Plástico

Distribuição – Novas mudanças alteram o perfil do mercado varejista de resinas

Maria Aparecida de Sino Reto
8 de fevereiro de 2011
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    A distribuidora possui sete unidades e área total de 21 mil m²: São Caetano do Sul-SP (matriz), Mauá-SP, Caxias do Sul-RS, Joinville-SC, Londrina-PR, Rio de Janeiro-RJ e Jaboatão dos Guararapes-PE. Somadas, dispõem de 200 mil toneladas anuais de movimentação logística e 100 mil (inclusas 30 mil advindas da Unipar) de entrega. Oferece contact centers regionais e dispõe de 35 veículos.

    Com 11 bandeiras representadas (Quattor, Basf, Unigel, Bayer, MaterialScience, Lanxess, IRPC, Formosa, Eastman, Cromex e Kraton, além de produto próprio, sob a marca Actplus), conta com 27 representantes externos, gestão diferenciada entre commodities (polietilenos, polipropilenos, poliestirenos e EVA) e resinas de engenharia. O portfólio ainda inclui aditivos, masterbatches, compostos e elastômeros.

    É hora de se fortalecer – Os investimentos em aquisições, ampliação de portfólios, logística e no atendimento pré e pós ao cliente sinalizam uma distribuição fortalecida e alinhada com as mudanças exigidas pela consolidação da indústria petroquímica. E essa tendência deve permanecer neste e nos próximos anos, no entender dos atuantes no ramo.

    Estabelecida como distribuidora nacional, a Piramidal agora tem novos desafios: “A consolidação e o aumento de nossa participação nas regiões, em especial no Nordeste”, revela Cataldi. Mesmo diante de um cenário ainda um pouco adverso. “Este ano será ainda de ajustes e muita competição, não será um ano fácil para a distribuição de resinas”, admite.

    A entrada em operação de novas capacidades produtivas de commodities no Oriente Médio e Ásia pressagiam maior pressão nas margens operacionais da indústria petroquímica, o que deve, ao menos indiretamente, refletir na distribuição. O real sobrevalorizado constitui outro capítulo desta história. “A distribuição precisa ser mais eficiente e atuar com excelência, garantir o abastecimento nacional”, diz o diretor da Piramidal. No ano passado, a Piramidal renovou e redesenhou a sua frota, adequando-a à nova realidade do mercado, considerando fracionamento, áreas restritas e outros aspectos. Segundo Cataldi, a empresa tem estrutura de custos muito competitiva e controle absoluto sobre formação de preços e margens de operação. “Está passando com resultados abaixo do esperado, mas com muita saúde e disposição.” Prova disso: promete para este ano várias linhas de produtos.

    “O segmento de distribuição deve continuar crescendo, tanto o nacional como o importado; o Brasil caminha para uma maior e melhor competitividade global e não será muito diferente disso no médio prazo”, prevê Gonçalves. Na opinião dele, um alinhamento estratégico entre petroquímica, distribuição, transformação e governo deve tornar a indústria do plástico mais forte, com musculatura suficiente para reverter a balança deficitária dos transformados plásticos.

    Fruto de investimentos realizados desde 2009, a Activas conseguiu elevar volume e faturamento ao redor de 25% no ano passado. Mesmo assim, não escapou do aperto nas margens. “Foram restritivas pela alta competitividade e pela nossa gestão de reinvestimentos na operação, sem comprometer a qualidade e os nossos diferenciais: sempre entregamos o que prometemos aos nossos clientes”, assegura Gonçalves.

    Além da compra do fundo de comércio da Unipar, a unidade de Londrina-PR e o crescimento de participação no mercado brasileiro constituíram outras conquistas da Activas no ano passado. Para 2011, a empresa anuncia desenvolvimentos em resinas de engenharia, especialidades e aditivos, com previsão para o segundo semestre. “Nossas premissas estratégicas envolvem gestão e pessoas, crescimento orgânico, meio ambiente, sustentabilidade e inovação, além de nossa convicção na petroquímica e indústria brasileira”, ressalta Gonçalves.

    A diretora da Mais Polímeros mostra semelhante percepção. Daniela diz confiar plenamente em seus parceiros, que conhecem com exatidão os custos operacionais da distribuição e dos concorrentes internacionais. “Juntos, construiremos uma política comercial sustentável, competitiva, crescente; acredito que este ano a Braskem irá organizar um modelo de distribuição nacional muito alinhado ao seu perfil de empresa sólida, inovadora, sustentável e preocupada com a indústria do plástico”, elogia.

    O seu projeto para este ano prevê a contratação de novos profissionais e investimentos em melhoria na estrutura dos processos, logística, na área técnica, em planejamento e tecnologia de informação. Ainda comemorando a chegada da nova parceira Unigel, Daniela está concluindo outro negócio, no campo das commodities. Os pormenores, porém, prefere deixar para quando finalizar a operação.

    Mesmo perante as adversidades do mercado, o presidente da Sasil enumera diversos fatos que o estão deixando feliz da vida: a conquista da posição de distribuidor nacional, sua presença na nova rede de distribuição da Braskem, o ótimo relacionamento comercial com a Innova e a sua condição de distribuidor exclusivo no país das especialidades da Eastman. “Estamos preparados para competir em qualquer cenário; a oferta de resinas importadas é uma realidade, assim como a questão cambial”, resume. Dificuldades à parte, Cavalcanti aposta agora em novos projetos na unidade de produtos químicos e planeja investir em outras frentes de negócios, como reciclagem.



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