Aditivos e Masterbatches

Distribuição ampliou vendas – Resinas termoplásticas

Antonio Carlos Santomauro
6 de novembro de 2020
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    Plástico Moderno - Distribuição ampliou vendas - Resinas termoplásticas ©QD Foto: Divulgação

    Respaldado na acentuada recuperação dos negócios da distribuição, especialmente a partir de julho, Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins), confia que 2020 pode até ser um ano comercialmente positivo. “Estamos vendendo mais do que vendíamos na mesma época do ano passado e, ao final do ano, poderemos realizar um volume de negócios até superior ao de 2019”, afirma.

    Não apenas o reaquecimento da economia nacional, mas também a escassez de resinas no mercado global contribuem para essa perspectiva favorável: “Tenho sido constantemente procurado por empresas que só utilizavam resinas importadas querendo comprar resina nacional. Não é possível atender a todas, mas se eu tivesse mais produto poderia estar vendendo mais uns 20% ou 30% do que estou colocando no mercado”, relata Gonçalves.

    Plástico Moderno - Distribuição ampliou vendas - Resinas termoplásticas ©QD Foto: Divulgação

    Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins)

    Entre janeiro e julho último, apontam os dados da Adirplast, as vendas dos associados da entidade atingiram um total de 259.041 toneladas (somando-se todas as resinas e os filmes BOPP e BOPET). Esse volume foi 6,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2019, mas o movimento de recuperação é constante: em julho, as vendas foram 23% superiores às de junho, que já haviam sido 31,1% maiores que as de maio, por sua vez 11,8% superiores às de abril – este, o pior mês na história da associação.

    A pandemia fortaleceu o segmento da impressão 3D, destaca Bruno Oliveira, coordenador de negócios da área de tecnologia para impressão 3D da Additiva, distribuidora de produtos químicos que mantém uma unidade focada nesse mercado. “Ela mostrou que métodos tradicionais de manufatura não atenderiam a necessidade de desenvolver rapidamente dispositivos médicos e hospitalares para o pessoal que estava na frente de batalha”, justifica. “Participamos de diversas ações para produção com tecnologia 3D de equipamentos de proteção individual, como máscaras face shields, respiradores e ventiladores mecânicos desenvolvidos com filamentos do nosso portfólio”, acrescenta Rodrigues.

    Essa tecnologia é crescentemente demandada mesmo por setores já bem estabelecidos e extremamente exigentes com as aplicações que utilizam, por exemplo, as indústrias automobilística e aerospacial, às quais ela proporciona maiores possibilidades de inovação, mais agilidade e redução de custos, entre outros benefícios. “Ela possibilita produzir peças industriais, peças de engenharia, sem necessariamente estar no ambiente industrial, mas no próprio escritório”, complementa o profissional da Additiva, empresa que para impressão 3D distribui os produtos da Basf Forward AM (divisão de 3D da Basf): resinas de engenharia, resinas reforçadas com fibra de vidro ou carbono, filamentos flexíveis, entre outros.



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