Armazenamento e Transporte

Distribuição: Fidelização dos clientes depende de bons serviços e preços competitivos

Marcelo Fairbanks
28 de novembro de 2014
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    Plástico Moderno, Pinhel: distribuidor deve ser o mais completo possível

    Pinhel: distribuidor deve ser o mais completo possível

    Pinhel admite que a fidelização de clientes de commodities é baixa, diferente do caso das especialidades. “Incentivamos o cliente a olhar o custo e não o preço da resina, ou seja, considerar o atendimento e os serviços agregados ao produto e como isso repercute na operação dele”, destacou.

    O diretor comercial também comentou ser grande o interesse dos fabricantes mundiais de resinas plásticas em ingressar no mercado brasileiro. “O país é visto lá fora como uma boa opção estratégica, tanto pelo tamanho do mercado local quanto pela possibilidade de crescimento”, afirmou. Ele apontou que os Estados Unidos estão em uma fase de suprimento curto de resinas plásticas, mas os planos e desenvolvimento da petroquímica de lá serão acompanhados pelo aumento da manufatura, em escala capaz de recolocar o país como exportador desses itens, sem deixar excedentes exportáveis de resinas, um grande temor dos fabricantes locais desses itens. “A China tem um mercado grande, porém está se concentrando na demanda interna”, informou.

    Próxima do cinquentenário, que será comemorado em 2015, a Cromex prepara o anúncio de novidades, ainda mantidas sob sigilo. Ambas as áreas de negócios serão beneficiadas, segundo Pinhel.

    Questão tributária – A falta de harmonização das regras do IMCS cobrado nos vários estados brasileiros tem motivado a atuação de sonegadores que usam de vários artifícios para burlar o fisco. Alguns estados cobram uma alíquota de 4% sobre o valor das resinas plásticas comercializadas em seus territórios. O Estado de São Paulo, maior consumidor desses itens, cobra 18%. A diferença entre os percentuais é tentadora.

    “Quem burla o fisco se apropria da diferença de 14%, isso é muito mais do que a margem da distribuição, é um fator pior que a variação cambial”, afirmou Pinhel, da Cromex. “A atividade comercial deveria se basear em eficiência logística e comercial, mas hoje virou uma questão fiscal”.

    “Entendemos que a petroquímica nacional é competitiva com a mundial, quando computados o preço da resina, os custos logísticos e a tributação dos importados”, avaliou Cataldi, da Piramidal. “Porém, a sonegação acaba tendo um peso muito importante no mercado, isso é ruim para todos os elos da cadeia produtiva.” Ele alertou para o fato de o transformador também ser responsabilizado pela fraude ao fisco no caso de ser descoberta a ilegalidade praticada por fornecedores desleais.

    “A rentabilidade da distribuição é apertada e a concorrência com sonegadores acaba prejudicando a atividade”, reforçou Gonçalves, da Activas. “Nós fizemos nossa lição de casa, estamos preparados para o que vier, e confiamos no futuro do mercado brasileiro.”

    Cataldi enxerga um mercado difícil para as commodities no país, principalmente pela entrada em grande escala de peças transformadas no exterior, pela redução da demanda por produtos acabados e pela incapacidade de exportação da indústria local. “O preço da resina não é o principal fator que deprime a produção, mas a eletricidade caríssima, os impostos elevados, o custo do trabalho e os juros altos demais; há um problema estrutural da economia do Brasil que precisa ser resolvido com urgência”, afirmou.



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