Diversificação e presença de estrangeiros animam as vendas

Feiplastic

Reciclagem

O segmento de reciclagem de plásticos poderia estar melhor se a economia vivesse um bom momento. Com a crise, enfrenta dificuldades, mas é dos menos atingidos e com bastante potencial de crescimento. Em pesquisa feita pela Reed Exhibitions, realizada na edição anterior da Feiplastic, a reciclagem foi considerada por 51% dos pesquisados como segmento que gera maior expectativa de negócios.

O tema recebeu espaço especial na edição da Feiplastic, que organizou mais uma Operação Reciclar, iniciativa já levada à prática em edições anteriores do evento.

Com caráter educativo, ela mostrou, em estande de 312 m², como funciona uma planta de reciclagem. Todo o resíduo plástico gerado durante o evento foi coletado e recuperado sob os olhares dos visitantes.

A Braskem foi a patrocinadora master da operação.

Também participaram do projeto as empresas Wortex, Haitian, CGM Soluções para o Meio Ambiente, Alfainjet, Simco, JonWai, Brásia, Tederic, Chenh Song, Flock Color e Ampacet.

Wortex

A brasileira Wortex, uma das apoiadoras do projeto, apresentou como principal atração a linha de equipamentos Challenger Recycler Geração II.

“É uma linha completa com as mesmas características da primeira geração, mas com desempenho melhorado. O conjunto ficou mais preciso, permite economia de energia e é operado com menor custo de manutenção”, afirma o diretor Paolo de Filippis.

Plástico Moderno, Nova geração do sistema de reciclagem Challenger, da Wortex
Nova geração do sistema de reciclagem Challenger, da Wortex

A empresa italiana Amut mantém no Brasil uma parceria com a Wortex. No caso de equipamentos fabricados na Itália, a empresa nacional atua como representante. Quando necessário, a Wortex fabrica no Brasil produtos com a marca italiana.

Na Feiplstic, a Amut também divulgou três linhas de produtos. Uma delas, com tecnologia inovadora, é usada para retirar rótulos das garrafas PET. Também foram apresentadas linhas de extrusoras e termoformadoras. “Com esses três equipamentos demonstramos que estamos prontos para atender os clientes com soluções que vão do tratamento do lixo até a produção de embalagens”, explica Angelo Milani, diretor comercial.

Tomra

A novidade divulgada pela norueguesa Tomra foi um equipamento capaz de separar diferentes tipos de plásticos reciclados quando já estão granulados. Ele é indicado para empresas interessadas em trabalhar com materiais recuperados de elevada pureza. Funciona com sensores que operam em altíssima velocidade, capazes de escanear e identificar os elétrons dos materiais a serem separados – os elétrons configuram uma espécie de “impressão digital” de cada tipo de material. A empresa oferece equipamento similar para ser usado com embalagens pós-uso, que diferencia e separa os diversos tipos de plásticos, inclusive por cor.

Made in China

Vários fabricantes chineses de injetoras chamaram a atenção de quem passeou pelos corredores do ExpoCenter Norte. São empresas com algum tempo de atuação no mercado nacional, que contam por aqui com galpões dotados com máquinas de estoque, peças para reposição e toda estrutura de assistência técnica.

Haitian

Uma dessas marcas é a Haitian, há 15 anos no país. A empresa divulgou com destaque a linha Zeres (da Zhafir Plastics Machinery), formada por modelos de 40 a 1.380 toneladas de força de fechamento.

A máquina possui sistema de extração e macho acionados por componentes hidráulicos, e abertura, fechamento, dosagem e estrutura de injeção com movimentos de acionamento elétrico.

“No Brasil somos os pioneiros a adotar essa tecnologia”, afirma o gerente comercial Roberto Melo. A empresa também oferece as linhas Venus (40 a 1.380 t) e Jupiter (450 a 8.800 t), além de robôs e demais periféricos necessários para a automação do processo.

Alfainjet

“Nosso lançamento é a série de máquinas BS-III Servo Motor, com unidades de 60 a 1.800 toneladas de força de fechamento”, informa Renata de Freitas, diretora da Alfainjet, no mercado nacional desde 2009.

As máquinas têm sistemas de fechamento mecânico de cinco pontos voltados para encostar as placas da ferramenta e quatro cilindros hidráulicos que promovem a pressão final no fechamento.

Conta com apenas um cilindro de injeção e servo motor hidráulico. Seu comando é fabricado pela austríaca Keba.

A empresa também oferece as linhas BH (120 a 1.800 t) e BU-Ultra Max (500 a 6.800 t) e moinhos, termorreguladores, misturadores e outros periféricos.

Chen Hsong

A Chen Hsong lançou no Brasil a série Focus, de 60 a 560 toneladas de força de fechamento.

“As máquinas são dotadas com servo motor, que garante maior produtividade com economia de energia elétrica”, afirma Luis Guerra, gerente comercial.

Ele dá ideia da velocidade do equipamento.

“Aqui na feira conseguimos injetar um copo de parede fina em oito segundos”. O carro chefe das vendas da empresa no Brasil é a injetora Easy Master (80 a 560 t), em versões com ou sem servo motor. “Temos vários outros modelos, com máquinas de até 6.500 toneladas”.

Alfamach

A Alfamach representa no Brasil a marca de injetoras chinesas Yizumi. Na Feiplastic, a empresa apresentou para o mercado brasileiro a linha FE, de máquinas totalmente elétricas, formada por modelos com força de fechamento de 60 a 260 toneladas.

Plástico Moderno, Injetora chinesa Yizumi aplica servo motores no fechamento
Injetora chinesa Yizumi aplica servo motores no fechamento

“As máquinas têm design de coluna sem contato, unidade de fechamento de baixo amortecimento e servo motor de alto desempenho”, informa o gerente Marcelo da Silva. A empresa também produz moldes para injeção de pré-formas de PET e para peças de paredes finas.

Equipamentos nacionais

Prejudicada pela concorrência da Plástico Brasil, a Feiplastic contou com presença tímida dos fabricantes nacionais de equipamentos.

Maqplas

A Maqplas, empresa de máquinas para embalagens flexíveis, lançou a máquina Stand Up 400, indicada para a produção de embalagens para produtos das indústrias alimentícia, farmacêutica e outras. “Ela possui sete metros a menos de comprimento em relação a equipamentos similares e é totalmente automática”, informa o diretor Ciro Lafaiete Saad.

Primotécnica

A fabricante de moinhos Primotécnica deu destaque para o modelo PTR 300, voltado para borras de plástico de pequena dimensão. A máquina tem tamanho de boca de 300 mm x 300 mm e é ideal para materiais oriundos das operações de injeção e sopro. “Ela tem rotor fechado com facas centradas”, lembra o diretor Julio Victor Casarotti. A empresa também divulgou seus plásticos especiais com a marca Primid.

Plástico Moderno, Moinho PTR 300 é indicado para borras de pequenas dimensões
Moinho PTR 300 é indicado para borras de pequenas dimensões

 

 

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