Aditivos e Masterbatches

Distribuição de Resinas: Mercado sofre com a forte penetração de resina importada por empresas oportunistas

Maria Aparecida de Sino Reto
9 de dezembro de 2013
    -(reset)+

    Persistência – As metas de crescimento, de 4,2% em volume e 3% na margem de contribuição, projetadas para este ano pela Replas, como aconteceu com a maioria dos distribuidores, até agora ficou só no papel, muito embora seus diretores, Marcos e Marcelo Prando, ainda esperem atingir os números prognosticados até o final do ano. Segundo eles, o avanço não aconteceu por causa de diversos fatores: maior agressividade do produtor local; práticas “não ortodoxas” por parte de algumas revendas, aviltando os preços das resinas; e aumento da importação de produtos acabados, entre outros. Até agora, a empresa só conseguiu manter o volume nos mesmos níveis do ano passado. Os diretores apontam os segmentos de descartáveis e higiene e limpeza entre os que cresceram. Na contrapartida, o moveleiro e o calçadista encolheram. “Notamos uma queda substancial.”

    As importações representam parcela importante do faturamento da Replas. Exceto a Videolar, todos os seus outros parceiros são do exterior. “A importação continua sendo um diferencial e a base dos nossos negócios; e podemos afirmar que é de suma importância para o equilíbrio e a manutenção dos preços no mercado brasileiro”, defendem seus diretores. Ambos concordam que as revendas predatórias continuam sendo a maior dificuldade do mercado.

    Desde 2011, a Replas destina investimentos em uma nova unidade destinada a comercializar os filmes de poliestireno biorientado (BOPP) produzidos pela Videolar, sua parceira. “Este ano marca a consolidação dos esforços e investimentos feitos para um importante segmento de mercado, onde vamos oferecer aos usuários de filmes uma estrutura apta a atender com rapidez e eficiência às suas necessidades, com filmes transparentes, metalizados e perolizados, destinados aos processos de laminação, impressão e outros.”

    A Replas também dispõe de uma unidade central de distribuição em São Paulo, em local estratégico, próximo de todas as rodovias e do Rodoanel, com capacidade para armazenar cerca de 9 mil toneladas mensais. “Ao lado contamos com a nova unidade de BOPP, que possui uma estrutura autônoma de atendimento e capacidade de armazenamento de cerca de 1.500 toneladas de bobinas”, informam os diretores. A empresa ainda tem um centro de distribuição, completamente estruturado para atendimento comercial em Itajaí-SC, e escritórios de vendas em Porto Alegre-RS, Caxias-RS, Curitiba-PR e Bauru-SP.

    Plástico Moderno, Volume semestral de resinas distribuídas

    Volume semestral de resinas distribuídas

    Prejuízo com os PEs – O desempenho no primeiro semestre deste ano deixou a desejar também nos recintos da Mais Polímeros e sua diretora, Daniela Dias J. A. Guerini, igualmente tenta uma recuperação na reta final deste ano. Segundo conta, a empresa amargou uma retração de 12% no volume de vendas e de 14% no faturamento, e os meses de julho a setembro mantiveram a tendência de queda. “Perdemos um volume de vendas aproximado de 3 mil toneladas.” Ela espera recobrar as vendas de PP, EVA e PS, mas admite como certa a diminuição nos negócios de polietileno. “Com a não renovação do antidumping e a consequente queda da alíquota de importação de 20% para 14%, deveremos encerrar o ano com uma perda de vendas próxima a 30% nesta resina”, lamenta. Ajudaram os negócios ao longo do ano os segmentos de cosméticos, farmacêutico, higiene, limpeza e alimentício.

    Quanto à importação, Daniela se queixa da falta de fiscalização no cumprimento da legislação nos estados que continuam com a prática de incentivos. “As resinas acabam sendo direcionadas para outros estados e competindo no mercado local com preços muito abaixo da realidade de custos e de práticas que precisamos cumprir. Isto criou, principalmente em 2013, um desequilíbrio muito grande nos preços, comparativamente falando.” A situação complicada foi enfrentada por ela com o enxugamento das estruturas e redução nos custos. “Buscamos sinergias com as petroquímicas parceiras, enfim, tudo o que está no nosso alcance para sermos competitivos.”



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *