Economia circular: Reciclados podem ter uso nobre

Avanços na tecnologia de reciclagem já permitem o uso de outras resinas recicladas, além do PET, mesmo em novas embalagens alimentícias.

O FDA concedeu aprovação para o uso em embalagens de alimentos para PE de alta densidade reciclado pela tecnologia Intarema TVE, da multinacional de origem austríaca Erema (há, nesse caso, a necessidade de acoplar ao equipamento o módulo antiodor Refresher, da mesma empresa).

Essa tecnologia recicla plásticos provenientes tanto de aplicações flexíveis quanto rígidas, afirma Oliver Venezia, diretor-executivo da Intermarketing (representante da Erema no Brasil).

“E aceita laminados e materiais com alta carga de tintas”, ressalta.

Mas a laminação de diferentes resinas ou de resinas com outros materiais, como o alumínio, segue constituindo um entrave à reciclagem de maiores volumes de filmes flexíveis, observa Venezia.

Atenta a esse problema, através de sua subsidiária Key Cycle, a Erema recentemente adquiriu participação acionária na espanhola Cadel, que desenvolveu uma solução de remoção das tintas já utilizada no Brasil pela Deink.

A tecnologia MRS, da multinacional de origem alemã Gneuss, que já confere grau alimentício a PET reciclado em diversos países, inclusive no Brasil, começa a proporcionar essa possibilidade também para outras resinas recicladas:

“Na Colômbia, ela está sendo utilizada para reúso de PS pós-consumo em novas embalagens para contato direto com alimentos”, relata Andres Grunewald, diretor da Gneuss América Latina.

Operando em ciclo fechado, essa tecnologia, extrai os voláteis gerados no processo de reciclagem dos resíduos (flexíveis ou rígidos) de PET, PS, PP e PE, promovendo sua descontaminação e garantindo que eles possam ser reutilizados nas aplicações originais, inclusive em grau alimentício.

De acordo com Grunewald, testes realizados por órgãos oficiais já garantem essa descontaminação também para PE de alta densidade e PP.

“Logo haverá plantas utilizando essa tecnologia também para reciclar as demais resinas, o reaproveitamento dos materiais pós-consumo é uma demanda crescente”, projeta o profissional da Gneuss.

“Em outubro, na Feira K, apresentaremos a nova versão dessa tecnologia, a MRSjump, que proporciona maior tempo de reação das resinas em vácuo profundo, permitindo aplicações especiais das resinas recicladas”, finaliza.

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