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Distribuição de resinas – Rearranjo petroquímico força também o varejo a promover fusões e ganhar musculatura para competir

Simone Ferro
16 de fevereiro de 2008
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    Plástico Moderno, Ricardo Mason, diretor da Fortymil, Distribuição de resinas - Rearranjo petroquímico força também o varejo a promover fusões e ganhar musculatura para competir

    Mason: mudança propicia melhor gestão e eficiência

    O aumento na escala de produção e a garantia de fornecimento parecem irrefutáveis aos olhos dos representantes do setor. Já as questões relacionadas aos preços causam impasse e se mantêm como a principal incógnita. Para grande parte dos representantes do segmento, incluindo o Siresp, o processo de consolidação definitivamente não trará redução nos preços cobrados.

    O transformador está preocupado, e tem razões para isso. “O setor precisa de preço justo, além de não enfrentar problemas de abastecimento. Enquanto essas questões não forem resolvidas, o transformador continuará a reclamar, e com razão. Os preços têm de ser nivelados e o abastecimento regularizado”, ressalta Berghahn.

    A longo prazo, as mudanças, porém, devem favorecer toda a cadeia. “Em qualquer mercado de commodities, a escala é imprescindível. A petroquímica caminhou nesta direção e a terceira geração também irá. Obviamente, o número menor de petroquímicas reduz o poder de barganha do consumidor, mas, por outro lado, traz uniformidade para o mercado, privilegiando a gestão e eficiência das operações”, avalia Mason, da Fortymil.

    Plástico Moderno, Eduardo Sonesso, diretor da SM Resinas, Distribuição de resinas - Rearranjo petroquímico força também o varejo a promover fusões e ganhar musculatura para competir

    Sonesso: distribuição estará ajustada à realidade mundial

    Primeiro a tempestade – Para o diretor da SM Resinas, Eduardo Sonesso, num primeiro momento, a reestruturação da petroquímica vai gerar conflitos no setor de distribuição, principalmente em relação a preços e abastecimento. Porém, após período de adequação e maturação, definirá um cenário melhor que o atual, com distribuidores adequados ao mercado mundial. A petroquímica, por sua vez, terá de adotar mecanismos para baixar seus custos. “A competitividade mundial requer isso.”

    A SM distribui resinas da Dow Brasil e da Polietilenos União, que comprou a planta de PEBD da Dow. “Tínhamos contrato com a Dow e o nosso trabalho no mercado nacional e mundial despertou o interesse da Polietilenos União.”

    Outra questão relevante se refere às importações de resinas. De janeiro a outubro de 2007, o volume importado aumentou 20% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). “As importações de PP cresceram significativamente e foram as mais expressivas”, diz Utrera, da Unipar Comercial.

    O volume importado impacta menos do que a pressão que faz sobre os preços, distorcendo os valores de margens e a rentabilidade. “Isso é ruim, principalmente para os distribuidores que atendem clientes de consumos menores. No caso da petroquímica, que opera grandes volumes, o efeito é bem reduzido”, afirma Sonesso.

     

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