Catadores perdem receita

Economia circular: Catadores perdem receita

Como não poderia deixar de ser, a queda na demanda por resinas recicladas se reflete nas atividades dos catadores que, de acordo com Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), vêm comercializando o material que coletam por valores até 50% daqueles obtidos no ano passado.

“Grande parte dos catadores hoje não recebe nem um salário mínimo por mês”, lamenta o presidente da Ancat, entidade gestora de um programa denominado Reciclar pelo Brasil, que no ano passado integrou cerca de 6,2 mil catadores de todo o país na coleta de 115 mil toneladas de materiais recicláveis.

Como medidas de estímulo à atividade de catadores e cooperativas – e de toda a cadeia da reciclagem –, ele sugere leis que determinem percentuais mínimos de materiais reciclados nos produtos, com um arcabouço tributário mais favorável à cadeia.

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Requer ainda um sistema de remuneração que considere o volume de material coletado e também os serviços prestados pelos catadores.

Economia circular: Catadores perdem receita ©QD Foto: iStockPhoto
Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat)

“Além de um serviço ambiental que interessa a todos, fazemos trabalho de coleta seletiva que deve ser feito pelos municípios e de logística reversa, que é obrigação das empresas. Precisaríamos ser remunerados por isso, mas apenas vendemos, por um preço muito baixo, os materiais que coletamos”, diz Rocha.

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