Plástico

Distribuição de resinas – Setor recupera capacidade de competir com o fim das importações incentivadas e a valorização do dólar

Maria Aparecida de Sino Reto
1 de agosto de 2012
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    Mesmo com tantas atribulações, ele não perde o bom ânimo: “Nada pior do que já enfrentamos em anos anteriores. Vamos sobreviver, estamos bastante focados no nosso negócio, na gestão da empresa e nas oportunidades no mercado.”

    Baseado na estagnação que caracterizou o setor no primeiro semestre, Mason aguarda mais seis meses mornos, com a atividade ainda sem crescimento, porém estável. No entanto, ele diz, a redução das importações favoreceu a realocação de alguns distribuidores. “Não houve crescimento na demanda, só rearranjo interno de fatias de mercado”, comenta.

    SETOR ENCOLHE EM VOLUME E FATURAMENTO

    O mercado distribuidor de resinas termoplásticas enfrentou um dos seus momentos mais difíceis nos seis meses iniciais deste ano, em aferição efetuada pela Maxiquim Consultoria. O resultado da pesquisa mostra queda de 9,1% no desempenho do setor, em relação a idêntico período em 2011 e baixa no faturamento superior a 5%. Comparado com anos anteriores, o primeiro semestre deste ano foi o menor, desde 2009.

    O crescimento nos mercados de PS, PVC e especialidades não foi suficiente para compensar a retração nos segmentos de PEs e PP. Com esse panorama, as empresas associadas à Adirplast entram no segundo semestre com expectativas pouco animadoras. As previsões são de fechar o ano com encolhimento de 8,1% no volume e decréscimo de 5% no faturamento, em relação ao ano anterior.

    A análise da demanda nacional de resinas de PP e PE no primeiro semestre do ano apontou pequena alta, de 2,8%, no comparativo com o mesmo período do ano passado. O desempenho menor, quando equiparado ao segundo semestre de 2011, justifica-se no fato de que a segunda metade do ano historicamente apresenta melhores resultados.

    Também as importações brasileiras de PP e PE, no período avaliado, diminuíram um pouco em relação à venda interna, esta atendida na maior parte por canal direto (via produtor nacional). A participação da distribuição no primeiro semestre deste ano ficou em 10,5% do mercado.

     

    Nova parceira – A Mais Polímeros incorporou ao seu portfólio as linhas de compostos de polipropileno da Lyondell Basell, com exceção para os produtos destinados ao mercado automobilístico. Autopeças à parte, todos os outros segmentos usuários dessas formulações poliolefínicas já podem desfrutar da novidade, anunciada por Daniela.

    As três unidades atuais da empresa (Cajamar-SP, Pinhais-PR e Três Lagoas-MS) somam capacidade mensal de 6 mil toneladas de resinas, provenientes da Braskem e da Unigel (todos os produtos de ambas as fabricantes), destinadas a suprir os mercados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

    “Nossa empresa é familiar, com gestão profissional e dispõe de software de última geração, com controle on-line das filiais”, descreve Daniela. Por conta da queda na rentabilidade no ano passado, ela admite ter revisto projetos de expansão e preferido investir somente em pessoas, até agora. Mas seus planos de voo continuam, com estudos para abrir a quarta filial.

    Os investimentos de Cruz também tiveram foco em pessoas e treinamentos, mas contemplaram ainda a infraestrutura em TI, com o objetivo de, como ele declara, “nos alinharmos à vocação da empresa, no mundo, de trabalhar com especialidades, plásticos de engenharia e oportunidades de novos negócios, de forma que essa experiência seja tropicalizada para aqui no Brasil”.

    Sediada em São Paulo, a Entec possui armazéns em todos os estados do sul do país, além de São Paulo e Recife-PE. É distribuidora oficial da Dow Química (polietilenos), Rhodia (náilon 6.6), DSM (náilon 6), Ticona (POM, PBT e PPS), Unigel (PC e acrílico) e Styron (compostos de polipropileno).

    Como investiu pesado nos últimos anos, Cataldi classifica a estrutura de sua empresa como bem adequada para o momento. Com atuação nacional, a Piramidal possui capacidade de 9 mil toneladas mensais, com centros de distribuição

    Plástico, Wilson Donizetti Cataldi, diretor da Piramidal, Distribuição de resinas - Setor recupera capacidade de competir com o fim das importações incentivadas e a valorização do dólar

    Wilson Donizetti Cataldi: efeito do dólar para reativar a produção é efêmero

    em Santana de Parnaíba-SP (abastece o Sudeste), São José dos Pinhais-PR (atende Paraná e Santa Catarina), Cachoeirinha-RS (para o Rio Grande do Sul), Caxias do Sul-RS (supre a Serra Gaúcha e o Oeste de Santa Catarina), e Recife-PE (para o Norte e Nordeste).

    O portfólio amplo inclui commodities, plásticos de engenharia e masterbatches e aditivos. Da primeira família, distribui as resinas da Braskem e poliestireno cristal e de alto impacto da CBE (Unigel). As especialidades atendidas abrangem: policarbonato e blenda PC/ABS da Bayer; policarbonato, blenda PC/ABS, PBT, ASA, Noryl e outras especialidades da Sabic; ABS e SAN da  Innova e da Styrolution; náilon 6 da Honeywell e 6.6 da Dupont; acrílico da Unigel; e poliacetal da Kepital. A linha de masterbatches e aditivos provém da Cromex.



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