Economia circular: Trituração impede maior reaproveitamento

Compósitos constituem matéria-prima básica da indústria da energia eólica, utilizada não apenas nas pás, mas também nas naceles e em outros componentes.

Uma das maiores empresas desse mercado em âmbito global, a Aeris, produz Caucaia-CE cerca de duzentas pás por mês, moldadas em resina epóxi reforçada com fibra de vidro.

A menor delas tem cerca de 70 metros de comprimento e peso superior a 20 toneladas.

Em média, cada pá tem vida útil entre 20 e 25 anos.

Resíduos desses compósitos predominam entre os materiais enviados pela Aeris para queima nos fornos de cimenteiras localizadas no Ceará e no Rio Grande do Norte.

“Desde 2018, a companhia não dispõe resíduos em aterros industriais”, afirma Bruno Lolli, diretor de planejamento e de relações com investidores da empresa.

Materiais como os plásticos utilizados no processo de infusão das resinas são enviados pela Aeris para reciclagem, retornando como matéria-prima de canaletas.

“Nos últimos anos, cerca de 27% do total de resíduos gerados em nossa operação foram encaminhados à reciclagem”, destaca Lolli.

Para ele, o desenvolvimento de tecnologias que triturem mais eficazmente os resíduos – especialmente dos termofixos, que são mais rígidos – ajudaria a elevar os índices de recuperação e reaproveitamento dos materiais, seja para a queima (ou coprocessamento, como também é denominado o processo de incineração de resíduos), seja para uso em outros produtos.

“Com isso, as etapas subsequentes tendem a se tornar mais interessantes técnica e financeiramente, e consequentemente mais sustentáveis”, finaliza Lolli .

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