Aditivos e Masterbatches

Distribuição de Resinas: Mercado sofre com a forte penetração de resina importada por empresas oportunistas

Maria Aparecida de Sino Reto
9 de dezembro de 2013
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    Para o próximo ano, Daniela considera a possibilidade de atuação no mercado de plásticos de engenharia, avaliado por ela como uma fatia importante, de boa rentabilidade, e que pode ajudar nos negócios. Em 2013, a Mais Polímeros agregou ao portfólio compostos de polipropileno para aplicações não automotivas, em parceria comercial com a Lyondell-Basell.

    Distribuidora oficial dos polietilenos, polipropilenos e EVA da Braskem e dos poliestirenos da Unigel, além da nova aliada Lyondell-Basell, a Mais Polímeros fica sediada em Cajamar-SP, e possui uma filial em Pinhais-PR. “Manejamos entre 4 mil e 10 mil toneladas entre compra e venda e temos como projeto ampliar nossa presença e o portfólio de produtos para outros estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, comenta Daniela, revelando ter algumas iniciativas bem encaminhadas com parceiros considerados relevantes, nos mercados nacional e internacional, e que poderão resultar em novos lançamentos para o próximo ano.

    Plástico Moderno, Ferraz admite que os negócios ficaram abaixo das expectativas

    Ferraz admite que os negócios ficaram abaixo das expectativas

    Novo negócio – O andamento no campo da distribuição tampouco foi diferente para a Cromex, atuante no setor desde a incorporação da Resinet, no final de 2012. “Não seguiu de acordo com as nossas expectativas”, admite o diretor comercial da área, Celso Ferraz. A compensação ficou por conta da maior ênfase na importação de especialidades, endereçadas a aplicações técnicas nos setores automotivo, de eletroeletrônicos, e construção civil, entre outros. “Temos focado cada vez mais no crescimento das vendas de produtos que proporcionem maior valor agregado aos nossos clientes.”

    Com opinião igual à de outros representantes da distribuição, Ferraz acredita que o crescimento baixo do setor reflete a política econômica do governo, associada ao processo de desindustrialização do país, que tem penalizado o transformador brasileiro de plástico, pouco competitivo com os importados. Para ajudar a mudar esse quadro, ele coloca à disposição da ponta da cadeia um portfólio de produtos inovadores e diversificados, capazes de proporcionar maior valor agregado aos seus clientes.

    Essa carteira de produtos é formada por resinas importadas, tanto as commodities como as especialidades. De acordo com o diretor da Cromex, nem mesmo a elevação da alíquota de importação dos polietilenos (de 14% para 20%, que vigorou por um ano, até o final de setembro de 2013) freou os negócios. “O produto importado tem tido seu espaço e cresceu em volume neste primeiro semestre, demonstrando que o transformador brasileiro tem buscado ser cada vez mais competitivo e não ter dependência do abastecimento”, justifica.

    As importações da Cromex, contudo, carregam marcas globais renomadas: Arkema, Borealis, Chevron, Chi Mei, Invista, Multibase, NatureWorks, Samsung, Sasol, Total Petrochemical, Tronol, Unigel e outras. Desses nomes, dois são recentes: a Multibase, do grupo Dow Corning, com a oferta de TPE, TPO, TPSi, TPSiv e masterbatches siloxanos; e a NatureWorks, produtora mundial de ácido polilático (PLA), termoplástico derivado de fontes renováveis. Ferraz revela que novas parcerias deverão ser anunciadas em breve.

    A estrutura de distribuição da empresa ganhou mais amplitude após a fusão com a Resinet. O fato contribuiu para que a Cromex passasse a contar também com a Bahia para escoar produtos, além dos centros já existentes em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Exceção à regra – Sem qualquer motivo para queixas, o diretor da Polibalbino, Cláudio Balbino, experimenta expansão sucessiva, de 10% ao ano, desde 2009. Em suas palavras: “No primeiro semestre de 2013, nosso crescimento já atingiu 18,4% e para o último semestre nossa perspectiva é de que supere os 20%.” O feito se sustenta, de acordo com suas informações, na conquista de novos clientes em todos os segmentos da indústria, nos preços competitivos e na ampla grade de resinas, das commodities aos plásticos de engenharia, com principal foco neste último segmento. “O mercado de plásticos de engenharia sempre foi o nosso forte, nós nos especializamos nele porque exige mais conhecimento técnico, e esse tipo de conhecimento, infelizmente, é carente no Brasil”, pondera.

    Só os constantes aumentos de preço, que encareceram bastante neste ano tanto as resinas de massa como as especiais, incomodaram Balbino, que buscou uma compensação na oferta de plástico reciclado de origem industrial. “Praticamente para todas as resinas novas que disponibilizamos em nosso portfólio temos como alternativa o mesmo material na condição de reciclado”, relata. Segundo observa, o mercado brasileiro está mais propenso ao uso de material reciclado de qualidade, em consonância com a prática já adotada nos mercados europeu e americano.

    Com sede própria de 2.500 m2 em Guarulhos-SP, a Polibalbino distribui resinas da Braskem, Invista, Ticona, Sasol, Sabic, Repsol, Basell, Formosa, Chimei, Honan, Kumho, Mazzaferro, entre outras marcas. Com problema de espaço físico, o seu diretor planeja construir nova fábrica de 3.500 m2 em 2014.



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