Plástico

Distribuição de resinas – Setor recupera capacidade de competir com o fim das importações incentivadas e a valorização do dólar

Maria Aparecida de Sino Reto
1 de agosto de 2012
    -(reset)+

    Plástico, Ricardo Mason, Diretor da Fortymil, Distribuição de resinas - Setor recupera capacidade de competir com o fim das importações incentivadas e a valorização do dólar

    Ricardo Mason: especuladores cresceram durante a fase do dólar barato

    A situação deve perdurar pelo menos até o início do próximo ano, quando está prevista a unificação do ICMS entre os estados, o que, na teoria, acaba com a “guerra dos portos”. Como explica o advogado especialista em tributos Hélcio Honda, da Honda Estevão Advogados, a resolução SF nº 13, de 25 de abril de 2012, editada pelo Senado Federal (resultado do Projeto de Resolução do Senado nº 72/2010), estabelece alíquota de 4% para o ICMS a partir de primeiro de janeiro de 2013, nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados.

    “A medida atinge o principal ponto combatido pelos estados na ‘guerra dos portos’, o crédito de ICMS transferido ao adquirente na integralidade, 7% ou 12%, sem o correspondente recolhimento no estado importador, fazendo com que o estado de destino ‘pague a conta’ do incentivo concedido ao importador”, informa Honda. Na opinião dele, a redução na margem de incentivos aos produtos importados elevará a competitividade dos nacionais. “Haverá uma equalização da resina importada com a nacional”, ressalta. O mesmo princípio valerá para o produto plástico transformado.

    Otimista, o gerente comercial da Replas acredita que a uniformização do ICMS promoverá organização ao setor ao “alijar as empresas que utilizam de alguma forma a legislação e a guerra tributária em seu único benefício”.

    Daniela também aguarda um impacto positivo ao tornar a concorrência mais justa em todos os mercados. “Inclusive o de produtos transformados plásticos”, comemora. Os reflexos da medida, porém, não devem ser sentidos de imediato, assim como só agora os benefícios do fim dos incentivos em Santa Catarina começam a ser percebidos.

    A equalização do ICMS proporcionará mais equilíbrio para o mercado e mais competitividade para a indústria brasileira, pois, segundo Mason, “colocará todos em um mesmo patamar, na realidade do mercado, afastando os que atuam de forma especulativa”.

    Com grande volume de negócios concentrados em São Paulo, Gonçalves celebra a medida que põe um fim à “guerra dos portos” no país. Com a unificação do ICMS entre os estados, o diretor da Activas espera ganhos relevantes em processos operacionais, pois cada filial poderá atender diretamente seus clientes. “Outro ponto positivo desta ação é a promoção de uma concorrência mais equilibrada entre produtos nacionais e importados no mercado interno”, comenta.

    Reticentes, o gerente-geral da Entec e o diretor da Piramidal acham cedo para avaliar o impacto da nova legislação. Na opinião de Cruz, ainda existem muitas dúvidas quanto à aplicação efetiva da resolução e é preciso aguardar a evolução das discussões em andamento para uma melhor compreensão da medida e suas consequências.

    Também Cataldi prefere esperar a lei entrar em vigor para saber até onde ela gera o resultado esperado de proteger a indústria local. “Existem efeitos que só são percebidos depois que a lei vigora; tudo indica que os produtos brasileiros fiquem mais competitivos, porém só após o primeiro trimestre de 2013 será possível aferir se essa medida trará competitividade à indústria brasileira.”

    Câmbio favorável, ou não? – Além dos incentivos fiscais, os produtos importados ainda contavam a seu favor com o dólar desvalorizado diante do real, uma equação de solução complexa para a cadeia do plástico. A apreciação do dólar aliviou um pouco essa carga pesada da distribuição. Em conjunto, as mudanças impostas em Santa Catarina e a alta do dólar ajudaram a por um freio na competição distorcida.

    Como explica Mason, a oscilação cambial gera insegurança ao importador, mais particularmente naquele que não tem foco no negócio do plástico e aproveita os incentivos como oportunidade de negócios. Embora o dólar valorizado atribua maior competitividade ao produto nacional, o ajuste do mercado demanda um tempo. “A indústria precisa sentir que o cenário irá perdurar”, pondera, lembrando que muitos transformadores deixaram de produzir para

    Plástico, Osvaldo Cruz, gerente-geral da Entec, Distribuição de resinas - Setor recupera capacidade de competir com o fim das importações incentivadas e a valorização do dólar

    Osvaldo Cruz: os incentivos fiscais criaram concorrência desleal

    comercializar produtos importados, quadro que pode ser revertido, na opinião do diretor da Fortymil, mas quando e se houver estabilidade cambial favorável à produção local.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *