Armazenamento e Transporte

Distribuição: Vendas em alta animam setor a investir

Antonio Carlos Santomauro
2 de outubro de 2019
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    Resumo do mercado de resinas distribuídas

    Comparativamente ao mesmo período do ano passado, o volume de resinas comercializado neste segundo semestre pelos distribuidores oficiais deve ser cerca de 5% superior àquele registrado no mesmo período de 2018.

    No primeiro semestre, o volume comercializado por esses distribuidores cresceu 3,5%, comparativamente ao mesmo período de 2018; relativamente à segunda metade do semestre do ano passado, o crescimento foi de 5,8%.

    Tiveram maior crescimento no primeiro semestre os negócios dos distribuidores com os plásticos de engenharia, como PA 6 e PA 6.6, PC, ABS, POM e PMMA. No conjunto das duas principais commodities (PE e PP) houve aumento de 3,2% em relação ao primeiro semestre de 2018, e 7,4% em relação ao segundo semestre do ano passado.

    Fonte: Adirplast


    Resina reciclada tem retração

    Plástico Moderno - Aparecido Alves da Silva ©QD Foto: Divulgação

    Aparecido Alves da Silva

    A conjuntura econômica desfavorável prejudica também o mercado de resinas recicladas; percebe-se isso no resultado obtido no semestre recém findo pela Poli Positivo. “Relativamente ao mesmo período de 2018, tivemos uma redução de 51% no volume negociado”, conta Aparecido Alves da Silva, diretor da empresa que recicla polipropileno e comercializa ela própria o produto dessa operação.

    Seu mercado, pondera Silva, sofre também por persistir – em alguma medida até justificavelmente, pois a oferta nem sempre tem a necessária qualidade – uma desconfiança em relação ao PP reciclado. A Poli Positivo, como ressaltou, apresenta diferenciais que asseguram a qualidade de seu produto. Um deles: recicla apenas PP, evitando outras resinas que possam contaminar seus processos, e utiliza PP proveniente de um único tipo de produto, que ele não divulga por razões estratégicas, mas que garante maior homogeneidade na resina reciclada. “Também temos a certificação ISO 14000, que poucos recicladores têm”, acrescenta.

    No segundo semestre, crê Silva, a Poli Positivo deve gerar um volume um pouco maior de negócios. “Um dos mercados nos quais projeto alguma recuperação é o automobilístico, que deve usar mais PP reciclado de alto desempenho em compostos para aplicações como componentes de baterias, sistemas de ar condicionado, para-choques, entre outras”, diz o diretor da empresa, que está se estruturando para obter em 2020 a certificação de qualidade IATF, específica da indústria automobilística.



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