Armazenamento e Transporte

Distribuição: Fidelização dos clientes depende de bons serviços e preços competitivos

Marcelo Fairbanks
28 de novembro de 2014
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Demanda doméstica trimestral

    Demanda doméstica trimestral

    Operação integrada – Uma visão diferente do negócio é oferecida pela Cromex, que fundiu seu negócio de produção de masterbatches com a Resinet, distribuidora de resinas, no último trimestre de 2012, iniciando operações conjuntas em 2013 já com o nome definitivo de Cromex. A presença de acionistas comuns a ambas facilitou a integração.

    Mesmo com a parte maior do negócio sendo obtida com a venda de masterbatches, item no qual a empresa é líder de mercado, a distribuição de polímeros ganha força, aproveitando a estrutura montada em âmbito nacional. “A sinergia é muito grande entre as áreas, quem compra a resina geralmente pede o master de cor ou de aditivos”, comentou diretor comercial da Cromex.

    Ele aponta uma vantagem para a empresa na aquisição de matérias-primas, em especial nos plásticos de engenharia, atividade na qual o master é feito com a mesma resina distribuída para os clientes. O mesmo se dá com o poliestireno, fornecido pela Unigel também para distribuição. “O PE e o PP que usamos para fazer o master é de fabricação nacional, enquanto nós distribuímos produtos que importamos de alguns bons fornecedores internacionais”, explicou.

    Como salientou, por se tratar de um mercado maior e mais diversificado, obter contratipos de polietilenos é mais fácil do que no caso do polipropileno, mais especificado. Além disso, os polietilenos gozaram de proteção complementar, via impostos de importação, de 14% para 20% até agosto de 2013. O PP manteve a alíquota de 14%, mas a importação foi (e ainda é) agravada por compensações antidumping de valor variado, conforme o país de origem, aplicadas contra os Estados Unidos, Coreia do Sul, África do Sul e Índia.

    Outra sinergia obtida pela Cromex diz respeito ao aproveitamento da mesma estrutura comercial para as duas áreas. Afinal, quem transforma PE e PP usa algum tipo de masterbatch. “Vendemos master para grandes clientes que compram as resinas diretamente dos fabricantes, mas os pequenos transformadores compram o master e a resina conosco”, afirmou. Ele salientou que a ideia da companhia é de oferecer uma solução completa para as necessidades dos clientes. Por isso, introduz no portfólio produtos que possam complementar o suprimento aos compradores: compostos especiais para fios e cabos da Borealis (além dos compostos standard da própria Cromex), silicones Multibase, e compostos para purga de linhas de produção de plásticos da Mould Plus.

    Também a área de análise de crédito, cadastro e cobrança estão consolidadas, agilizando as operações. “Acredito que um distribuidor precisa o mais completo possível, oferecendo resinas, master, compostos, serviços e outros mais, como se faz nos Estados Unidos e Europa”, comentou Pinhel, que tem encontrado boa receptividade por parte dos clientes. “É um caminho para distribuição.”

    A necessidade de adaptação às mudanças de mercado foi enfatizada pelo diretor-comercial da Cromex. “A transformação de plásticos até cresceu um pouco nos últimos cinco anos, embora o mercado industrial brasileiro tenha regredido, mas há mudanças importantes”, afirmou. Ele apontou o uso de filmes cada vez mais finos e a redução paulatina no peso das embalagens dos produtos de consumo, sem prejuízo da sua resistência, fruto do desenvolvimento de novos grades de polímeros. “Isso quer dizer que se usa cada vez menos resina para fazer a mesma quantidade de produtos”, explicou.

    A Cromex espera obter crescimento de vendas neste ano, embora abaixo de exercícios passados, um bom resultado, considerando a influência da Copa do Mundo, das incertezas do período eleitoral e da tibieza da atividade produtiva nacional, que não poupou a indústria automobilística, um grande consumidor de plásticos. “Estamos investindo em novidades, como compostos micronizados para rotomoldagem de peças grandes, como caixas d’água e itens de uso agrícola”, afirmou. A empresa ainda não tem capacidade própria para produzir compostos de poliamidas, mas distribui os fabricados pelas parceiras, no caso a Basf.

    A atuação em especialidades plásticas exige suporte técnico. Para tanto, a Cromex conta com laboratório próprio, na unidade instalada no bairro do Limão, em São Paulo, também usado para a área de masterbatches. Além de apoiar desenvolvimentos de clientes, a estrutura também presta serviços para as distribuídas. “Fazemos serviços de análises e laudos para a Samsung, que nos fornece policarbonato, ABS e suas blendas”, comentou.

    Além disso, a companhia mantém uma equipe própria de especialistas para assistência técnica aos clientes, tanto de master quanto da distribuição, e uma rede nacional de vendedores ligados aos centros regionais. “Temos muitos clientes fora do Sul e Sudeste brasileiros, como o custo de deslocamento é alto, contar com equipes regionais é vantajoso”, explicou.

    A produção também é dividida entre a matriz, no Limão, e a unidade da Bahia, com os centros de distribuição instalados em Pirituba (São Paulo-SP), Santa Catarina e Paraná.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *