Aditivos e Masterbatches

Economia circular – Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência

Antonio Carlos Santomauro
28 de dezembro de 2020
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    Na Primotécnica, o portfólio inclui desde moinhos pequenos para serem instalados ‘ao pé da injetora’, até máquinas que trituram 15 toneladas de pneus por hora (nesse caso, as máquinas são qualificadas como ‘trituradores’). Segundo Julio Casarotti, gerente da Primotécnica, a evolução da tecnologia dos moinhos, bem como do interesse pela moagem, estimula até mesmo a demanda por opcionais que agregam diversas funcionalidades ao processo. Casarotti cita, entre esses opcionais, peneiras vibratórias que eliminam o pó, cabines para isolamento acústico, esteiras que tornam a operação muito mais ágil e segura em comparação à alimentação manual.

    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Moinho da linha P2-G, da Primotécnica, para recuperar peças de porte médio

    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Moinho da linha P2-G, da Primotécnica, para recuperar peças de porte médio

    Com essas tecnologias, fabricantes de autopeças que há cinco ou dez anos reaproveitavam em seus processos cerca de 5% de material moído elevaram esse índice para 10% a 15%. “Também temos grandes moinhos instalados bem no centro de grandes fábricas, realimentando a produção com material moído sem nenhuma perda de qualidade, e não incomodando ninguém com poeira ou ruído”, afirma Casarotti.

    Segurança e automação – A segurança da operação de um moinho está entre os quesitos nos quais mais avançou a tecnologia desses equipamentos, cuja concepção deve obedecer algumas normas oficiais. Uma delas, a NR 12, dedicada à proteção dos trabalhadores que lidam com os vários tipos de máquinas e equipamentos. Outra, a NBR 15.107, é especificamente dedicada aos requisitos de segurança para máquinas fragmentadoras de plástico.

    A Rone, por exemplo, adota ambas em seus projetos de moinhos. “Elas tornam muito mais seguro o trabalho nesses equipamentos”, destaca Cerri. “Nem todos os fabricantes seguem todas as normas, mas o interesse por equipamentos que atendem esse requisito decorre de um processo de aculturamento, leva algum tempo”, acrescenta.

    De acordo com o diretor da Rones, a recente escassez de resinas ampliou ainda mais o interesse por moinhos, pois levou quantidades maiores de transformadores a perceberam não ser mais possível perder matéria-prima. “E, embora em alguns processos de moagem possa ainda haver alguma dificuldade na relação custo/benefício, não vejo nenhum gargalo tecnológico nessa indústria: basta trazer a peça que desenvolvemos o moinho para ela”, ressalta.

    Prado, da Piovan, endossa essa afirmação e lembra que sua empresa hoje fabrica desde moinhos pequenos, que devem ser instalados ao pé de uma injetora, quanto outros capazes de moer para-choques de veículos e tanques de combustível. “Temos moinhos que permitem inclusive o reaproveitamento de galhos de embalagens de medicamentos e alimentos, totalmente vedados, para operação em sala limpa”, comenta.

    Os moinhos, diz Prado, podem ser normalmente integrados aos processos produtivos automatizados, sendo preciso analisar caso a caso essa integração. Para reaproveitar aparas de pequenos frascos ou de bombonas, talvez baste apenas ele, uma esteira para o transporte do material moído e um ventilador com ciclone para redução da poeira. “No caso de uma linha de produção de tanques de combustível, talvez seja preciso colocar um equipamento adicional na saída da máquina, antes do ingresso do material no moinho, por exemplo, um sistema de esteiras com resfriadores, pois nesse caso, por ser maior a massa de material, o resfriamento é mais demorado”, acrescenta.

    Com a automação pode-se inclusive minimizar tanto o consumo energético quanto possíveis danos ao material moído, observa Marcelo Moura, gerente comercial da Pallmann, fabricante de moinhos e de equipamentos conjugados a eles em determinados processos, como aglomeradores e micronizadores .Afinal, acima de determinados índices de corrente nominal, os motores consomem mais energia e pode-se programar o sistema para desacelerar a alimentação quando eles forem alcançados. “Da mesma forma, sensores podem evitar a operação acima de patamares de temperatura que degradem a resina”, destaca.



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