Plástico

Distribuição de resinas – Agora é a vez do varejo afunilar e concentar o atendimento nos pequenos transformadores

Maria Aparecida de Sino Reto
24 de fevereiro de 2010
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    Os aportes somam até agora cerca de R$ 7 milhões, mas a injeção de recursos ainda dever ir além, em gestão e pessoas, tecnologia de informação e em inovações como caminhões ecológicos, entre outros projetos.

    A reestruturação passou pelo remanejamento dos negócios. No ano passado, Gonçalves criou uma nova área e nomeou um diretor para cuidar especificamente das especialidades. “A tradição da Activas é em plásticos de engenharia, as commodities entraram na carteira posteriormente”, justifica.

    O ano começa com a incorporação de novos produtos. O diretor firmou uma parceria com a IRPC, da Tailândia, uma das maiores empresas integradas do mundo, para a distribuição exclusiva no país de ABS. Assinou também outro contrato de comercialização exclusiva de poliacetal da chinesa Formosa. A Activas ainda foi constituída única distribuidora no mercado nacional, em negócio fechado no final de janeiro com a americana Kraton, fabricante de elastômeros.

    Ao todo, são 11 bandeiras. De commodities, distribui a Quattor (PEs e PP) e a Unigel (PS); e nas especialidades, Bayer (ABS/PC), Lanxess (ABS), Basf (ABS especialidades), IRPC (ABS), Formosa (poliacetal), Eastmann (copoliéster), Cabot (negro-de-fumo), Kraton (elastômeros), Unigel (PC e acrílicos), além de produtos próprios, de marca Actiplus (masterbatch). Gonçalves assegura que ainda virão outras novidades ao longo de 2010.

    Hoje a Activas conta com 120 funcionários e 25 representantes espalhados no país, mesmo em locais onde possui filial. Como atua tanto com commodities como resinas de engenharia, Gonçalves dispõe de duas diretorias, uma para cada área, e uma terceira para cuidar do setor financeiro. Opera, ainda, com sete gerentes de áreas. São sete filiais no país, das quais cinco logísticas e dois escritórios. Sua logística é da ordem de 21 mil m², com projeto para atingir 30 mil m² em 2013. As previsões de Gonçalves para 2010 são de distribuir um volume de 64 mil toneladas e faturar 320 milhões de reais.

    Aposta nas especialidades – Apesar de ter sentido os reflexos da crise econômica, o mercado de polímeros especiais conseguiu ganhar um impulso extra com os incentivos fiscais do governo, em particular à indústria automobilística. “Os plásticos de engenharia vêm crescendo ano a ano no país, é um mercado mais fiel a conceitos técnicos e menos volúvel a preços; em contrapartida, exige atendimento especializado e não traz resultados de curto prazo”, comenta Cataldi. Segundo ele, o desenvolvimento de produto demanda meses e até anos, mas a fidelidade do cliente é muito maior.

    Não à toa, esse segmento ganhou status estratégico nos projetos de crescimento da Piramidal, que firmou no início deste ano uma parceria com a Saudi Basic Industries Corporation (Sabic), uma das maiores produtoras globais de termoplásticos de engenharia, para distribuição exclusiva no país. A distribuidora ficou encarregada de comercializar toda a linha de resinas de engenharia e especialidades da empresa saudita.

    Pouco antes da Sabic, a Piramidal também já havia fechado parceria com a Nitriflex (borrachas nitrílicas) e com a Sarlink (elastômeros e outros insumos). No campo das commodities, distribui PS da Dow e é a principal parceira da Braskem. Além das bandeiras, também importa e revende resinas de petroquímicas importantes, como a Formosa (ABS) e a Keptal (poliacetal). “Outra gama de produtos deve desembarcar em 2010”, antecipa Cataldi.

    Um investimento recente na Piramidal resultou na implantação do software SAP, de origem alemã, para gestão empresarial. Segundo o diretor da distribuidora, trata-se de um dos mais robustos e confiáveis do mundo, que roda nas 500 maiores empresas do planeta. “É o melhor conceituado no mundo em gestão, oferece controle absoluto de toda a operação, proporciona a possibilidade de integração com o mercado internacional e total conectividade com o fornecedor”, ressalta.

    Além de escritório em São Paulo, a empresa dispõe de quatro centros de distribuição: em Santana do Parnaíba-SP, de 18 mil2; em São José dos Pinhais-PR, de 2.500 m²; em Cachoeirinha-RS, de 2.000 m²; e em Caxias do Sul-RS, de 800 m². Sua frota soma mais de 50 veículos. A empresa conta com 160 colaboradores: 120 nas operações de logística e 40 na área comercial e de inteligência do negócio.

    Outra que investiu em ampliação foi a Sasil. O namoro com a Fortymil (ver PM 415, maio de 2009, pág. 22 e PM 418, agosto de 2009, pág. 51) desandou, mas Caribé manteve sua aposta em novas bandeiras. No ano passado, o diretor-comercial incrementou o portfólio com um contrato de distribuição exclusiva para o Brasil do lançamento mundial da Eastman, o copoliéster Tritan, e ainda acrescentou os plastificantes da Elekeiroz. A distribuidora investiu em novos caminhões do tipo trucks e carretas para a sua transportadora (a TQS), ampliou sua área de armazenagem nos centros de distribuição (SP, RJ, MG, SC, RS, BA e PE), desenvolveu novos ferramentais de Business Inteligence (BI) e apostou em programas de qualificação e treinamento dos seus funcionários. No ano passado, a empresa movimentou 44 mil toneladas de resinas.

    Operação especializada – O mercado distribuidor dedicado aos plásticos de engenharia também acabou afetado pela consolidação da petroquímica brasileira. “A resina de engenharia desperta o interesse de grandes distribuidores no segmento de commodities como portfólio de negócios e isso cria uma competição muito acirrada na questão logística e nos preços”, declara o diretor da Thathi, João Rodrigues. Na avaliação dele, essa situação vem se acentuando nos últimos três anos.



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