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Distribuição de resinas – Empresas apostam em expansão na rede distribuidora e do portfólio

Simone Ferro
16 de fevereiro de 2008
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    Mason ressalta projetos de investimentos previstos para aumentar em 50% a produtividade dos equipamentos instalados na unidade de Itatiba, e também o início das atividades na unidade industrial do Rio de Janeiro, que deixa de funcionar apenas como centro de distribuição.

    Plástico Moderno, Laercio Gonçalves, diretor, Distribuição de resinas - Empresas apostam em expansão na rede distribuidora e do portfólio

    Gonçalves prepara nova filial e centro distribuidor

    A Activas ampliou o portfólio de produtos e conquistou a bandeira da Eastman, com as resinas de copoliéster e os materiais celulósicos. A empresa conta com um departamento exclusivo para a distribuição dos plásticos técnicos. A linha de compostos também ganhou reforço com quatro novos grades, fabricados na Actplus, empresa do mesmo grupo, instalada em Cajamar-SP.

    Os investimentos realizados em 2007 somam R$ 10 milhões e contemplaram diversas ações, como a ampliação da frota, abertura de novas filiais e centros de distribuição, treinamento de pessoal, entre outras. “O escritório, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, passa a ser o quartel-general do grupo Activas. Hoje a empresa é totalmente verticalizada”, informa o diretor Laercio Gonçalves.

    Em meados de julho, será inaugurada uma nova filial no Rio de Janeiro e um centro de distribuição em Cajamar-SP. Há bases ainda em Mauá-SP, Joinville-SC, Caxias do Sul-RS e Recife-PE. “São pontos de logística integrados, cujo raio de ação favorecerá o atendimento dos principais pólos transformadores de todo o Brasil.” Cajamar entra em operação no meio do ano, com capacidade inicial de 600 toneladas.

    Entre 2006 e 2007, os volumes comercializados cresceram acima de 20%. “As margens ainda não foram recuperadas, a saúde financeira vem do aumento das vendas, principalmente porque reinvestimos na operação, qualificação e ampliação, como no novo prédio em Joinville, entre outras ações.”

    Na avaliação de Gonçalves, os plásticos de engenharia, especialidades e aditivos, normalmente, são cotados em dólar e euro, portanto, mais estáveis, fazendo um preço médio melhor. “A atuação nesse mercado é característica e vocação da Activas, mas virou moda no mercado brasileiro”, critica.

    O portfólio contempla todas as commodities, desde o polipropileno aos polietilenos, EVA e poliestireno. Somam-se a essa lista as resinas de engenharia, especialidades e aditivos, que perfazem um total de 32 produtos de 12 bandeiras autorizadas, entre elas a recém-chegada Eastman.

    No total, são mais de 400 grades de materiais. Só em commodities, são mais de 200 contratipos. “A distribuição nacional passa pela mesma mudança da petroquímica, ressaltando a importância de ganhar escala, atuar nacionalmente e oferecer serviços quantitativos e qualitativos, ou seja, ser um braço dos produtores, ajudando a indústria transformadora a reverter o déficit da balança comercial.”

    Na análise de Gonçalves, os preços acompanharão as tendências internacionais, com aumentos sazonais, em virtude da falta de material, ou de baixa nos momentos de superoferta. “A distribuição de resinas exerce o papel da agilidade, além de ofertar opções de produtos e suporte no desenvolvimento e assistência técnica, somados aos prazos de pagamentos. O que não ocorre com os importados, principalmente nos grades mais específicos.”

    De acordo com Gonçalves, a Activas se prepara para operar no novo cenário da petroquímica nacional há mais de três anos. “O nosso escopo estava desenhado para uma atuação diferenciada e real. Se há duas petroquímicas, há concorrência. Se há distribuidores, há concorrência. E isso é bom. Temos duas grandes empresas brasileiras que se configuram como dois grandes players mundiais. Características dos novos tempos.”

    Produtos próprios e materiais especiais ainda garantem as melhores margens. “Atualmente, a lucratividade das resinas de engenharia está equiparada às principais commodities, salvo pequenas exceções. Porém, quando se trabalha em um desenvolvimento, é possível obter números mais atrativos”, diz o diretor-comercial da Apta Resinas, Marcelo Berghahn.

    Plástico Moderno, Distribuição de resinas - Empresas apostam em expansão na rede distribuidora e do portfólioA Apta distribui vasta gama de matérias de engenharia da Basf, Evonik (ex-Degussa), Solvay e Radici Plastics, como ABS, SAN, PU, poliamidas, além de aditivos da Chem Trend e resina biodegradável. Em 2007, a linha de produtos foi ampliada com o acrílico da Evonik. “Também lançamos, juntamente com nossos fornecedores, algumas novas resinas de alto desempenho.”

    Em 2007, a Apta distribuiu quase 1.800 toneladas de resinas, alta de aproximadamente 35% em relação a 2006. “Esperamos que 2008 seja um ano de continuidade do crescimento, com mercado interno ativo e em alta.”

    Em fevereiro, a Petropol passa a atender também a Região Sul do país, com uma planta instalada na Grande Curitiba-PR. “Inicialmente, atuará com a distribuição e revenda. A fabricação começa em junho de 2008”, diz o diretor-comercial, Rogério Tadiotto. No segundo semestre, o mesmo ocorrerá no estado de Minas Gerais. “Os investimentos não vão parar, ampliando a oferta de produtos sempre mais competitivos.”’

    Dedicada às especialidades e aos plásticos de engenharia, a Petropol aumentou em 44% suas operações de venda em relação a 2006. “O ano passado foi muito bom. Registramos volumes melhores D e, conseqüentemente, elevação do faturamento. Porém, a margem ainda está baixa em virtude do aumento da competitividade”, afirma Tadiotto.

    A empresa trabalha com variada gama de materiais de engenharia, dos quais grande parte é importada. Segundo Tadiotto, as compras externas também aumentaram em 2007, buscando oferecer melhores preços e a ampliação da oferta.

    Estudo inédito mapeia a distribuição

    Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast) divulgou um estudo inédito, denominado “O Mercado Brasileiro de Distribuição de Resinas Termoplásticas 2006 – 2007”, elaborado pela consultoria Maxiquim. O documento traça o perfil do setor, que conta, atualmente, com 19 distribuidoras oficiais associadas à entidade.

    De acordo com o estudo, a distribuição nacional faturou em torno de R$ 2,2 bilhões em 2006, sendo responsável pela comercialização de 459,5 mil toneladas de produtos. A demanda equivale a 10,9% do mercado total de resinas termoplásticas. O setor responde, ainda, pela geração de cerca de 1,5 mil empregos diretos e indiretos.

    A pesquisa traz outros dados relevantes que iniciam o mapeamento do setor que, até então, não contava com estatísticas oficiais. De acordo com o presidente da Adirplast, Wilson Cataldi, as petroquímicas abastecem aproximadamente 1,5 mil grandes transformadores. O restante do mercado, mais de 6 mil empresas de pequeno e médio porte, é atendido pela distribuição.

    Os polietilenos encabeçam a lista dos produtos mais comercializados com 263.057 t, o equivalente a 57,2%. Na seqüência vêm: polipropileno (135.927 t), poliestireno (34.803 t) e PVC (2.640 t). A Região Sudeste responde por 65,1% da demanda. A Região Sul consome 22%, seguida pelo Nordeste com 6,9%, Centro-Oeste com 5,4% e o Norte com 0,7%.

    A Adirplast, fundada em novembro de 2006, surgiu da necessidade do setor de se organizar. Segundo Cataldi, a distribuição oficial adquiriu identidade própria em 2007. “Estamos no caminho certo, promovendo a profissionalização do setor, a integração entre as empresas associadas e, principalmente, o reconhecimento por toda a cadeia petroquímica da importância da atividade de distribuição oficial de resinas plásticas no país”, afirma.

    Entre as ações relevantes da associação, cita a promoção de palestras com executivos das principais produtoras de resinas, além de seminários técnicos. “Todos os eventos planejados foram executados com resultados muito positivos. Estamos elaborando a agenda de 2008 para dar prosseguimento às atividades, nas quais os associados terão sempre a melhor informação do mercado petroquímico, local e internacional”, revela o diretor-comercial da SPP Resinas e diretor-executivo da Adirplast, Carlos Belli. O cronograma prevê workshops de capacitação nas áreas de gestão, fiscal e financeira, entre outros eventos.

    De acordo com o diretor da Premix e presidente do conselho fiscal da Adirplast, Reinaldo Marques, as ações iniciais buscaram a organização interna da entidade. “No estágio atual, estamos focados em mostrar às petroquímicas nosso potencial, importância e a representatividade do setor no cenário brasileiro. É um processo demorado.”

     

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