Aditivos e Masterbatches

Economia circular – Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência

Antonio Carlos Santomauro
28 de dezembro de 2020
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    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Moinho de grande porte da Rone processa um tambor inteiro

    Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança – Economia circular

    Eles apenas fragmentam peças prontas, sobras, rejeitos de produção. Mas, com essa atribuição exclusiva, moinhos são imprescindíveis para que a indústria do plástico atenda às necessidades da economia circular, seja viabilizando o reaproveitamento da resina de produtos após eles serem consumidos, seja minimizando as perdas com galhos de injeção, refiles, borras, e outras modalidades de sobras e rejeitos próprias de seus processos. E tanto reaproveitar matéria-prima quanto reduzir as perdas na produção são práticas essenciais da economia circular.

    Essa tarefa única e aparentemente simples é realizada com uma tecnologia repleta de nuances. E que segue evoluindo, para, entre outras coisas, atender às atuais normas de proteção dos trabalhadores (moinhos já foram uma das principais causas de acidentes em plantas de transformação de plásticos). Também para minimizar os ruídos – inevitáveis em um processo no qual as peças plásticas são agitadas e trituradas dentro de câmaras metálicas – e reduzir a geração de poeira (menos poeira significa não apenas um ambiente mais saudável, mas também menos matéria-prima perdida). Sem contar com melhorias destinadas a reduzir os tempos de ajustes e facilitar a manutenção.

    Tais avanços propiciam que os moinhos, indispensáveis nas empresas de reciclagem, sejam utilizados também por um número cada dia maior de transformadores, interessados em equipamentos que, assim como os demais periféricos, possam ser integrados a processos crescentemente automatizados, nos quais eles reduzam as perdas de matérias-primas com o mínimo possível de interferência na rotina produtiva e na qualidade dos produtos.

    Esforçando-se para atender a essas demandas, os fabricantes de moinhos hoje disponibilizam equipamentos capazes de realizar a moagem de praticamente todas as aplicações, seja qual for a resina utilizada, bem como seus formatos e dimensões. Ou, seja, disponibilizam equipamentos concebidos para moer de maneira eficaz aplicações mais e mais específicas de resinas.

    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Cerri: desenho do equipamento deve ser adequado a cada caso

    A fabricante de moinhos Rone, por exemplo, hoje oferece 28 versões diferentes de moinhos apenas na faixa dos equipamentos com motor de 20 hp (potência muito demandada no mercado nacional). Nelas, variam o formato da câmara de moagem, a quantidade e a inclinação das lâminas de corte, o desenho da rosca na qual são fixadas essas lâminas, entre diversos outros itens.

    Especificamente desenhado para uma determinada peça, ressalta Ronaldo Cerri, diretor da Rone, um moinho mói com menos perdas consumindo menor quantidade de energia. “Há moinhos com a mesma capacidade e a mesma potência de motor, mas que travam com determinados tipos de peças, ou nos quais algumas peças ficam ‘boiando’ ou ‘pipocando’, como também se diz, gerando tanto perda de produtividade quanto risco de segurança, pois será preciso mexer na peça causadora do problema”, diz.

    Moer uma bombona de 200 litros, exemplifica Cerri, é diferente de moer a mesma quantidade de material na forma de borra. “Nesse último caso, as lâminas precisarão realizar algo semelhante à fresagem do material, enquanto a bombona precisará ser abraçada para ser moída”, explica o diretor da Rone, empresa que disponibiliza, no total, cerca de duzentos modelos de moinhos, e desenvolve outros sob medida.

    Assim, recomenda Ricardo Prado, vice-presidente para América do Sul da Piovan, moinhos devem hoje ser analisados como soluções para necessidades específicas, não como equipamentos de uso genérico. Afinal, embora possam parecer similares uns aos outros, variam muito em quesitos como qualidade do material moído, emissão de ruído, segurança, consumo de energia e durabilidade, entre outros. “Um moinho também não é mais um componente separado, ele faz parte de um sistema no qual deve trabalhar mantendo a produtividade e a qualidade do produto final”, ressalta.

    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Prado: moinho faz parte do sistema de produção do cliente

    Alguns processos, prossegue Prado, podem exigir ações anteriores à moagem, como a trituração das peças ou a separação de metais (tarefas que podem ser feitas, respectivamente, por trituradores e separadores de metais). “Na produção de peças transparentes não pode haver nenhum pó, que pode gerar pontos pretos; temos equipamentos para separar pó, muito procurados pela indústria de embalagens de PET e para aplicações transparentes de PC ou acrílico”, destaca o diretor da Piovan.

    Plástico Moderno - Moinhos evoluem para oferecer mais eficiência e segurança - Economia circular ©QD Foto: Divulgação

    Modelo G17 foi criado para operar ao lado das injetoras



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