Economia circular : Parceria logística opera em 13 países

No início deste ano, a Nestlé lançou um programa de logística reversa de embalagens feitas de BOPP, material que ela utiliza em produtos como biscoitos e chocolates.

A operacionalização é feita pela Terracycle, multinacional dedicada à coleta de produtos cuja logística reversa é complexa, e que no Brasil e em outros países mantém ou já manteve programas de coleta de bitucas de cigarros, fraldas sujas, esponjas de limpeza, entre outros resíduos pós-consumo.

A parceria entre Nestlé e Terracycle abrange 13 países, nos quais inclui também a coleta de embalagens de comida para bebê e de pet food, entre outros itens.

A coleta de resíduos de BOPP está sendo feito também no Reino Unido; no Brasil, até meados de outubro, já havia resultado no retorno de cerca de 1,5 milhão de unidades de embalagens feitas desse material, cuja reciclagem está sendo destinada à produção de vasos, caixas, displays, entre outros produtos.

O programa se apoia em dois pilares: um deles, as cooperativas de coleta de resíduos, que recebem R$ 3 por quilograma de BOPP.

Outro, composto pelos consumidores, que enviando de volta as embalagens após o consumo – com postagem gratuita –, indicam entidades beneficentes para receber recursos da Nestlé (podem até enviar embalagens de biscoitos e chocolates de outras marcas, bem como de salgadinhos, barrinhas de cereal e de macarrão).

Plástico Moderno - Economia circular - Parceria logística opera em 13 países ©QD Foto: iStockPhoto
Mariane Marcheti, gerente de operações da Terracycle

“Sempre buscamos engajar os consumidores em nossos programas”, destaca Mariane Marcheti, gerente de operações da Terracycle.

Segundo ela, mais de 2,4 milhões de pessoas no Brasil e mais de 202 milhões em todo o mundo já coletam resíduos pós consumo através dos programas da Terracycle, que já manteve, entre 2010 e 2014, outro programa de coleta de resíduos de BOPP, então em parceria com a Pepsico.

“Antes, o uso de resina reciclada era balizado apenas pela competição com o preço das resinas virgens, agora há também as metas de sustentabilidade das companhias”, pondera Mariane.

Para ela, a reciclabilidade de resíduos de BOPP e de outros materiais é questão econômica.

“É preciso criar valor para o BOPP no mercado de resíduos. Isso acontece quando há demanda por parte dos fabricantes de embalagens usando resina reciclada de BOPP pós-consumo, seja porque a resina está mais barata que a virgem, por incentivos fiscais – se existissem –, ou por exigência dos clientes desses fabricantes”, diz Mariane.

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