Economia circular – Gestão de RSU precisa melhorar

Denominado Modelos de Negócios para Aprimoramento da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil, o estudo realizado por Abiplast e ABDI se fundamentou em análises realizadas em três cidades da Grande São Paulo: Guarulhos, Barueri e Cajamar (respectivamente, de grande, médio e pequeno porte).

Divulgados há pouco mais de um mês, seus primeiros resultados parecem pouco auspiciosos.

Em Barueri, por exemplo, há coleta seletiva em 100% do território, mas o índice de recuperação de resíduos recicláveis é de apenas 4%.

Em Guarulhos, onde vivem mais de um milhão de pessoas, essa coleta começou a ser implementada no ano passado e esse índice não chega a 1%.

Cajamar nem tem coleta seletiva, nem recuperação detectável de resíduos.

Para estabelecer modelos otimizados de gestão de RSU o estudo propõe, entre outras iniciativas: remuneração fixa para os catadores; uso de tecnologias digitais tanto para engajamento da população quanto para monitoramento e gestão dos resíduos; adoção de múltiplos sistemas de coleta e de tecnologias mais modernas de triagem; modelos de governança envolvendo todos os elos da cadeia de geração e reaproveitamento de resíduos.

Economia circular - Gestão de RSU precisa melhorar ©QD Foto: iStockPhoto

E indica que, adotando medidas desse gênero, ou algumas delas, em Barueri o índice de recuperação de resíduos poderia chegar a 50%, com o custo da coleta seletiva baixando dos atuais R$ 751 para R$ 313 por tonelada.

Por sua vez, Guarulhos, com um acréscimo inferior a 7% em sua atual verba de gestão, conseguiria levar coleta seletiva para 100% da população.

Os resultados e as conclusões desse estudo estão agora sendo apresentados a gestores municipais e a operações privadas.

“A ABDI participa desse processo, ajudando a mobilizar os municípios e abrindo espaço para projetos relacionados à gestão de resíduos sólidos em editais relacionados de cidades inteligentes, não há cidade inteligente sem essa gestão”, diz Teixeira, da Abiplast.

“Assim como acontece nas áreas de saúde e educação, as políticas públicas de gestão de resíduos urbanos precisam ser customizadas para a realidade de cada município”, acrescenta.

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