Embalagem Plástica Flexível fica mais Reciclável e evolui para Facilitar a Reciclagem: Economia Circular

Embalagem Flexível evolui para facilitar a reciclagem

Embalagens plásticas flexíveis acondicionam quantidades crescentes de alimentos, artigos de higiene e limpeza, objetos de uso cotidiano, insumos industriais e agrícolas, entre inúmeros outros produtos.

Apenas no ano passado, informa a Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), no Brasil sua produção somou quase 2,1 milhões de toneladas, equivalentes a quase um terço do total de resinas transformadas no país nesse período, quando cada brasileiro consumiu, em média, 9,7 kg dessas embalagens.

Tamanha grandiosidade não deixaria de fomentar indagações sobre sua sustentabilidade, até mesmo pela quantidade de resíduos que gera.

Mas as embalagens flexíveis também propõem questões específicas para a reciclagem (vertente fundamental da economia circular).

Uma delas: a logística da coleta desses resíduos, geralmente leves, dificulta a reciclagem mesmo das embalagens monomateriais (quase sempre de PE, PP, PET ou PVC).

Questiona-se também a viabilidade da reciclagem das embalagens multimateriais, que combinam diversas resinas, e contribuíram decisivamente para a expansão das embalagens flexíveis.

Essa contestação da reciclabilidade das embalagens multimateriais é, porém, refutada por Leda Coltro, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos – Ital.

Leda Coltro, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos – Ital Plástico Moderno - Embalagem flexível evolui para facilitar a reciclagem ©QD Foto: Divulgação
Leda Coltro, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos – Ital

“Desenvolvemos para a Rede de Cooperação para o Plástico um estudo técnico que avalia a reciclabilidade das embalagens plásticas, rígidas e flexíveis.

Ele mostrou que várias embalagens flexíveis, inclusive com mais de um material, são perfeitamente recicláveis”, enfatiza.

O estudo, diz Leda, gerará um software a ser lançado no Brasil que poderá avaliar, em uma escala de A a E, a reciclabilidade das embalagens, e tomou por base o software Recyclass, da União Europeia, adaptado para a realidade brasileira.

“Embalagens flexíveis de PE ou PP com um percentual máximo de plástico que confere barreira – como poliamida ou EVOH – são recicláveis também. E as empresas buscam respeitar esse limite, até porque esse material de barreira geralmente é mais caro”, ressalta Leda.

Reciclabilidade de embalagens com poliamidas (PA)

A reciclabilidade de embalagens com poliamidas (PA) é ratificada por recente estudo feito pela UBE com um filme de cinco camadas com 15% de copoliamida, que mostrou que a presença de PA não compromete a reciclagem do filme na cadeia do PE.

Esse percentual de 15% de poliamida, observa José Angel Prieto, engenheiro de serviços técnicos da UBE, é usual nas embalagens.

José Angel Prieto, engenheiro de serviços técnicos da UBE Plástico Moderno - Embalagem flexível evolui para facilitar a reciclagem ©QD Foto: Divulgação
José Angel Prieto, engenheiro de serviços técnicos da UBE

“Mas nossos estudos mostram que mesmo com 30% de poliamida a embalagem pode ser inserida na cadeia normal de reciclagem de polietileno”,

destaca o profissional da UBE, empresa que fornece poliamidas para stand up pouches, sacos a vácuo, termoencolhíveis, entre outras embalagens flexíveis.

Leia agora a segunda parte desta reportagem: Só Polietileno nas embalagens, se possível: Reciclagem de Embalagens – Parte II: Economia Circular

 

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