Demanda por injetoras aponta estimativas de bons negócios

Brasilplast: Demanda aquecida por injetoras aponta estimativas de bons negócios

– Demanda por injetoras: O setor industrial toma fôlego para manter os níveis de crescimento alcançados no ano passado com vistas a consolidar posições confortáveis no decorrer deste ano, em especial perante as possibilidades oferecidas pela Brasilplast. As vendas se consumaram em ritmo acelerado em 2010, recuperando as baixas de 2009.

Maior demanda de bens de consumo e de bens duráveis, refletiu sobre a venda de bens de capital, como de injetoras, principal termômetro de que o setor da transformação caminha rumo à renovação e à ampliação do seu parque industrial.

Exemplo disso, no balanço do último ano, os números da Romi estiveram em ascensão em todas as áreas de negócios. As vendas de injetoras e sopradoras cresceram 37%, no comparativo entre 2009 e 2010. Os esforços para internacionalizar a marca foram superlativos.

Primeiro, pela reestruturação das várias subsidiárias de vendas e de serviços já instaladas na França, Espanha, Itália, Holanda e Reino Unido, aliada à inauguração de nova unidade, prevista para os próximos meses, no México. Segundo, pela intensa exposição da marca em mercados potencialmente compradores, como Emirados Árabes, Rússia e México, formando um conjunto de ações para expandir os canais de vendas de injetoras produzidas no Brasil e na Itália, após a aquisição da Sandretto, efetivada três anos atrás, e que permite à Romi atuar com a marca no mercado internacional.

“Estamos levando a solidez do grupo Romi para o mundo todo e a nossa bandeira está sendo fincada em vários mercados. No setor de injetoras, a nossa presença no exterior podia ser considerada relativamente tímida, mas, depois da compra da Sandretto, conseguimos ter maior acesso ao mercado externo”, afirma Hermes Lago, diretor comercial de máquinas da Romi.

As sinergias que ainda estão por vir em decorrência da aquisição da Sandretto, segundo acredita o diretor, serão ainda quantificadas, mas um fato é certo: beneficiou a oferta de ampla gama de injetoras, em modelos com forças de fechamento desde 80 toneladas até 3.500 toneladas, abrangendo sistemas hidráulicos, híbridos e elétricos.

“Cobrimos todas as faixas de aplicação e temos domínio sobre todas as tecnologias, para fornecimento aos mercados interno e externo, produzidas exclusivamente no Brasil, com os mais modernos sistemas de fusos de esfera e servomotores, encontrando acesso garantido no mercado global”, considerou Hermes Lago.

Demanda por injetoras: Automação com robôs em alta


Adquirida pelo grupo austríaco Wittmann, em 2008, a alemã Battenfeld teve sua produção de injetoras totalmente transferida da Alemanha para Kottingbrunn, a 50 Km de Viena, na Áustria e, com isso, otimizou ganhos nos custos de fabricação, bem como passou a prover as máquinas de recursos ainda mais avançados na área de automação.

Segundo o gerente de vendas para o Brasil da Wittmann/Battenfeld, Marcos Cardenal, as injetoras estão totalmente integradas com os periféricos por conta da atuação nas duas áreas tecnológicas, o que confere total domínio para atender à demanda atual por injetoras robotizadas, selecionadas por apresentarem estabilidade térmica de processo, o que promove uma consequente estabilidade dimensional aos injetados e também ganhos no ciclo de produtividade.

Plástico moderno, Marcos Cardenal, Gerente de vendas para o Brasil da Wittmann/Battenfeld, Brasilplast 2011 - Injetoras - Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios
Cardenal: procura por injetoras elétricas cresceu

O perfil das empresas que hoje buscam a automação também mudou, ou melhor, se estende não só às de grande porte, mas também às de pequeno e médio, que optam por recursos mais avançados, como robôs, como estratégia para crescer rapidamente, conforme é possível observar em vários setores, como o de conexões, embalagens, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, médico-hospitalares, farmacêuticos, cosméticos, entre outros.

A nova estrutura montada após a aquisição da Battenfeld pela Wittmann beneficiou principalmente o comprador de sistemas de injeção, que pode contar com custos mais atrativos e com um pacote completo de opções em máquinas com forças de fechamento desde 5 toneladas até 1.600 toneladas, dotadas de ampla gama de periféricos de alta tecnologia.

Nas estimativas de Cardenal, os custos dos componentes eletrônicos também estão bem mais acessíveis, em torno de 20% menores, em comparação com os custos encontrados dez anos atrás. Além disso, os atuais sistemas de controle das injetoras de primeira linha operam sob plataforma Windows.

Confirmando o período de aquecimento vivido pelo país, ele destacou a grande representatividade do Brasil no cômputo geral das vendas do grupo, a exemplo dos níveis de comercialização alcançados no ano passado – cerca de cem injetoras somente para atender o mercado interno.

Um dos indicadores de que os compradores estão buscando tecnologias avançadas é o crescimento da demanda por injetoras elétricas, com forças de fechamento desde 55 toneladas até 300 toneladas, preparadas até mesmo para operar em salas limpas. “Alguns anos atrás, apenas comercializávamos injetoras elétricas na Europa e, hoje, a procura no Brasil está bem mais sólida”, compara o gerente.

Além de economizar energia, o principal atrativo oferecido pelos sistemas de injeção elétricos fabricados pela Wittmann/Battenfeld é o sistema de isolamento da lubrificação da máquina, concebido para impedir a contaminação dos injetados.

Nesse segmento, as injetoras elétricas da série EcoPower, desenvolvidas pelo grupo, agregam um sistema de fechamento denominado Kers – Kinetic Energy Recovery System. Bastante conhecido em aplicações feitas em carros de corrida da Fórmula 1, o sistema Kers proporciona aos usuários uma economia adicional de energia, podendo chegar até 40%, e que consiste na sua recuperação por meio da desaceleração da placa de fechamento, bem como no decurso da desaceleração, possibilitando aos motores elétricos atuar como geradores de energia.

“O sistema Kers possibilita que a eletricidade gerada seja armazenada em capacitores ou transferida para a injetora através de um circuito elétrico intermediário e, dessa forma, toda a energia empregada no fechamento da injetora, no caso da EcoPower, é convertida em energia, e com a vantagem adicional da máquina ficar em funcionamento mesmo durante as pequenas quedas de energia”, explica Cardenal.

Outra inovação que deverá beneficiar a qualidade e o acabamento superficial dos injetados denomina-se variomold e consiste na moldagem por injeção em ciclo rápido, envolvendo aquecimento e resfriamento.

Segundo Cardenal, os injetados produzidos por método convencional de injeção podem apresentar defeitos, como falhas, juntas frias, marcas de fluxo, marcas de solda e fibras aparentes, que terão de ser eliminadas por processos posteriores à injeção, como pinturas.

Com o uso de variomold, entretanto, a temperatura do molde de injeção é aquecida de forma predeterminada e mantida constante até o preenchimento total da cavidade. E, numa etapa seguinte, o circuito responsável pelo aquecimento do molde é comutado para o sistema de refrigeração onde circula a água resfriada, resultando na injeção de um produto com superfície brilhante, sem marcas de superfície, e sem a necessidade de se realizar operações secundárias para a correção de problemas, uma vez que isso não ocorrerá.

As injetoras hidráulicas também evoluíram sob o aspecto de economizar energia, cujos gastos são cada vez mais preocupantes para as indústrias, principalmente pelos níveis de desembolso.

“Desenvolvemos uma injetora hidráulica de alta precisão e com acionamento servoelétrico que propicia altos ganhos de economia de energia, consistindo na mais nova versão de máquinas providas de servodrive, ou seja, de motores elétricos para acionamento das bombas hidráulicas”, informa Cardenal.

As novas tecnologias de injeção desenvolvidas pela Wittmann/Battenfeld, segundo Cardenal, agregam benefícios de qualidade e de produtividade importantes tanto para os transformadores europeus, como para os transformadores brasileiros, sem distinção, porque, conforme afirmou:

“Em se tratando de injetoras, tudo que é bom para a Europa é também bom para o Brasil e, nesse sentido, contaremos com a Brasilplast para mostrar e provar.”

Plástico moderno, Kai Wender, Diretor da Arburg no Brasil, Brasilplast 2011 - Injetoras - Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios
Wender: nova ferramenta facilita o ajuste da máquina

Demanda por injetoras: EUA ficou para trás

De acordo com a aferição da conceituada alemã Arburg, a demanda por injetoras no Brasil está mais aquecida do que nos Estados Unidos.

“Muitas máquinas foram renovadas em 2010 e nossas vendas no mercado brasileiro aumentaram em 27% em relação a 2009, quando ainda sentíamos os reflexos da crise financeira iniciada em 2008”, constata o diretor da Arburg no Brasil, Kai Wender.

Nos últimos anos, os percentuais de participação das injetoras elétricas sobre as vendas totais da empresa se aproximaram de 10%, enquanto as injetoras híbridas cresceram em participação nas vendas mais rapidamente, alcançando percentuais de 15% ao ano. Segundo Wender, isso ocorreu porque as híbridas reúnem vantagens relativas à precisão e ao baixo consumo de energia conferidos pelos acionamentos elétricos, aliados à robustez oferecida pelos sistemas hidráulicos, características que conquistam a preferência das indústrias e dos transformadores do setor de embalagens.

Com produção verticalizada em Lossburg, na Alemanha, a empresa também colhe resultados positivos nas vendas globais, principalmente pela alta repetibilidade apresentada pelos sistemas de injeção e pela capacidade de autorregulagem do processo em combinação com a alta produtividade das máquinas.

“As nossas máquinas elétricas e híbridas apresentam velocidades em combinação com os movimentos simultâneos, o que resulta em tempos de ciclo curtos e no menor consumo de energia”, informa o diretor.

Recentemente, a empresa desenvolveu um software denominado set-up-assistent, capaz de ajustar todos os parâmetros de injeção automaticamente e que serve de guia para o operador realizar os set-ups dos moldes. “Essa nova ferramenta facilita muito a vida do operador da injetora, que enfrenta cada vez mais um número maior de dificuldades para ajustar as máquinas que hoje oferecem mil e uma funções”, afirma Wender.

Exigências aumentam

Os compradores estão cada vez mais atentos às produções eficientes e, para isso, buscam injetoras com baixo consumo de energia elétrica, alta produtividade, disponibilidade e precisão, segundo opinou Udo Löhken, diretor da Engel do Brasil.

Mas a escolha da tecnologia mais adequada, entre hidráulicas, elétricas ou híbridas, fundamentalmente dependerá da aplicação. Entretanto, com o acesso à tecnologia “ecodrive”, as injetoras hidráulicas conseguem apresentar consumo de energia elétrica muito próximo ao das máquinas elétricas, segundo informa o diretor.

Para Löhken, as máquinas hidráulicas e elétricas da Engel possuem um dos mais avançados níveis tecnológicos disponíveis no mercado. O sistema ecodrive utilizado nas injetoras hidráulicas de marca, e as altas velocidades de injeção alcançadas pelos modelos totalmente elétricos garantem muitas aplicações.

Plástico moderno, Udo Löhken, Diretor da Engel do Brasil, Brasilplast 2011 - Injetoras - Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios
Löhken: empresa também fabrica uma linha de robôs

Com vasta gama de opções em tipos e tamanhos de máquinas, como hidráulicas, híbridas, elétricas, verticais, multicomponentes e especiais, a Engel comercializou cerca de 3.300 injetoras no mundo todo, sendo mais de cem equipamentos no mercado brasileiro. A empresa tem duas fábricas de injetoras na Áustria, uma dedicada à produção de máquinas com até 400 toneladas de força de fechamento, e a outra, voltada para modelos com forças de fechamento desde 350 toneladas até 5.500 toneladas.

“Na Áustria, além das duas fábricas de injetoras, possuímos uma fábrica de robôs, mas também fabricamos máquinas hidráulicas e elétricas com forças de fechamento até 400 toneladas na Coreia, e hidráulicas desde 350 toneladas até 3.200 toneladas na China, e ainda contamos com fábrica para a produção de máquinas de grande porte nos Estados Unidos.”

Entre os pontos fortes das máquinas Engel está o domínio das mais diversas tecnologias de aplicação, como injeção multicomponentes, injeção de elastômeros, injeção de PVC, termofixos, injeção sobre tecidos, injeção de placas orgânicas, entre muitas outras.

Recorde de todos os tempos

Antonio Lopes, diretor comercial das injetoras Sandretto do Brasil, adquirida pelo grupo nacional centenário Nardini, de Americana-SP, três anos atrás, comemora crescimento de 30% nas vendas em 2010, recorde histórico desde que a empresa resolveu se instalar por aqui, em 1990.

Um dos maiores fabricantes de tornos, inclusive CNC e eletrônicos da América Latina, a Nardini já estava familiarizada com a produção verticalizada na fundição, usinagem, fabricação de chassis, colunas e nos tratamentos térmicos, e passou a adotar também esse modus operandi na produção de injetoras, fabricadas em modelos desde 70 toneladas de força de fechamento até 3 mil toneladas de força de fechamento.

Com mais de 60 mil m2 de área disponível para produzir e com capacidade para colocar no mercado 300 máquinas ao ano, a empresa passa por um dos seus melhores momentos, depois da reestruturação pós-crise mundial, caminho também adotado por tantas outras empresas para recuperar conquistas de outrora.

“A marca Sandretto sempre foi forte no mercado brasileiro, mas a confiança na fabricação nacional, a agilidade no atendimento e os custos mais atrativos estão fazendo a diferença”, afirma Lopes. A expansão nas vendas também se deve à ampla gama de opções em máquinas hidráulicas, projetadas em sintonia com as necessidades dos clientes, e a desenvolvimentos específicos, bem como o aprimoramento dos serviços de pós-venda e da expansão na rede de representantes.

Como já ocorria no passado, as injetoras da série Lógica continuam a liderar as vendas, segundo acredita Lopes, em virtude de custos mais acessíveis, mas são as máquinas da série HP as que contam atualmente com recursos tecnológicos mais modernos e sofisticados.

Por isso, além de promover reforços à comercializaçã0o das máquinas da série HP, uma das maiores investidas da empresa no último ano foi retomar a fabricação das injetoras hidráulicas da série Mega, máquinas de alta capacidade, concebidas com componentes elétricos importados, e com opções em vários modelos desde 600 toneladas de força de fechamento até 3 mil toneladas de força de fechamento, e oferecidas ao mercado brasileiro, segundo Lopes, com preços diferenciados.

Demanda por injetoras: Automóveis puxam vendas

O recorde na produção de automóveis no país, observado em 2010, com 3,64 milhões de unidades, também repercutiu positivamente sobre as vendas de injetoras da Deb’Maq. Uma das grandes encomendas, feita pela Plascar, de Jundiaí-SP, bem ilustra o bom momento de vendas aquecidas.

Líder na produção de componentes plásticos para o setor automotivo, com fornecimentos para montadoras da América Latina e do Mercosul, a Plascar expandiu em 11,9% suas vendas em 2010, registrando receita líquida 40% superior à de 2009, em virtude, principalmente, de novos fornecimentos de componentes, como pára-choques, painéis, laterais de portas e lanternas, para montadoras japonesas e francesas e também graças ao seu ingresso em novos nichos, fornecendo peças e componentes plásticos para a montagem de caminhões.

Como importador e distribuidor exclusivo no mercado brasileiro das injetoras fabricadas pela Cosmos Machinery, grupo com mais de meio século de atuação na China, a Deb’Maq tem entre as suas especialidades o fornecimento de injetoras para o setor automotivo, máquinas hidráulicas de grande porte, caracterizadas por tecnologia de duas placas e com travamento nas quatro colunas, e cujos modelos abrangem forças de fechamento desde 900 toneladas até 4 mil toneladas.

Recém-nomeado para o cargo de gerente de vendas de injetoras da Deb’Maq, Fernando de Almeida acredita que os níveis de comercialização aumentaram em mais de 20% em 2010, mas prevê maior expansão após a Brasilplast, quando planeja poder oferecer dezenas de máquinas em regime de pronta-entrega.

“Teremos disponíveis em nossos estoques injetoras hidráulicas desde 90 toneladas até 1.500 toneladas de força de fechamento para pronta-entrega e estamos adotando a mesma política de vendas das concessionárias de automóveis que valorizam entregas eficientes e rápidas, em período entre uma semana e dez dias, a contar das encomendas, para que os clientes não percam tempo e nem negócios”, declara Almeida.

Investindo nos emergentes

Outra empresa que não escapou das mudanças organizacionais realizadas na virada da primeira década do novo século foi a Milacron. Desde 1997 atuando no mercado brasileiro com subsidiária, a empresa passou há pouco mais de um ano às mãos de novos acionistas americanos que a transformaram em empresa de capital fechado, posicionando-a no mercado com maior liquidez.

Com capacidade para fabricar 4 mil injetoras por ano em unidades instaladas nos Estados Unidos, Alemanha, China, Índia e Japão, onde mantém joint-venture tecnológica com o grupo Fanuc, desde 1978, a empresa tem dado prioridade aos investimentos em mercados emergentes.

No Brasil, essa política se reflete na ampliação da estrutura para prestar serviços de assistência técnica e na manutenção de estoques de peças de reposição, envolvendo investimentos da ordem de US$ 700 mil, em resposta aos níveis de vendas alcançados, principalmente pela comercialização de injetoras elétricas Milacron/Fanuc, líderes de vendas no mercado brasileiro, em faixas de forças de fechamento desde 30 toneladas até 350 toneladas.

“O novo grupo acionário solidificou a empresa e, no último ano, a lucratividade aumentou. Nossas unidades fabris, como a da Índia, chegam a operar com prazos de entrega de 24 semanas porque estão abarrotadas de pedidos para atender”, informa Hercules Piazzo, gerente comercial da Milacron Brasil.

Acompanhando de perto há vários anos o perfil de comercialização das máquinas da Milacron no país, Piazzo constata uma mudança radical na preferência dos compradores. “No período entre 1997 e 2003, de um total de dez máquinas vendidas por nós, oito eram hidráulicas e duas elétricas, mas, a partir de 2004, a proporção começou a se inverter. Hoje, para cada grupo de dez máquinas vendidas, oito são elétricas e duas hidráulicas”, informa.

Segundo ele, isso ocorre porque o mercado brasileiro passou a reconhecer o alto grau de precisão das injetoras totalmente elétricas, lançadas em 1985 pela empresa. Dez vezes mais precisas do que as hidráulicas, as elétricas oferecem alto grau de repetibilidade, com variações de 0,01 mm, enquanto esses valores nas melhores hidráulicas correspondem a 0,1 mm. Além disso, as injetoras cem por cento elétricas, segundo ele, contam com sistema de transmissão que capta a força de um servomotor e a transmite para um eixo por um sistema formado por polia e correia e, dessa forma, transformam energia elétrica em movimento (energia mecânica), sem perdas, podendo gerar economia de energia elétrica em torno de 60% até 85%, em comparação com máquinas hidráulicas e/ou híbridas de última geração.

Consideradas líderes de vendas no Japão, com a comercialização de 3.600 máquinas com forças de fechamento entre 30 toneladas e 350 toneladas ao ano, as injetoras elétricas Milacron/Fanuc, afirma Piazzo:

“Dispensam periféricos, não utilizam água para a refrigeração do óleo da máquina por sistema de torre de resfriamento e por trocador de calor, não poluem o meio ambiente, e estão tomando o lugar de injetoras hidráulicas muito rapidamente, a ponto de conquistarem tradicionais usuários de hidráulicas que estão migrando para as elétricas, como os setores automotivo, de utilidades domésticas, embalagens, descartáveis, médico-hospitalar, e outros. Até quem faz cabide hoje utiliza máquinas elétricas; e um dos nossos clientes que operava com 60 injetoras hidráulicas renovou seu parque que hoje conta com 50 elétricas.”

Outro aspecto positivo consiste no fato de que as máquinas totalmente elétricas são isentas do uso de óleo hidráulico – sistemas hidráulicos com força de fechamento de 500 toneladas para funcionar teriam de contar, segundo cálculo de Piazzo, com 1.100 litros de óleo. Em se tratando de elétricas, todos os movimentos são realizados por meio de servomotores, sem escovas, refrigerados a ar e estão livres de manutenção.

Em virtude do maior volume de vendas, as elétricas em faixas de forças de fechamento entre 30 toneladas e 350 toneladas são mais competitivas em preço. Porém, as máquinas de maior capacidade, como as elétricas com forças de fechamento superiores a 400 toneladas, se analisadas sob o ângulo de custo/benefício, são ainda mais vantajosas do que os sistemas hidráulicos, segundo avalia Piazzo.

“A precisão das injetoras elétricas Milacron vem desde a concepção; não desenvolvemos máquinas hidráulicas e depois as adaptamos para elétricas, e o nosso primeiro modelo foi apresentado ao mercado em 1984”, informa.

Dotadas de tecnologia de inteligência artificial no mecanismo de abertura e fechamento dos moldes, as elétricas promovem esses movimentos em alta velocidade, com os servomotores realizando leituras gráficas do torque e propiciando segurança ponto a ponto durante toda a fase de fechamento.

A importância da repetibilidade da máquina se reflete sobre o peso dos injetados, cujas variações nem sempre são contabilizadas em perdas.

“Basta imaginar a injeção de peça técnica com 25 gramas, sendo produzida com plástico de engenharia, e submetida a uma variação de peso de 2% a mais, o que irá resultar em peça de 25,50 gramas. Calculando-se uma produção mensal de 150 mil unidades, o que daria 1.800.000 peças ao ano, isso representaria 900 quilos de perdas de materiais de alto valor agregado, incorrendo em altos prejuízos financeiros.”

Além da precisão, há outra boa soma de vantagens oferecidas pelas injetoras cem por cento elétricas, como a alta aceleração da injeção, o que é considerado excelente para a injeção de peças com paredes finas; a não utilização de água para refrigeração do óleo, porque simplesmente o sistema dispensa seu uso; e a realização da pré-injeção, possibilitando a fácil retirada de gases de dentro da cavidade do molde.

“O ajuste da força de fechamento podendo corresponder desde zero até a tonelagem máxima do equipamento é outro recurso que permite ao transformador, quando do uso de máquinas totalmente elétricas, utilizar a força de fechamento correta no molde e não uma força de fechamento superior, porém, limitada ao parâmetro mínimo, que, em geral, gira em torno de 70% da tonelagem máxima, prolongando-se, com isso, a vida útil do molde, tendo em vista que não será submetido a pressões maiores do que a necessária.”

As injetoras elétricas Milacron também contam com uma série de outros recursos avançados e patenteados, como Precise Metering Control e Back Flow Monitor. No primeiro exemplo, a máquina, após a dosagem, promove o giro da rosca no sentido contrário, com o objetivo de aliviar pressões e equalizar em ambos os lados o anel de vedação da ponteira da rosca, a fim de obter maior repetibilidade de processo. No segundo caso, trata-se do monitoramento de fluxo de retorno, recurso que permite aos usuários verificar o estado do conjunto do anel de bloqueio, sem que seja necessário desmontar a flange do cilindro de plastificação para a retirada da rosca.

As pesquisas contínuas para oferecer maior economia de energia aos equipamentos elétricos, hoje em 8ª geração, também conduziram ao desenvolvimento de tecnologia de regeneração de energia elétrica, que consiste, segundo Piazzo, no seguinte:

“Considerando que em todos os movimentos temos aceleração e frenagem, durante essa última a energia despendida para frear é gerada e armazenada na máquina, para uso no próximo movimento ou no sistema de aquecimento da injetora, o que propicia obter economia entre 60% e 85% de energia em comparação com a energia despendida por injetoras hidráulicas e/ou híbridas de alta tecnologia e 20% em comparação com as demais injetoras totalmente elétricas.”

Plástico moderno, Christoph Rieker, Gerente geral da Sumitomo-Demag, Brasilplast 2011 - Injetoras - Demanda aquecida sustenta estimativas de bons negócios
Fatia de injetoras elétricas tem crescido, afirma Rieker

Demanda aquecida por injetoras

A crise mundial de 2008 realmente causou impactos e provocou rearranjos corporativos em várias empresas do setor de bens de capital, como a Demag. Adquirida em 2008 de um grupo de investimento americano pelo grupo Sumitomo, que representa 14% do PIB japonês, a empresa, originalmente alemã, alcançou 30% de crescimento nas vendas no mercado brasileiro em 2010, percentual dos mais significativos e superior à média de crescimento das vendas globais.

“A Demag, agora, é parte integrante da Sumitomo Heavy Industries, uma das divisões do grupo Sumitomo, fundada em 1888, e cujo foco está voltado ao desenvolvimento industrial”, informa Christoph Rieker, gerente geral da Sumitomo-Demag.

Com mais de cem mil máquinas instaladas ao redor do mundo, entre hidráulicas, híbridas e elétricas, com forças de fechamento até 2 mil toneladas, a empresa tem pleno domínio na fabricação de motores elétricos de alto torque, fato que propicia diferenciais na concepção de injetoras elétricas, que são fabricadas desde 1985, hoje contando com fábricas no Japão, China, Alemanha e Estados Unidos.

De acordo com a avaliação de Rieker, o mercado brasileiro de injeção ainda compra mais os sistemas hidráulicos do que os elétricos, mas a fatia de participação das injetoras cem por cento elétricas vem crescendo ano a ano, hoje representando entre 30% e 35% das vendas totais da empresa, participação que tende a crescer, em sintonia com a demanda mundial por injetoras elétricas.

Para se ter ideia mais exata da forte tendência mundial favorável aos sistemas elétricos, 90% de um total de 2.500 injetoras fabricadas na principal fábrica de injetoras da empresa, instalada em Chiba, a cem quilômetros de Tóquio, no Japão, são elétricas. Inaugurada em 1965, essa unidade é responsável pela fabricação de modelos elétricos com forças de fechamento acima de 350 toneladas, como verticais de altíssima velocidade – até 600 mm por segundo – e máquinas para dupla injeção.

“Hoje estamos na 3ª geração de injetoras elétricas, oferecidas na faixa de 25 toneladas de força de fechamento até 550 toneladas de força de fechamento – a 4ª geração de máquinas já está sendo finalizada e deverá ser lançada em Tóquio, em novembro próximo, durante a NPE.” Todos os modelos possuem acionamentos diretos, e são produzidos com o conhecimento acumulado na fabricação de motores elétricos, que propiciou grande evolução na concepção dessas máquinas e ganhos decorrentes da economia de energia, segundo o gerente.

Em comparação com os demais sistemas elétricos, ele calcula que os percentuais de economia no consumo de energia das injetoras Sumitomo/Demag cheguem a 35% até 40%, tomando por referência uma injetora que esteja operando com ciclos de oito segundos.

“As hidráulicas não vão desaparecer porque estão sendo equipadas com comandos mais modernos, de maior precisão e de maiores velocidades operacionais, mas, no futuro, estarão consignadas a nichos de mercado”, considera o gerente.

O comentário remete ao período inicial de introdução das elétricas no mundo quando foram absorvidas por usuários de nichos de mercado, para operar em áreas específicas, como injeção de peças para o setor médico-hospitalar, passando, anos depois, a integrar a demanda de amplos setores, como o de embalagens e o de peças técnicas para vários setores industriais.

“Em 2010, alcançamos nossas metas e conseguimos colocar máquinas elétricas em novos clientes dos setores automotivo, hospitalar e de embalagens. 2011 começou muito bem e isso deverá se manter ao longo do segundo semestre, pois o Brasil está em ascensão e, dificilmente, haverá um retrocesso”, considera Rieker.

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