Economia circular: Setor melhora seus indicadores

As estratégias de economia circular dos fornecedores de polímeros de engenharia não estão restritas ao desenvolvimento de novos produtos, abrangem também outras vertentes de seus processos e outras decorrências de suas plantas fabris, como uso de água e energia, e a emissão de gases.

A Toray, por exemplo, anunciou no ano passado sua intenção de zerar, até 2050, a emissão de CO2 de toda a sua operação global.

Para tanto, avançará não apenas em mais desenvolvimentos de produtos com materiais reciclados e biopolímeros, mas também nos programas de energia limpa e de conservação de água e purificação do ar, entre outros.

Por sua vez, a Lanxess pretende neutralizar até 2040 seus impactos de emissão de gases geradores de efeito estufa.

Parte desse projeto já foi feito no ano passado, com um investimento que reduziu em cerca de 150 mil toneladas por ano a emissão na planta onde a empresa produz, na Bélgica, a caprolactama (precursor de PA 6).

“Temos outro investimento previsto para 2023, com uma redução de 300 mil t/ano de CO2”, ressalta Marostica.

A Arkema adquiriu no ano passado a empresa italiana Agiplast, que coleta poliamidas e fluorpolímeros, recupera a sua matéria-prima, e comercializa o produto dessa reciclagem.

Por enquanto, essa comercialização é feita com marcas específicas, como Agimid (PA 12), e Agitech (PVDF), no chamado ‘mercado secundário’ (relativamente àquele diretamente atendido pela Arkema).

O trabalho de desenvolvimento de canais de coleta de resíduos com plásticos de engenharia, como aquele realizado pela Agiplast, é inclusive apontado por Paganini como uma das principais dificuldades a serem superadas caso se pretenda efetivamente implementar uma economia circular.

“Nas empresas produtoras das peças essa coleta é mais fácil; mas depois do consumo ela começa a ficar mais difícil e cara, a ponto de inviabilizar a operação”, observa.

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