Máquinas e Equipamentos

Eletrodomésticos duráveis obtêm melhor acabamento

Jose Paulo Sant Anna
10 de maio de 2018
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    Plástico Moderno, Eletrodomésticos duráveis obtêm melhor acabamento e economia de energia com materiais vançados - Linha branca Os fabricantes de eletrodomésticos da linha branca são importantes clientes para a indústria do plástico. A cada dia são produzidas milhões de peças as mais distintas para geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupa ou louça e outros aparelhos. Nesse nicho, como ocorre com vários outros segmentos da economia, as resinas vêm ganhando espaço por meio da substituição de outros materiais, em especial de metais. São itens produzidos de commodities a materiais sofisticados com características especiais, empregando os mais variados métodos de transformação.

    De acordo com Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional da Indústria de Fabricantes de Eletroeletrônicos (Eletros), uma tendência nos últimos tempos tem sido a utilização a cada dia maior de materiais sofisticados nos produtos da linha branca. “Hoje, os chamados plásticos de engenharia evoluíram muito em especificações de resistência e tecnologia de aplicação. Eles apresentam densidades menores e permitem níveis de acabamentos diversos”.

    O ganho de espaço do plástico de engenharia se deve em grande parte ao esforço das grandes fabricantes dessas resinas, sempre preocupadas em investir em pesquisas voltadas para desenvolver formulações. O objetivo constante dessas corporações é obter materiais com os quais se obtenham componentes dos eletrodomésticos de forma mais econômica, porém capazes de resistir às condições de funcionamento às quais serão submetidos. São os casos, por exemplo, de gavetas de geladeiras com paredes cada vez mais finas, tampas de máquinas de lavar mais leves e resistentes, engrenagens outrora fabricadas de aço e outras aplicações.

    Esse esforço não se dá por acaso. Trata-se de um mercado muito lucrativo. De acordo com a consultoria IHS, entre 2015 e 2020, o crescimento global da produção de refrigeradores deve ficar acima dos 3,5%. Em 2016 foram produzidas mais de 150 milhões de unidades no mundo, sendo a América do Sul responsável por aproximadamente 7% deste volume. O setor é composto por grandes empresas globais que detêm diversas marcas.

    Plástico Moderno, Kiçula: uso dos plásticos de engenharia é crescente no setor

    Kiçula: uso dos plásticos de engenharia é crescente no setor

    A crise brasileira colocou os fabricantes nacionais na contramão dessa tendência. Por aqui, a temperatura das vendas está mais próxima da gerada pelas geladeiras do que a fornecida pelos fogões. Estimativas da Eletros para 2017 indicam terem sido comercializados no país 14 milhões de eletrodomésticos da linha branca (o dado computa apenas fogões, refrigeradores e lavadoras automáticas). O número é 8,5% superior ao de 2016, quando foram vendidas em torno de 12,9 milhões, mas está longe do nível atingido antes das turbulências políticas afetarem o desempenho da economia. Em 2012, quando ocorreu o pico das vendas desses produtos, foram comercializadas 18,9 milhões de unidades (o primeiro estudo dessa série data de 2010).

    Para 2018, a expectativa da Eletros é otimista, com toques de moderação. Espera-se que as eleições não causem agitações similares às ocorridas dentro das lavadoras de roupas. Entre as empresas nacionais de destaque estão a Whirlpool, detentora das marcas Brastemp e Consul, e a Electrolux. Alguns fabricantes verticalizam boa parte da produção das peças em suas próprias fábricas, mas também existem vários transformadores que fornecem para o setor.

    Plástico Moderno, Plásticos dos puxadores e botões resistem bem ao calor

    Plásticos dos puxadores e botões resistem bem ao calor



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