Economia

Economia circular – Aumento de escala estimula seleção automática

Antonio Carlos Santomauro
27 de julho de 2020
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    Plástico Moderno - Vianna: população deixa pouca quantidade de resíduos para coleta seletiva em São Paulo

    Vianna: população deixa pouca quantidade de resíduos para coleta seletiva em São Paulo

    Separar e classificar – Para separar e classificar materiais com valor comercial provenientes da coleta seletiva realizada na cidade de São Paulo – plásticos, vidros, metais, papel e papelão –, a empresa Loga mantém uma central de triagem capaz de processar 250 t/dia, onde combina sistemas mecanizados com o trabalho de 50 a 60 integrantes de uma cooperativa.

    Na vertente da automação, essa central tem um trommel, peneiras rotativas para extração de partículas finas, separador balístico que aparta as peças tridimensionais daquelas feitas com duas dimensões. “Esse material 2D passa então por uma bomba de sucção, que separa os filmes plásticos do papel”, relata Francisco Vianna, responsável pelo Planejamento e Operação da Loga.

    Para o plástico, há um equipamento de leitura óptica que separa três resinas: polietileno, polipropileno e PET. Nas esteiras destinadas a cada uma delas, profissionais da cooperativa realizam a separação por cores, juntamente com um controle de qualidade e uma separação mais acurada, que retira materiais como XPS (poliestireno expandido), também reciclável.

    Atualmente, a Loga é responsável não apenas pela coleta seletiva, mas também pela coleta domiciliar e dos resíduos dos serviços de saúde em metade da capital paulista (a outra metade fica com a concessionária Ecourbis, que também tem uma central de triagem). Processa, a cada dia, entre 130 t e 140 t de resíduos provenientes de coleta seletiva.

    A capacidade total da central de triagem, de 250 t/dia, não é ainda preenchida, explica Vianna, em decorrência de um conjunto de fatores. Um deles, a quantidade ainda insuficiente de materiais destinados pela população à coleta seletiva. Outro, a enorme concorrência de catadores informais, que recolhem muitos materiais antes da passagem dos veículos da Loga. Além disso, por enquanto a empresa só realiza a coleta seletiva em 65% do território sob sua responsabilidade.

    Plástico Moderno - Vianna: população deixa pouca quantidade de resíduos para coleta seletiva em São Paulo

    Vianna: população deixa pouca quantidade de resíduos para coleta seletiva em São Paulo

    O material que a empresa recolhe na coleta domiciliar (não-seletiva) vai diretamente para aterros, sem nenhum trabalho para o reaproveitamento de seus materiais. Um enorme desperdício. “Nossa coleta domiciliar recolhe diariamente 5,5 mil toneladas de resíduos, não dá para confrontar diretamente esse volume com o da coleta seletiva, pois ele é molhado. Mas creio que algo entre 30% e 40% desse material poderia ser reciclado”, estima Vianna.

    Assim, pelo menos 4 mil das 11 mil toneladas totais de resíduos coletados diariamente em São Paulo, ele calcula, poderiam ser reciclados. “Reciclamos cerca de 300 t/dia”, especifica o profissional da Loga.



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