Elastômeros termoplásticos – Segmentos de calçados e de autopeças reduzem ritmo e estimulam setor a buscar novas frentes de atuação

Disponíveis nas durezas de 35 shore A a 50 shore D e nas cores natural e preto, podem ser pigmentados nas mais variadas cores com o uso de masterbatches de polipropileno, facilitando aos engenheiros de desenvolvimento e transformação a seleção do tipo ideal para a substituição de diversas borrachas termofixas.

Plástico Moderno, Fabiano Bianchi, gerente de unidade de negócios – polímeros, Elastômeros termoplásticos - Segmentos de calçados e de autopeças reduzem ritmo e estimulam setor a buscar novas frentes de atuação
Para Bianchi, ano deverá ser satisfatório

A ExxonMobil Chemical está lançando mundialmente nova linha de elastômeros termoplásticos para modificação de propriedades, como impacto, cristalinidade e elasticidade e adesão de várias poliolefinas e plásticos de engenharia.

De acordo com Bianchi, o segmento de borracha, incluindo peças técnicas e pneumáticos, é um dos principais nichos de atuação da Divisão de Químicos da quantiQ, que vende ainda variada linha de especialidades químicas, tais como antioxidantes; agentes de crosslink; aceleradores; plastificantes minerais parafínicos, naftênicos e aromáticos; formulações de plastificantes minerais voltados ao atendimento de solicitações específicas de cada cliente; e a linha de solventes sintéticos, hidrocarbônicos e ecológicos.

Mercado – A quantiQ prevê um crescimento de 19% em receita para 2009, baseado em estratégias específicas para segmentos de mercado-alvo, além da consolidação da área de Lifescience. “Nossa expectativa é de um ano satisfatório, apesar de um primeiro trimestre com menor nível de produção, comparativamente ao ano anterior.”

Segundo Bianchi, janeiro apresentou um comportamento diferente em cada segmento de mercado. “Como grande cadeia produtiva, a indústria automotiva apresentou situação mais difícil, com níveis de produção bastante baixos.” Segmentos ligados ao consumo geral apresentaram níveis de produção considerados bons para a atual conjuntura. Na avaliação de Bianchi, o mercado caiu entre 5% e 20% no comparativo com o ano anterior, dependendo do setor industrial analisado.

Plástico Moderno, Rogério Tadiotto, diretor-comercial, Elastômeros termoplásticos - Segmentos de calçados e de autopeças reduzem ritmo e estimulam setor a buscar novas frentes de atuação
Tadiotto prevê recuperação das vendas já no segundo trimestre

Nas contas da Petropol, de Mauá-SP, 2008 fechou com crescimento de 22%, tanto em volume como em faturamento, impulsionado principalmente pelas vendas dos plásticos de engenharia reforçados com fibra de vidro. Especializada na distribuição e revenda de plásticos de engenharia e borrachas, a Petropol também tem linha própria de compostos e blendas. No segmento de elastômeros, atua desde 1993.

Em razão da crise mundial, estima-se que em janeiro o mercado ficou 40% abaixo da média registrada no ano passado. A recuperação começou em fevereiro, quando a demanda alcançou em torno de 80% do volume médio anterior. “A expectativa é de trabalhar com 80% da capacidade no primeiro trimestre de 2009, e já no segundo trimestre atingir os mesmos índices de 2008”, diz o diretor-comercial, Rogério Tadiotto.

Com a desvalorização do real perante o dólar, Tadiotto ressalta a tendência de os produtos importados perderem mercado para os nacionais, compensando a queda de mercado pelo desaquecimento da economia. Segundo ele, a maior parcela das importações tem origem na Espanha (TPU) e nos Estados Unidos (TPEs).

Fazem parte do portfólio da Petropol: os elastômeros termoplásticos compostos à base de polímeros de blocos estirênicos; TPU aditivado; borrachas termoplásticas vulcanizadas e olefínicas; blendas de ligas elastoméricas, incluindo misturas com plásticos de engenharia, como poliacetal, poliéster e polipropilenos de altíssimo impacto; entre outros materiais. “A capacidade produtiva alcança 250 t/mês de TPEs, sejam vulcanizados ou olefínicos”, afirma Tadiotto.

Plástico Moderno, Elastômeros termoplásticos - Segmentos de calçados e de autopeças reduzem ritmo e estimulam setor a buscar novas frentes de atuação
Produto mistura materiais de alto impacto

Da DuPont, a Petropol importa e revende poliéster elastomérico. Da Basf, distribui linha de TPU para todo o Brasil, excluindo a Região Sul. “Com produção local e várias séries, pigmentadas, aditivadas e reforçadas, atendem a diversas aplicações das indústrias de sopro, injeção ou extrusão.”

Nos demais produtos, as vendas da empresa abrangem todo o país. As unidades fabris estão instaladas em São Paulo e no Paraná. “Temos representantes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.” As exportações, ainda modestas, seguem para a Venezuela e Colômbia. O principal mercado de atuação é a indústria automobilística. “Mas setores como o de agronegócio, calçados, industrial-mecânico, médico-hospitalar e ortodontia representam boa parcela das vendas.”

Nesses nichos também se concretizaram boas oportunidades para a substituição de termofixas. Tadiotto cita as partes de vedação de portas e vidros da indústria automotiva e as coifas de proteção ao pó nos equipamentos agrários que passaram a ser fabricadas com borrachas termoplásticas.

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