbonato (painéis eletrônicos e decorativos) e o PVC. O fabricante também sabe onde os materiais não devem avançar. É o caso de peças que exigem grande resistência à temperatura e à abrasão. Um exemplo de substituição ainda difícil é a do vidro. “Ele continua insubstituível quanto à qualidade de limpeza, resistência à temperatura e nobreza de acabamento”, argumenta Romeu.

O tema substituição, aliás, está na agenda da Sabic Innovative Plastics. Para Ricardo Knetch, presidente da Sabic Innovative Plastics do Brasil, os plásticos são materiais muito versáteis e podem ser usados nas mais adversas condições. “No contexto dos plásticos de engenharia, que são nossa especialidade, é comum a substituição de materiais convencionais, caso dos metais, cerâmicos e até da madeira”, avalia.

“Isso acontece principalmente quando os substituídos implicam aumento de peso e dificuldades de processamento, afetando a otimização de produtos tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro”, completa. O executivo lembra que o mercado de eletrodomésticos tem parâmetros de fabricação que favorecem o plástico, caso do aspecto estético e da liberdade de design.

Os dois ganhos citados por ele não são os únicos. A avaliação da Sabic inclui como principais vantagens a redução de peso, resistência à corrosão, produtividade, simplificação de processos com eliminação de operações secundárias e a integração de peça. “Outras vantagens podem ser destacadas, se incluirmos a diferença entre plásticos convencionais e plásticos de engenharia. Estes últimos oferecem ainda resistências diferenciadas tanto às intempéries como também resistências térmica e mecânica singulares”, diz Knetch.
Ele adianta ainda três importantes tendências globais em que o plástico terá um papel importante na fabricação de eletrodomésticos: redução de custos, diferenciação e sustentabilidade. “Para seguir essas tendências, colocamos no mercado materiais que possibilitam a fabricação de itens injetados já na cor final, eliminando processos secundários de pintura. Com isso, reduzimos os custos e ao mesmo tempo promovemos a diferenciação e a personalização do produto do cliente. Com foco em sustentabilidade, o nosso destaque são as resinas iQ”, explica.

Knetch se refere ao Valox iQ e ao Xenoy iQ, materiais obtidos por meio de processos diferenciados de recuperação do PET pós-consumo, usados na fabricação de garrafas de água. Segundo ele, diferentemente dos processos convencionais de reciclagem, as resinas obtidas por meio do processo da Sabic apresentam propriedades superiores em relação à matéria-prima utilizada, e praticamente se igualam às resinas virgens de PBT ou de PBT/PC obtidas por vias comuns.

Outra novidade tecnológica para a indústria de eletrodomésticos são as resinas VisualFX, materiais com diversas bases poliméricas, entre as quais o policarbonato e o ABS. Elas agregam efeitos visuais diferenciados, demanda comum em peças nas quais se deseja dar maior destaque, como nos botões, frisos e tampas. Já as resinas Cycolac, com base de ABS, são destacadas pelo executivo pelo fato de possuírem grades reforçados com retardância à chama (FR15) e de alto brilho (MG8000SR).

As resinas Lexan Lux fecham o escopo de produtos avançados para a área de eletrodomésticos. “Elas foram desenvolvidas para atender às crescentes exigências na área de iluminação por LEDs”, adianta Knetch. De acordo com ele, os materiais têm a capacidade de otimizar a difusão e o espalhamento da luz, retardância à chama com certificação pela UL 94 em 1.5 mm, além de estar em conformidade com as normas RoHS (Restriction of Hazardous Substances) e atender às diretivas da WEEE (Waste Electrical and Electronics Equipment), da União Europeia.

A atenção às normas internacionais pela Sabic faz parte da agenda de outros players envolvidos com o fornecimento de plástico para a indústria de eletrodomésticos. É o caso da Lanxess. Anderson Maróstica, especialista da fabricante na área de plásticos de engenharia, destaca que, na Europa, a indústria de eletrodomésticos deve atender à norma IEC 60335-1, que exige materiais com propriedades de fio incandescente a temperaturas de 850ºC, determinação que também deve ser cumprida por indústrias brasileiras que exportam eletrodomésticos para países europeus.

Explicando melhor: a norma citada trata da segurança dos eletrodomésticos e aparelhos similares e estabeleceu altos níveis de referência. Os produtos usados, por exemplo, numa máquina de lavar, devem seguir um padrão rígido em itens como combate a incêndio. Os testes para avaliar a resistência dos materiais poliméricos ao fogo incluem a exposição, em condições controladas, a fios aquecidos.

O teste em questão é o GWIT, sigla que significa temperatura de ignição ao fio incandescente. Para ser aprovado na avaliação, o componente não pode pegar fogo. Outra análise importante é a avaliação do tempo que um componente plástico leva para apagar desde que foi incendiado pela exposição a um fio quente. Trata-se do teste GWFI, sigla em inglês para índice de inflamabilidade ao fio incandescente. Nesse caso, os materiais aprovados devem demorar menos de um minuto.

De acordo com Maróstica, a Lanxess possui os grades Durethan DP 1801/30 – PA6, com 30% de fibras de vidro, e o Durethan DP 1802 – PA6, que atendem à nova norma, cumprindo o requisito de fio incandescente a uma temperatura de 960ºC, ou seja, superior à da normatização, mesmo com produtos com espessuras reduzidas, de aproximadamente 0,75 mm.

Além da marca Durethan, a unidade de negócios Semi-Crystalline Products (SCP) da Lanxess, atuante na área de eletrodomésticos, possui a linha Pocan. Os plásticos de alta tecnologia substituem aplicações anteriormente produzidas com metal, como puxadores, arremates do vidro e botões de fogão, além de painéis, polias de máquinas de lavar roupas.
O rol de peças não se limita aos grandes eletrodomésticos. Aparelhos menores como liquidificadores e batedeiras possuem internamente materiais com requisitos de inflamabilidade (V-0, V1 ou V-2) e fio incandescente, que podem ser utilizados em bobinas para motores. Aliás, esse tema é considerado uma das grandes tendências de ampliação de uso do plástico.

A aplicação em campo acontece na indústria de fogões, que utiliza o Pocan B 1505 – PBT para produção de manípulos, e o Pocan KU1-7313 – PBT/PET com 15% de fibra de vidro. “A principal vantagem do PBT neste tipo de aplicação é a alta resistência térmica e o não amarelamento de cores claras, quando submetidas a altas temperaturas”, destaca Maróstica.

Segundo ele, outro grande uso acontece entre os fabricantes de máquinas de lavar roupas – o Durethan BKV 30 – PA6, com 30% de fibra de vidro, é utilizado na produção de polias, apresentando vantagens em relação ao PA66 com 30% de fibra de vidro. “O Durethan BKV 30 – PA6 possui um melhor aspecto visual e menor afloramento das fibras, diminuindo a abrasão nas correias, o que aumenta sua vida útil”, complementa.

Para o especialista da Lanxess, o aumento das exigências para os materiais plásticos que acontece na Europa poderá chegar ao Brasil, aumentando o valor agregado das matérias-primas e a representatividade da indústria de eletrodomésticos nos negócios da empresa e de outros fabricantes que produzem plásticos de alto desempenho.

[toggle_simple title=”Seis razões para o aumento do uso do plástico em eletrodomésticos” width=”Width of toggle box”]

1. Baixa densidade, reduzindo o peso dos equipamentos.

2. Boa resistência a impactos, excelente resistência à vibração, absorção de sons e boa isolação elétrica e ao calor. Por isso, pode ser usado amplamente para produção de materiais isolantes.

3. Boa processabilidade, simplificando o processamento de peças e componentes de formatos complexos, o que facilita a produção em lotes a um custo atraente. Pode-se, de forma geral, calcular que peças de plástico custam, em média, 10% de componentes similares feitos de materiais não-ferrosos.

4. Alta flexibilidade de projetos, permitindo a produção de aparelhos com designs diferenciados.

5. Alta resistência ao ataque de substâncias químicas como ácidos, álcalis e sais.

6. Podem ser reciclados e são ambientalmente amigáveis, ajudando a atender às demandas de sustentabilidade da indústria atual.

Fonte: Applications and Development Trend Of Plastics in Household Appliance Industry.

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[toggle_simple title=”Uso singular do plástico em lava-roupas” width=”Width of toggle box”]

Não é somente na composição de peças ou de componentes que os plásticos podem ser usados em eletrodomésticos. É o que prova a Xeros, uma empresa de alta tecnologia que nasceu de pesquisas realizadas na Universidade de Leeds (Inglaterra). A companhia desenvolveu uma máquina de lavar revolucionária que economiza até 90% de água. A tecnologia utiliza um sistema baseado no uso de náilon como agente de limpeza. Ainda em fase de prototipagem, a nova máquina poderá ser aplicada tanto em escala comercial como em lava-roupas domésticos, segundo a empresa. A ideia, no entanto, é produzir equipamentos que possam ser adotados em lavanderias, permitindo ciclos de limpeza de até 20 kg de roupas cada. A nova tecnologia nasceu da iniciativa do professor Stephen Burkinshaw, que trabalha na Universidade de Leeds na área de têxteis como químico líder em polímeros. Ele usa pequenas partículas de náilon que atuam atraindo as sujeiras, com a criação de um ambiente úmido dentro do equipamento. A pequena umidade dá ao polímero a capacidade de absorver as sujeiras e arrastá-las, criando um leito de operação dentro da máquina. Além da redução de 90% de água, a tecnologia da Xeros pode diminuir os custos de energia, pelo fato de os ciclos de lavagem serem mais curtos. Em média, a avaliação da empresa é que os custos operacionais diretos devem ser reduzidos em 30%.

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[toggle_simple title=”Sustentabilidade também na cozinha” width=”Width of toggle box”]

A reciclagem pode ser uma grande vantagem dos plásticos, mas também envolve o desafio de separar os vários tipos de compostos. A Mitsubishi Electric afirma ter resolvido esse problema no caso dos eletrodomésticos. Como os aparelhos são uma mistura de diversos produtos, a empresa teria equacionado uma forma eficiente de separação usando gravidade e eletricidade estática. Com essa metodologia, ela afirma ter conseguido separar os três principais tipos de plásticos presentes nos eletrodomésticos, que segundo a empresa seriam: polipropileno, poliestireno e o ABS.

Os dados da Mitsubishi Eletric indicam que a tecnologia de separação permitiria a reciclagem de até 70% dos plásticos recuperados de aparelhos domésticos. No caso das resinas de polipropileno, a recuperação conseguiria resinas com mais de 99% de pureza. Isso seria possível pela separação usando gravidade específica, seguida pela eliminação dos contaminantes. Para o PS e ABS, o processo muda um pouco, mantendo a separação por gravidade específica, seguida de técnicas de separação eletrostática e depois pela eliminação dos contaminantes. O grau de pureza do material recuperado seria o mesmo do PP.

A fabricante japonesa garante ainda que pode manter a durabilidade do material reciclado por um período de mais de dez anos, mesmo se submetido a altas temperaturas, com no máximo 70ºC. Isso seria conseguido com o uso de um aditivo aos materiais coletados. Outra forma de agregar valor ao material reciclado seria a adição de retardantes de chama, o que também poderia aumentar a resistência do produto recuperado, que já estão sendo usados na produção de geladeiras e lavadoras de louças.

Apesar de suas inúmeras vantagens de reprocessamento, o plástico não escapa do monitoramento ambiental. Alguns eletrodomésticos fazem parte de uma lista negra, condenada pelos ambientalistas do portal Bad Plastics. A lista inclui produtos que podem conter o Bisfenol A (BPA), elemento presente na composição de alguns tipos de plásticos. No Brasil, a proibição de mamadeiras contendo BPA foi oficializada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passa a valer a partir de 2012.

Dos equipamentos contendo BPA, a Bad Plastics inclui alguns modelos de cafeteira e máquinas de café expresso. A tigela de processadores de alimentos também pode conter BPA, de acordo com o site. A orientação dos ambientalistas é pela adoção do selo BPA free, o que seria uma forma eficiente de informação para o consumidor.

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[toggle_simple title=”Estudo chinês mapeia a aplicação do plástico nos eletrodomésticos” width=”Width of toggle box”]

Um levantamento recente feito pela Chinaplas, um dos maiores eventos chineses da indústria de plástico, apresentou um mapeamento do uso de plásticos em aparelhos domésticos. Segundo o documento Applications and Development Trend of Plastics in Household Appliance Industry, 90% dos materiais plásticos usados nessa área são termoplásticos, sendo a maior parte deles PP, PS, PVC e PE. Os chamados plásticos de engenharia também fazem parte do leque de opções, caso do ABS, ASA, PMMA e PEEK, entre outros. Os termofixos, como as resinas poliuretânicas e fenólicas, entre outras, completam o rol de produtos.

De toda a lista, três materiais sobressaem: ABS, poliestireno e polipropileno. O PP, por exemplo, pode ser usado em peças internas de lavadoras de louças. De acordo com o documento, a Bosch-Siemens Group lançou uma máquina com peças internas que podem enfrentar ambientes com produtos de limpeza operando a 80ºC, mantendo o desempenho e sem afetar a cor. Outras aplicações futuras de peças internas poderão ser adotadas usando-se o PP, em combinação com as coberturas de PVC comuns nestes tipos de aparelhos. Os materiais da porta de geladeira também poderão sofrer alterações, com a substituição do poliestireno de alto impacto (PSAI) pelo ABS, que pode reduzir a espessura da porta e o custo de produção desse componente, sem afetar a sua resistência. Segundo o relatório, alguns fabricantes de geladeiras estariam considerando a possibilidade de fabricação das portas externas somente com plásticos.

O PS, que era então apenas usado na produção de partes transparentes de aparelhos, tem sido empregado amplamente em materiais de embalagem. O PSAI tem sido empregado para produzir a caixa de vegetais das geladeiras, contêineres internos, bandejas de gelo e gavetas de carne, entre outros componentes. O PVC, que é raro no ambiente doméstico, tem sido aplicado em conjunto com ABS ou PS, graças ao baixo custo da combinação, para aplicações como o cilindro interno de refrigeradores.

O PE, por sua vez, tem sido bastante empregado para a produção de peças sem suporte em equipamentos domésticos, como as mangueiras corrugadas em máquinas de lavar e nos aspiradores de pó. Entre os plásticos de engenharia, o ABS se mantém no topo em quantidade de uso e tem sido aplicado primariamente em geladeiras. As partes externas transparentes da maior parte desses eletrodomésticos também têm sido produzidas com o ABS.

Outro plástico comum nos eletrodomésticos é o ASA, principalmente para bandejas de vegetais em geladeiras, switches elétricos e partes transparentes de pequenos aparelhos. Já o PC tem sido utilizado na fabricação de invólucros transparentes de aquecedores elétricos, que requerem alta resistência térmica e características de retardante de chamas. Os vários tipos de PA, por sua vez, são adotados na produção de motores e partes deslizantes de eletrodomésticos. Três outros plásticos – PPS, LCP e PEEK – são listados como matéria-prima para a produção de partes elásticas de aparelhos, caso de anéis de selagem em fornos elétricos. Já o PUR pode ser aplicado como espuma plástica em sistemas de isolamento térmico tanto de geladeiras como de fornos elétricos.

Além da diversidade de aplicações, o documento também lista o apelo de sustentabilidade que os plásticos atualmente precisam ter. É o caso do polipropileno, que é um polímero sem odor e não tóxico, que possui uma densidade que o torna um dos materiais mais leves. Os plásticos biológicos, graças à sua degradação natural, também ganham espaço, principalmente por causa da tendência de descarte de grande número de eletrodomésticos na China.

Outro ponto ressaltado pelo relatório é o consumo crescente de ABS: 80% do consumo na China está relacionado à produção de equipamentos domésticos e não estamos falando apenas de eletrodomésticos, mas de computadores, gabinetes de TV, aspiradores de pó e ares-condicionados, entre outros equipamentos. A preocupação, de acordo com os especialistas, é com a demanda, que tem superado a produção. Os plásticos bactericidas são outra tendência apontada no maior mercado mundial de eletrodomésticos e devem ser mais adotados no futuro.

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